terça-feira, 31 de agosto de 2010

A ida em vão



Sabendo-se que tudo vai, nada fica e que as situações estão em constante mudança, há que se perceber que ir, na realidade, não é nenhum bicho de sete cabeças, diria que até natural. Mas o que choca, dói, no fundo de nossa alma é a ida em vão e o que seria a ida em vão? Eu tenho um sinônimo para ida em vão = abandono!

O ser humano é a presa mais eficaz do auto-engano, se encontra sempre nesse misto de conhecimento e cegueira. Para alguns essa posição não incomoda porque não refletem sobre ela, porque não a ressiginificam, para outros é o inferno na Terra porque aprenderam que querem e merecem mais do que tem e por isso mergulham em um nível mais fundo de conhecimento.

Embarcar nessa viagem interior não é fácil, requer coragem, requer tempo para se ouvir, espaço para se sentir e chorar quando necessário! E esse terreno socrático, conheça-te a ti mesmo, não vem sozinha, mas pressupõe um movimento em direção ao outro para troca; para compartilhar.

E esse outro muitas vezes é a figura da sua paixão, o seu desejo que precisa ser realizado. Lembrando-se que esse desejo é ideal, não real, é o contato, os embates, os sustos e, principalmente, o tempo que torna esse desejo real.

O real constrói-se a partir da inserção da palavra dentro da natureza, que em si é hostil e essa hostilidade causa estranhamento, a partir desse estranhamento é que as pessoas não formam laços, deixam-se levar, deixam os outros irem, para não se comprometerem. A diferença entre o real e o ideal é a palavra dada, a palavra falada, o comprometimento de quem assume primeiro na palavra tornando o ideal em real. A palavra dada mesmo que insegura, trôpega, torna-se real porque pronunciada, porque mesmo diante dos medos, veste-se de coragem para manter o que foi primeiro dito.

A palavra é, então, um contrato. Sim, claro, é e sempre foi, ainda que alguns a queiram falsificar... Vão receber sua consequência, a vida cobrará a palavra dada, de um jeito ou de outro.

A ida sem razão é quando não se intenta ir, mas vai, cria-se uma dor, um buraco sem precedentes que torna todo o resto vazio. Em um sentido mais estrito, alguns relacionamentos são tão confortáveis que não causam mais estranhamento, mas também nem ao menos conduzem ao crescimento, vira uma espécie de show de horrores porque não queremos mexer com nossa acomodação.

Essa relação é em vão e torna tudo sempre tão neurotizante, tão frustrante, como se fóssemos Dom Quixote, sempre correndo atrás de nossos moinhos de vento. Para que banalizar tanto a vida e as situações, porque se assustar tanto? Quer dizer, porque não apostar no novo, no estranhamento?

Movimento, libertar-se, parar de impedir as situações. Não deixar a dor embotar o querer... Assim vai se realizar e não se vai!
Margareth Sales

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Crônica dos Tempos Finais
Um pequena historinha




Genipapo cresceu numa família humilde e no subúrbio, lá para os idos dos anos 70 e como toda criança dessa época que ao invés de ganhar um autorama ganhou um carrinho de madeira, sonhava em ser grande. Não era de tamanho, claro, era ser alguém!

Mas nosso ator social tinha um problema, um problema muito sério para quem desejava ser grande: não tinha acesso a leitura! Putz, agora pegou, como Genipapo superará esse conflito? Afinal de contas sem os livros os grandes não se estabelecem... Sorry, retiro: Lula conseguiu?!

Então Genipapo passou a maior parte de sua infância fazendo o que os meninos de sua idade fazem: soltar cafifa, jogar bola de gude, peão e, principalmente, correr atrás dos rabos de saias da vizinhança!

Ele era um menino vibrante e como gostava de correr atrás de rabos de saias, esses não lhe faltavam, pois todo homem que gosta muito de uma mulher dificilmente fica sozinho. Então, obviamente o protagonista conheceu os favores sexuais de uma mulher muito cedo e aos 16 anos já se considerava um Martinho da Villa, já tivera mulheres de todos os jeitos!

Como a única coisa que andava nessa época era sua vida afetiva ou farras? Mas sem trabalho, sem estudo e sem expectativas para onde nosso querido Genipapo encaminhava sua vida? Meio perdido, se sentindo um pouco broxa, por ver que alguns de seus amigos conseguiram dar by by ao medíocre bairro em que viviam, foi rondar por ai sem destino certo.

Nesse preâmbulo, se sentindo angustiado, talvez triste mesmo, dá de cara com uma igreja e pensa, vou entrar, quem sabe não descola uma rapidinha com essas saias compridas... Porém ao entrar acabou se deixando levar pela eloquência verbal, além de toda a técnica de vendas que aquele Pastor usava. Deixou-se levar pelo momento e pela baixa de serotonina que vivia: converteu-se! Bem, era o que achava...

Genipapo então aprendeu que poderia também ser famoso, ter fãs, como o seu amigo que se tornou médico ou o primo que terminava o curso de direito. E o mais importante: não precisava se matar de estudar como os manés citados! Na realidade, não precisava nem de perder tempo lendo a Bíblia, para quê? Decorava versículos chaves, lançava o famoso sentimento de culpa sobre um povo que já tem esse sentimento arraigado e voilà, seria um grande pregador.

Imbuído dessa realidade, o papo do Genipapo se tornou o 171 do meio evangélico, mas ele nem ligava, estava acostumado... Em seu convívio quase 100% eram assim, claro ninguém admitia que era tudo uma farsa... Fake do fake, mais fake do que os fakes que povoam o twitter!

Bem, a grande verdade é que o final dessa história não tem tanto glamour quanto o que nosso famoso papinho recebeu em vida. Porque muitos anos se passaram desde que o famoso conversa mole entrou para a igreja e conquistou os fãs, só que algo que o dinheiro, as plásticas e as fontes de juventude não puderam supor, chegou: a morte! E essa não teve misericórdia, foi logo sacando o revólver e dizendo:

- Eu avisei que terminava... Não tenho tempo para gracinhas e ou tá ou não tá, ou mergulha fundo, ou cai fora! - Na realidade essa fala continha duas opções ou ia para a morte mansamente, como uma ovelhinha que nunca foi ou tentava correr dela.

Bem, a dona morte estava louca que ele optasse pela segunda proposta, a muito tempo que não caçava e com essa época de vacas gordas para ela, não faltava trabalho: aviões aos montes caindo, desastres naturais, estava meio que sobrecarregada!

De qualquer forma, não sabemos qual foi a escolha de Genipapo. A única coisa que posso afirmar com absoluto conhecimento de causa é que Genipapo recebeu em Terra tudo o que queria, que almejou e que desejou, por isso o outro lado acabou não sendo tão misericordioso com ele! Mas isso é outra história!
Margareth Sales

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sobre a morte de uma amizade


A primeira coisa que é necessária esclarecer é que uma amizade verdadeira nunca morre. Se morrer, nunca foi verdadeira! Foi apenas confundida como tal, surgindo talvez de diversas necessidades emocionais não preenchidas. A música ‘Ainda é cedo’ demonstra essa situação muito bem ao dizer: “Uma menina me ensinou quase tudo o que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei”.

Essa música levanta a seguinte questão: é a amizade moeda de troca? Pois trata-se o outro como um rei, fazendo esforços significativos para se conservar este ao nosso lado, porque então prendê-lo, escravizá-lo de forma a não ir, sobre a falsa premissa de que está tudo bem, sendo que ao nosso lado esta pessoa é super bem tratada ou valorizada! Mas, escrava!

Quando o relacionamento se desenvolve de uma forma tão doentia como esta, cria-se um caminho de pequenos processos dolorosos que vão se juntando até que o próprio corpo e alma gemam de dor em função de um relacionamento que já não é o mesmo de antes ou que, equivocadamente, se começou, mas não se pretende continuar. A maturidade também envolve dar tchau a essas circunstâncias.

Uma coisa que tenho visto ultimamente, e que muitas vezes impede o término de uma amizade, é o fato de que um dos lados, sempre consegue estar certo... Vi isso durante um tempo e tenho visto ainda... De repente, aparentemente, ou de verdade, você tem de um dos lados uma cobrança ininterrupta de mudanças talvez radicais, então fica-se em cima do princípio de que o cobrador esta sendo agressivo, sempre cobrando... Mas o que me parece é apenas um jogo para convencer que o outro está fazendo isso, para que eu mesma não encare de fato os problemas que venho tendo...

Às vezes a pessoa tem tanto, mas tanto medo de não parecer perfeita para o outro que possui a grande capacidade de ficar sem graça ou com raiva quando o melhor amigo age mal... Sentir vergonha é natural, esquecer que a mesma pessoa que agiu mal, tantas e tantas vezes, acertou na sua vida e que tudo é com você, pessoal, que é o grande problema...

O grande problema da amizade é a amnésia constante, a bíblia diz: quero trazer a lembrança o que me pode dar esperança, quando você ama, você lembra das coisas boas, não dos defeitos!

Então antes de se entrar na morte da amizade, propriamente dita, é necessário pontuar que tudo deverá ser feito para que isso não ocorra. Em outras palavras: dar oportunidade para o outro desejar se comprometer, avaliando que o caminho para a sensação de inteireza, de força interior é o cuidado com os amigos que se tem!

O desprendimento emocional está ligado ao ensino, aos que se deixam tocar pelo outro, há uma recompensa: a sabedoria! Isto posto, a amizade ensina! Ensina a se superar, a se desprender, a se auto-avaliar. Lembrando-se que reciprocidade é para adultos, crianças não conseguem se colocar no lugar do outro.

Isto tudo ocorre porque é muito difícil entender a intenção e o desejo do outro. Muitas vezes só o conseguimos porque este outro já definiu, claramente, suas intenções. O que se pode dizer que não ocorre com todos, até porque uma parcela considerável de pessoas ainda não se entendeu, não percebe o que deseja, e é levado muito mais pelas ondas, a favor do vento.

A partir desse momento é que a situação torna-se dúbia, pois por um lado um “bichinho” nos incomoda mostrando que há algo errado ou pelo menos, insatisfatória. Porém, por outro lado, a pessoa para o qual entregamos o melhor de nós, a nossa amizade, não se faz claro, ainda que esclareça que deseja esta amizade, que é importante e que nada faria para prejudicá-la! Mesmo com um discurso tão convincente, algo dentro de nós não fica certo! Mas fundo ainda: algo nas circunstâncias não está certo, há sempre um sentimento de vazio e incompreensão, algo que gera desconfortos.

Para finalizar o que ocorre é o seguinte: as amizades verdadeiras podem se findar, “se divorciar”, mas não acabam, fica o sentimento. Porque durante os anos, apesar dos embates, gerou-se conforto, mesmo que o relacionamento tenha sido desgastado, as alegrias nunca serão e nunca foram esquecidas. A morte da amizade é um fim muito cruel e acontece porque não era uma amizade, era, apenas, preenchimento de um espaço vazio que poderia ser trabalhado em algo mais frutífero, não em prisões emocionais. Então, um brinde a liberdade, um brinde ao ir e vir porque se quer não porque se é obrigado.

Margareth Sales

domingo, 8 de agosto de 2010

Uma crônica poética

Eu conheci você e tive medo.
Mas eu quis você e deixei que se aproximas
se.
Meu coração gelou e isso me causou pavor.
Mas o que seria de mim se não pudesse enfrentar meus próprios medos?
Romântica eu? Não posso supor, mas um veio de lirismo me invade.
Porque aberta, porque inteira me deixo navegar emocionalmente pelo querer.
Expectativas? Muitas! Sinceras e medrosas que precisam deter o fôlego para continuar.
E assim transformar o medo em coragem atroz de guerreira perdida de algumas guerras.
Mas não de todas!
Algo foi plantado, na pressa? No susto?
Sim, dessa forma e dessa mesma forma reinvindico o meu direito a autenticidade.
E de um momento de pura emoção transformar em um momento de pura verdade,
Em função de um espírito de construção.
Esse mesmo espírito é o que deve reinar absoluto
Em qualquer momento onde o encontro se faça em direção a Terra do conforto emocional.

Margareth Sales

sábado, 31 de julho de 2010

A caçadora
Um texto em homenagem a mulher lutadora. Um acorda para os homens que desejam que essa mulher goze ao lado deles e, uma homenagem ao dia do orgasmo!



Novamente me reportarei as mulheres e, mais uma vez falarei das que se tonaram fortes porque não tiveram quem fosse por elas, desde mais tenra infância.

Essas mulheres conseguiram um grau de liberdade e autonomia em função de terem tomado as rédeas da própria vida nas mãos, porque ao se verem sozinhas tiveram que determinar rumos, escolher o seu melhor... Fazendo assim, tomaram como comportamento uma postura no qual exclui-se todos os que não puderam ser de verdade, deixando de lado falsas ilusões e optando por uma forma mais coerente, madura e honestas consigo mesma.

A caçadora se tornou assim, porque teve que aprender a se defender da vida que lhe foi dada, ou em outras palavras, do buraco que foi metida. O que nunca nos ensinaram é que a velha estória do menino criado com lobos, ou de crianças selvagens entre outras, não é apenas estória e não ocorre somente na mata selvagem. O que não nos contam, até como forma de manipulação ideológica é que não só as mães que largam os filhos na lata de lixo que são as que realmente largam...

Mãe é mito em nossa sociedade cristã, mas cada vez mais no contexto da contemporaneidade essas mães tem largado seus filhos, ainda que dentro da mesma casa. Ainda que para os de fora, o comportamento dessa mãe seja impecável, mas não é! E quando se abandona uma criança, alguém passa a criá-la e esse alguém, vai de lobos no sentindo do animal de verdade, até os lobos devoradores da vida que estão sempre rondando, buscando a quem tragar, pois os lobos animais são capazes de cuidar, os lobos criados pelas fraturas de uma vida com várias nuances e que cria diversos tipos de pessoas nem sempre são capazes de cuidar, muitas vezes são capazes mesmo é de devorar.

Esses filhos abandonados são tanto homens quanto mulheres, mas meu texto fala, especificamente, da mulher abandonada, da mulher que foi deixada pelos pais, mesmo que esses estivessem ali ao seu lado... Sem orientação e sem rumo, essas mulheres criaram hoje um novo tipo de mulher, um novo tipo de feminilidade, não mais as histéricas, românticas e ‘desmaiadoras’ do final do século retrasado. Mas uma mulher com muito mais características de homem do que se poderia esperar... Mas não se tornaram homens, continuam femininas mas muito mais independente e autônoma...

Se tornaram caçadoras... e quem são essas caçadoras? São mulheres sedutoras, pois aprenderam a seduzir para conseguir, porque não tiveram nada de graça, tudo sempre custou muito caro. Sozinha aprenderam a ouvir a voz do lobo e a não se deixar cair em suas armadilhas, aprenderam a gritar para fugir das presas do inimigo, aprenderam a sorrateiramente abater a vítima, porque foram criadas por si mesma e o referencial era o lobo.


Chegam quietas e sóbrias, porque são caçadoras, porque farejam a presa de longe e a cercam, ficam dando voltas ao redor até que a presa se rende. Deixa a presa aparentemente livre, mas já a tem debaixo de suas garras, totalmente dominada.


E o maior objeto da caçadora, não se enganem é o homem soberbo, pois são os maiores inimigos dessa mulher, mas porque inimigos? Porque não se construíram simplesmente “foram” ou seja, agiram de acordo com o que as circunstâncias lhe trouxeram... Na realidade, não inferiram sobre a vida, apenas apontaram o dedo e analogamente a mulher acharam que essas eram suas presas. Uma das coisas que mais assombra no universo masculino e porque não dizer: o que mais magoa? É a capacidade de soberba que o homem tem, pode ser qualquer um, do mais rejeitado ao Senhor do Pedaço. A característica mais marcante dessa dureza é a insensibilidade na soberba, quando acham que já ganharam a parada. Acordou, cara leitora e você leitor, também alvo desse texto? Ficou atônito com a revelação? Era isso mesmo que você sabia, só não tinha dado nome aos bois?


Por isso, que forjada pelas circunstâncias não muito agradáveis da vida, surge a nossa heroína, a caçadora, realmente, uma Mulher-Maravilha, vinda do Olimpo para vingar as “coitadinhas” tão injustiçadas pelo mundo masculino.


Então, você pensa que é O Bom? Sinto informar... ou você é tão merda que só conquistou a carenta das carentes e ela, realmente, está com você porque não se acha capaz de ter nada melhor ou você até é “bonzinho”, mas que deixa muito a desejar e atraiu a vingadora, ou a nossa caçadora e, na verdade, vai comer o pão que o diabo amassou nas mãos dela!


Porque o texto não é um alerta feminino, mas masculino, se querem manter a soberba e continuar pisando bem feio na bola, ok! Mas, então, é preciso só deixar bem claro que você caro homem sem-noção não é a última bolacha do pacote e fique ciente: TODAS sabem o que vocês fizeram no verão passado! Ou seja, toda a vez que vocês “se acham” é porque uma mulher deixou, no caso, fez vistas grossas para a sua natureza implacavelmente fria.


Então, agora, dando voz a mulheres aviltadas por certos comportamentos masculinos, abaixo a lista de atitudes/machistas de homens que não só perderam a noção, como nunca tiveram:


(1) Você foi a boate e pegou a gatona de 15 aninhos, com umas curvas incríveis, de peitão e bundão? REVELAÇÃO: Desculpe, é a idade, ela ainda vai aprender e, com certeza, quando perceber o mané que você é, vai enfeitar tua linda cabeleira de CHIFRES!

(2) Você cantou a mulher 18 vezes e foram 18 vetos e, de repente, você conseguiu? Você é O Gostoso, né? Sempre consegue o que quer? REVELAÇÃO: em algum momento de suas insistentes cantadas, diga-se de passagem: tosca! Ela teve uma crise, um SURTO, passageiro ou não e ouviu vozes, talvez de demônios mesmo (?!)... Que se ela não ficasse com você nunca conseguiria mais ninguém... Pergunta: por acaso, você é adepto da bateção de tambor? Porque se você observar, parece que depois que o prazo do “feitiço” se esgotou ela passou a ter ver com outros olhos, tipo: um pedaço de carne podre que causa náuseas?

(3) Você é compulsivamente mentiroso e, ainda, conserva essa mulher ao seu lado? Jogue as mãos para o céu, primeiro porque ela SABE todas as suas mentiras e provavelmente viu algo em você que você mesmo nem se deu conta. REVELAÇÃO: trate de descobrir logo o que você tem de tão especial e páre de ficar batendo cabeça, ou seja, fazendo alusão de capacidades tão grandes que não correspondem ao mínimo da verdade, tipo: jogue fora a falsidade e viva a verdade: Vem para a luz!

(4) Você finalmente conseguiu levá-la para a cama, sabia que era bom, né? Era só questão de tempo! REVELAÇÃO: ela está tão atarefada e com tanto tesão que resolveu só dar para alguém conhecido, só pela segurança do conhecimento, mais NADA!


Então, você homem, caiu na armadilha da caçadora? Vixi! E agora quer, de verdade, essa mulher para você? Como fazer? Pedindo conselhos a mim? É... Na verdade é o prazer feminino o que mais frequenta o imaginário masculino, num primeiro momento pelo desejo de ser o macho, o verdadeiro que vai finalmente despertar de uma forma mais intensa essa deusa adormecida e olha que essa questão remete à Freud, ele já dizia isso...


Mas como já pontuado várias vezes, por mim e por outros também, ainda que a mulher seja um mistério, o prazer feminino também o é? Acredito que não, o prazer, posso dizer que a estrutura física de uma mulher, todas as suas terminações nervosas não é diferente de um homem, quer dizer, é só tocar que a chama acende.


Agora, queridos leitores, vocês ficaram bolados, como? Se é tão fácil assim, porque toda essa angústia e porque a caçadora parece tão distante de você, como se a tivesse perdido, para sempre!


Talvez ela não esteja tão distante como você imagina, mas para fazer ela gozar de verdade e querer você, o que falta? Maturidade de homem e o que isso significa? Saber que você não é o último pão da padaria, reconhecer isso, que você é somente mais um e não importa o valor que se atribui, fruto de crenças ou de mentiras, você só precisa de uma coisinha básica: não minta, fale a verdade e chegue viril com aquilo que a mulher não têm ou seja, o pênis! Só isso consegue fazer com que você consiga dela gemidos de prazer, porque você está inteiro, porque você não se acha, porque você só deseja essa linda caçadora e quer, de verdade, tê-la em seus braços e fazer-lhe gozar como nunca.

Bem, então agora cientes de que é isso mesmo e se há uma luz no fim do arco-íris, eu acendi a vermelha, falta as outras, mas você dá conta, é só inferir, eu dou uma luz, a realidade fornece outras e o tempo reelabora as ideias até torná-la numa única realidade concreta.
Margareth Sales

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Como é ir para cama com uma escritora?
Todos os meus segredos de alcova se encontram abaixo.



Todos os meus segredos de alcova se encontram aqui: todos os momentos, um único desejo me consome, em todas as horas do dia, mas me deterei, especificamente, aqui, a uma porção limitada desse tempo, a noite! A noite é então onde tudo acontece... Onde o desejo e a volúpia são maiores, onde não posso me deter e parar para pensar, pois um único pensamento me domina, uma única ideia toma conta de todo o meu ser, logo nos primeiros momentos da noite e se adentra implacável, até o momento que exausta já não consigo mais me conter e durmo saciada e tranquila, porque obtive de minha maior satisfação o gozo que tanto almejo todos os dias...

É claro que, queridos leitores, vocês já entenderam do que eu estou falando, conhecendo meu perfil em todo esse blog e, até mesmo via twitter, não há como se enganar sobre o assunto que será foco das próximas linhas. Ou há? Por um momento agora a dúvida atroz gelou meu ser, não, é claro que vocês sabem do que eu estou falando... Não! Vocês não podem estar enganados, é sobre esse assunto mesmo: O... Texto! Não era isso que você estavam pensando, como não? Fui tão clara no primeiro parágrafo, não há como se confundir... Poxa! Que furo!


Bem, agora que esclarecido está o tema desse, tão sensual, tão lindo e tão amado: Texto! Me ponho a continuar em minhas ponderações, o texto é e sempre será meu maior companheiro de cama, de mesa e, às vezes, porque não? De banho! Esse amor, tesão, loucura pela leitura não aconteceu agora, aconteceu, creio eu, logo no primeiro momento que percebi que eu era, ou seja, na tenra infância. Desde então não posso viver um só minuto sem ele, sabendo-se que para mim, texto, leitura vai além do conteúdo escrito, ainda que nunca abrirei mão do mesmo! Para mim, tudo o que se apresenta semiologicamente é um texto.


Então, vejo diariamente textos escritos, na internet, no computador, nos livros, nos outdoors, na face estampada de meus amigos que já sabem que para adquirirem tão maravilhoso título, serão lidos, diariamente, por mim. Em contrapartida, nunca obtenho sem dar nada em troca e em troca permito que me leiam, na realidade até gosto, amo quando me apreendem, quando conseguem me entender. Odeio quando me falsificam, quando dizem de mim coisas que não sou, nunca fui e que, talvez, nunca serei, então falsificar o texto escrito no coração das pessoas para mim é heresia e mal caratismo, se querem vir que venham, mas deixem que eu leia e se entendi errado, me perdoem e vamos conversar sobre o assunto.

Conversar é pois a causa natural de uma leitura proficiente de mundo e significa troca de ideias que obtêm como resultado conhecimento. Porque conhecimento é feito através do contato com o objeto e esse objeto pode ser uma coisa ou uma pessoa, sendo então que nesse contato muito se ganha. O motivo de muito se ganhar é que na troca com o outro estende-se um leque maior de opções de conhecimento, opções essas que só haviam em um número limitado comigo mesmo, mas quando eu me abro para o outro, eu dobro as minhas possibilidades, o que não acontece, então, se eu me abrir, todinha, ui! para um contigente cada vez maior de pessoas? A resposta é: eu vou duplicando, triplicando, quadruplicando, etc. minhas possibilidades de conhecimento.

E por isso motivo, por esse amor descomunal que tenho pelo texto que abri as portas do meu quarto e que você pode me ver ai em cima, na cama. Com essa cara de sapeca, será que essa menina-mulher da foto com cara de sapeca esconde todo o tesão que sente por um outro assunto que não seja, somente, texto? Não posso responder... Mas o melhor do outro assunto, segundo a literatura é, ainda, o mistério, pena que por falta de leitura de mundo muitos se perderam e não entenderam essa verdade tão bonita, tão singela e tão cativante, então... Fica a dica!


Tá com tesão agora??? Querem ler mais, então, mexe na barra de rolagem para baixo e se extasie com várias produções literárias, não esqueça de comentar, ok?

Margareth Sales

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Aberta: temporada do flerte!



Olha que nome mais antigo: flerte! Pergunto, será que fiz um blogcídio no momento? Mas de qualquer forma, serei corajosa e sigo adiante com minha ideia, até porque há dois dias atrás eu escrevi sobre o dia do amigo e... porque tem tanta gente tentando ser emocional ou se emocionar via redes sociais?

Porque, vamos ser frios e objetivos: feliz dia do amigo ou aquele e-mail que você recebe todos os anos, incansavelmente, não te tocou em nada! Acredito que essa onda de distribuir carinhos e afetos e, diga-se de passagem, “criar” dias para essas manifestações é porque há um esvaziamento de sentimentos e, esfriamento. Acredito que todos estão sentindo! E isso é muito ruim, porque não se consegue viver onde vivemos e como vivemos se não podemos enamorar (mais uma palavra arcaica), cuidar, gostar.

Por isso, estou aqui anunciando a todos os ventos que está aberta , oficialmente, a temporada do flerte e, essa é uma temporada muito especial e muito diferente porque para início de conversa flertar você poderá fazer não só com alguém desconhecido ou alguém que você sempre quis mas nunca teve coragem. Então, comece o seu flerte com seu próprio marido ou namorado!

E flertar, no sentido que estou estabelecendo aqui é: deixar para trás as coisas velhas e preocupar-se somente com situações novas. Eu tenho percebido que esqueceram a arte, esqueceram como é, acho que atualmente, nossos rapazes foram tão massificados pela mídia que, de repente, estão acreditando que flerte está diretamente ligado: faço sucesso, viro O Gostosão, tenho uma lista de cachorras/tchucas ou como a sociedade moderna coisifica o termo mulher e todas me idolatram e eu pego algumas trato como lixo e depois elas correm atrás.

Bem, parabéns para você que consegu
iu desse jeito, mas sinto dizer: a foda foi boa, né? Mas a mulher de verdade você não encontrou, nem poderia, essa turbinada que você pegou está morta a tanto tempo que nem percebeu! Faz falta um mulher de verdade, né? Uma que ria com você, não de você! Uma que te beijou mesmo sabendo que você era um sapo e olhe, agora você se transformou num Shrek, não é tão lindo a evolução?!

Então, já que você subiu de patamar no coração dessa mulher especial, que você reconhece que é, mas que você por ser um covarde para assumir essa verdade, acabou perdendo-a! Não está na hora de você tentar reconquistá-la? Não com técnicas arcaicas de desafio de poder, tipo: corda de força, quem aguenta mais tempo? Tsc.tsc. todos perdem!

Por isso, em nome do flerte, aí vão as dicas: primeiro, que tal trocar a fala agressiva pela carinhosa? Lembra quando isso dava certo? E não seja toupeira em achar que ela na primeira fala doce se derreteu, ela está dando corda para você se enforcar, ela vai continuar esperando até que veja se a mudança foi verdadeira ou é mais uma estratégia de xadrez de alguém que não sabe nem como anda com o peão desse jogo.

Note que a mulher de verdade gosta de ser amada, cortejada, o suposto desinteresse que você vê nela é fruto da maneira como você passou a tratá-la, primeiro: achou que a parada já estava ganha e, consequentemente, para que o esforço? Slept - tapa na cara para acordar! Ela é uma mulher e você conhece o ditado: quem não dá assistência... Então um olho fechado e outro aberto e cuidados redobrados! E não se esqueça de se comportar como macho e fazê-la dela uma dama, porque essa história de troca de papéis é um saco e não há mulher que aguente homem chorão quando ela quer é mais ombro para chorar!

Depois das palavras doces que tal colocar uma música, aquela que você sabe irá tocá-la e dizer: “Estava ouvindo essa música e não consegui parar de pensar em NÓS”. Deixa dada, observe a ênfase sobre nós, ao assumí-la como sua e misturar isso a uma canção bonita você não vai só conseguir pontos, mas fará ruir um muro de defesa levantado em tempos inglórios. Agora é quase como se faltasse só invandir, mas pega leve! Invasão só é permitida por motivos políticos, o MST que o diga, com a mulher amada vai ter que continuar se desdobrando no flerte!

Não flerte a distância, nem pensar, vá até ela, onde ela esteja e, principalmente, onde você esteja seguro em ir. Pois não adiantaria nada você ir ao terreno do inimigo para ser escurraçado, você também precisa de segurança, para chegar ao coração da mulher que ama, você precisa estar seguro para fazê-lo.

Talvez o grande mistério seja esse: seja o que ela precisa que você seja, não o que você acha que faria todos caírem aos seus pés, não é essa mulher que você ama? Então, será que a grande razão de sua vida não é fazê-la se sentir segura ao seu lado, mesmo que como Shrek, não como príncipe, mas você é o que estará ali, você será o resgatador, ainda que ela nem precise disso, mas ela precisa de ombro, com certeza, precisa!

Flertar com uma mulher é mostrar que tem tempo para ela, pois uma das coisas que mulher mais odeia e ver que você tem tempo para tudo, menos para ela. Ela se sente relegada, tipo, perde o seu valor quando nota que tudo em sua volta tem mais valor, é mais importante ou mais premente! Perca tempo com ela, leva-a para um cinema, uma volta de carro, deixe ela falar, nunca dê conselhos, só ombro e cuidado, mulheres ODEIAM conselhos, principalmente de homens, elas gostam só de serem ouvidas e abraçadas.

Esses são pequenos passos, pequenas decisões, pequenos flertes, mas não é um caminho fácil, não! Nenhum caminho é fácil, nenhuma decisão não leva enxurradas de situações por resolver, todos os caminhos cobram, a questão é o preço que você quer pagar, solidão? Ou amor? As cartas estão lançadas!
Margareth Sales