terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A verdadeira face por trás da máscara da bondade


Não é novidade saber que os abusos velados são muitas vezes mais nocivos do que os que se mostram. Mas por quê? Vamos partir para o imaginário popular, o conto de fadas, para demonstrar essa verdade. Então, em nosso conto de fadas temos duas bruxas, uma delas tem cara e jeito de bruxa, amaldiçoa tudo, é má notoriamente. A outra é uma bruxa bonita, fingi-se de fada e parece tratar muito bem a princesa sob seus cuidados.

Bom, obviamente, o castigo recairá muito mais rápido sobre a primeira bruxa, porque qualquer um que ver-lhe as maldades vai tentar deter-lhe. Mas a segunda ficará impune até que a verdade velada venha à tona. E qual a probabilidade disso acontecer? Já que a verdade está velada e pretende continuar assim? Muito improvável.

Bem, é sobre essa verdade velada que quero falar, sobre a falsa bondade, acobertando um comportamento destoante e desagregador. Os que se escondem sob a máscara de bonzinhos apresentam algumas características gerais.

Como exemplo, temos o suposto bom samaritano que sabendo onde a ferida se encontra mais aberta vai lá e mete o dedo, arregaçando-a mais. Ou seja, se o seu problema é ficar gorda tal pessoa dirá: “Mas você é linda!” Não adiantou... O mal já estava feito, a palavra jogada para te derrubar já tinha balançado, destruído qualquer estrutura psíquica de auto-estima. O dano foi feito, reagrupar-se, então, consome mais energias emocionais e como se foi atingido certeiro, as energias saudáveis não foram usadas para acreditar na pressuposição de que você seja bonita, apesar de gordinha. As energias saudáveis foram todas para um mesmo foco: lhe dar forças para que você, fisicamente, não caísse ali mesmo, em frente ao seu algoz.

Na rotina básica do dia-a-dia como essa pessoa se comporta e quais poderiam ser os sinais de que toda a bondade é só uma máscara social. Então, vamos a mais exemplos: a pessoa é baixinha e com aquela linda carinha da Madre Tereza de Calcutá, diz: “Não queria te incomodar, não sou de incomodar os outros, por isso não te chamei para pegar as louças no armário alto”. Olha! Que santa bondade, né? Não incomodar o outro, claro! Exceto o fato de que para pegar a mesma louça você realmente não foi incomodado... Mas em compensação... A louça foi tirada do local mais alto da casa com a cadeira mais PERIGOSA! Claro quebrar a bacia, o fêmur, morrer não é incômodo algum comparado a grande chateação de tirar umas louças do local... Raciocínio esplendidamente, fechado na lógica... DO ABSURDO, claro!

Um outro exemplo é sempre que você faz algo bom, isso é imediatamente transformado em ruim. Na realidade, sempre, pode-se distorcer situações e transformá-las em experiências ruins. Vamos supor que essa pessoa chore e corra. O que fazer? Se resolve ir atrás dela para consolá-la você está errado porque não deu-lhe espaço. Se não foi atrás dela também estará errado porque não se importou com seus sentimentos e isso é feio, né?
O que fica notório não é o que se faz. Não há posições socialmente “aceitas” que são as que devem ser usadas para lidar com essa pessoa. Não há o que fazer... Como dito anteriormente: se você fez, está errado, se não fez também está! 

Nada que venha de você será bem aceito por aquela pessoa ou nada que venha de qualquer um, será bem aceito. Afinal de contas, ela é uma pessoa boa, o resto da humanidade, claro, não presta! E ai daqueles que tentam responder satisfatoriamente ao que essa pessoa deseja...

Isso porque toda vez que você se aprimora e tenta dar o melhor de si o referencial dela já mudou e sobe uns dois degraus quando não, mais! Entenda: não há como se agradar alguém que não quer ser agradada e não é difícil perceber quem são essas pessoas, mas reconheço para os que foram criados sob essa áurea de “eu sou o modelo de perfeição e você um reles coitado” é realmente muito difícil... A condição de indignidade que a pessoa foi moldada pelo abuso velado deixa qualquer um desprotegido dos maus que se disfarçam em bons!

Fechando o raciocínio... Não creio que se consiga viver com pessoas desse gabarito, mas elas estão aí, são nossas vizinhas, mãe de nossos amigos, talvez nossos professores e tantas outras pessoas. Se for uma pessoa distante: melhor! Tente conviver o mínimo possível e siga em frente. E para aquelas que não podemos nos afastar... Bem, vou afirmar uma coisa, podemos sempre nos colocar distante dos que nos fazem mal, esse é um dos primórdios da maturidade, se ainda não estamos afastados é porque ainda há não foi solidificado nosso amadurecimento.
Margareth Sales

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vestígios do passado


Saímos de misticismo e entramos há muito tempo atrás no pensamento filosófico-científico. Isso para que os fenômenos de processos naturais fossem explicados de uma maneira mais embasada no conhecimento da verdade e no racionalismo.

Mas mesmo assim, mesmo depois de todo os séculos de conhecimento ainda somos atormentados por fantasmas. E como poderíamos nos livrar desse vestigio do passado? Porque um único erro que cometemos é imputado como conduta desviante e prova por vezes, inquestionável, de que toda causa produz um efeito. Se em todo esse tempo de existência do planeta Terra não pôde ser provado que uma ruptura poderia acontecer entre o fenômeno 1 e seu consequente efeito, o fenômeno 2. Então, como poderíamos crer que a mesma ruptura poderia acontecer dentro do terreno comportamental.

Essa premissa acaba por criar um efeito assustador no homem porque determina que os vestígios do passado poderão surgir a qualquer momento. Como um fantasma não exorcizado e não liberado, causando uma espécie de tensão emocional no campo psíquico e espiritual.

Haja vista, que para a liberação desse fantasma é necessário acordo entre as duas partes: a parte humana e a parte fantasmagórica, ou seja, aquele vestígio do passado, aquele amuleto interno que guardamos e não deixamos, de verdade, o outro lado ir. Às vezes libertar-se dos fantasmas transforma-se em um local assustador, por isso não queremos passar perto e nem voltar para o local onde os fantasmas poderão ser vistos. É lugar comum termos o conhecimento de que fantasmas só permanecem onde existem negócios não-resolvidos.

Mas alguém tem que encarar, alguém precisará estar frente a frente com os próprios fantasmas, para que possa se libertar e libertar o outro que em algum lugar tenta respirar. E só quer isso! Há uma teoria que diz que o quase é pior do que o fracasso porque quase leva um sentimento de remoer detalhes daquilo que deu errado e remoer estende qualquer sentimento para além do tempo que seria necessário para seu encerramento.

Então esse quase, ou seja, esse vestígio do passado o qual nos apegamos. Esse fantasma que não exorcizamos tem o poder brutal de prender nossa vida e torná-la um inferno do nível de Dante. Porque acorrentamos as pessoas a nós mesmos? Como se fóssemos, diariamente, ao local onde podemos amarrar o nome daquela pessoa na boca de um sapo ou mesmo uma encruzilhada para garantirmos que aquela pessoa não irá embora. Porque não libertar? Libertar-se dos fantasmas do passado é uma atitude profunda e forte. E muitas vezes não liberamos porque esperamos da outra pessoa que pague tudo o que nos deve e a dívida começa a avolumar-se e quando vemos impossível é que se pague. Um pequeno erro, conduz ao erro médio que conduz a um erro maior e a bola de neve está formada! Não há como parar mais!

Deixar o outro ir é estancar com a bola de neve é parar de pedir o melhor comportamento do outro numa atitude de sujeição para com o próximo. Porque levar até o fim é um termo falacioso para segurar o que não se consegue deixar ir. Sei que ninguém deixa ir para se sentir nobre, ninguém quer se sentir nobre, queremos é mais comer o prato da vingança frio mesmo. Mas quem é que paga a conta? Nós! Se não deixarmos ir, somos nós mesmos acorrentados pelos nossos próprios fantasmas e aí de nós ao dormirmos toda noite acorrentados.

Retirar o olhar assustador de sobre as pessoas, sobre aqueles que passaram por nós mas que não quiseram ou não puderam ficar! Pode-se vigiar, mas não se pode ter mais e qual seria o sentido então? Montar guardar, não deixar ir, construir barreiras psicológicas quando não se tem o objeto de desejo, não se toca mais, viramos Ghost, presos entre dois mundos: o mundo real que deseja e o mundo irreal que não toca mais. Nos tornamos, dessa forma, seres lamentavelmente mortos por dentro e seguindo a trajetória de Dante, imersos no inferno.

Olhar, pode ser mais uma coisa assustadora, pois também é conhecimento de todos que o mal olhar seca até a pimenteira. Para andar na contramão do mal olhado é preciso começar a ver as pessoas, entender-lhes. Porque quando olhamos somente para a nossa necessidade de preenchimento de vazios e colocamos o outro nessa posição tapa buraco do que eu não posso ainda enxergar, acorrentamos mais um fantasma que irá nos assombrar diariamente... 

Romper com a causalidade do efeito dominó do aprisionamento humano. Estancar com a vingança. Perdoar o erro, grande ou pequeno, para liberar a causa de seu consequente efeito, ou seja, se toda ação tem uma consequência, cessar a ação e extinguir a consequência. Como diz a filosofia é preciso se apropriar da noção do époche, isto é, suspender o juízo. Suspender o juízo leva-nos a ataraxia, ainda segundo a filosofia a palavra representa tranquilidade. Libertar o outro é libertar a si mesmo, é suspender o juízo e apropriar-se da tranquilidade!
Margareth Sales

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os lindos


Previously... ou anteriormente, eu escrevi sobre os descontrolados. Agora escreverei sobre os adultos maduros e equilibrados. Não são 100% certinhos, ninguém é. Confesso que escondi o jogo... Que nunca revelei nada sobre os lindos, que é como são chamados os caras legais no twitter.

Hã???? Que é isso, me questionando se eu fiz uma jogada de Marketing? Tentando entrelaçar quatro textos e levando meu público a refletir sobre os quatro? Ou seja, começo em Setembro com Caia na Real, que fala sobre mulheres que se sentem vitimizadas pelos homens, mas não são! Depois parto para Janeiro falando do Eles estão descontrolados, mostrando que temos duas espécies: homens e mulheres descontrolados. Fecho o mês falando sobre feminismo o que corrobora a visão de que nem todas as mulheres que não gostam de uma ou outra postura dos homens podem ser tachadas de feminista. E isso, exclui meu público leitor, particularmente feminino, de serem feministas, são mulheres.

Só porque os quatro textos se completam fechando no conhecimento de que, como já dito várias vezes, não existem homens ou mulheres canalhas, mas pessoas canalhas de que gênero sejam. Só por isso, eu fiz um samba de criolo doido (eita: será que isso é racismo?) em todo o meu blog: provar um ponto! Provar dois pontos então: que a falta de leitura de mundo leva a exageros de interpretação. O que significa que o leitor não proficiente é capaz de ler o que quer e não o que está escrito. A loucura se baseia nisso, os grandes e trágicos assassinatos são, sempre, em função de não se saber ler uma imagem, um texto ou uma situação. Então, vocês realmente acham que foi tudo uma jogada para ensinar meu público sobre leitura de vida? Isso vocês nunca irão saber...E agora, então vamos falar dos lindos.

Adoro eles, como não poderia? Fui mimada por eles, toda a minha vida. Primos, amigos e namorados. Todos lindos, sei que todas querem saber onde eles estão, como reconhecê-los. Então ai, vai as dicas:

Dica 1: Os homens maduros tem por característica a maturidade, dããaaa!!! Claro! E o que a maturidade pressupõe? Saber quem se é, as próprias fraquezas, admití-las sem vergonha e sem imputar aos outros culpabilidade pelas próprias falhas. O que significa? Que no relacionamento com uma pessoa madura, durante algum embate ele até pode dizer: “reveja seus conceitos”, mas ele também irá rever os dele. E é nesse atrito que causa desgaste, mas que ao mesmo tempo encaixa o casal um no outro com mais força, que surge o conceito de ceder. Então, se o seu lindo, realmente, viu que era imprescindível que ele cedesse, ele o fará, sem sentimentos de culpa.

Dica 2: Todo homem escolhe uma mulher para amar e fica com ela, no caso: assume. O adulto assume e assumir é tomar para si, ou seja, trazer para próximo de si mesmo. Assumir é claro, pressupõe maturidade, porque o homem que assume sabe que somos choronas, temos TPM e ele aguenta. Esse homem, cala-se quando sabe que essa mulher está levando-o para a arena da briga e as mulheres fazem isso. Ele a abraça quando não tem mais recursos, muitas vezes, é um abraço forte mesmo, para conter-lhe. Porque toda mulher necessita de um homem que a contenha e, muitas vezes, isso não ocorre em um discurso lógico.

Dica 3: O homem maduro é comprometido. O que quer dizer? O homem comprometido entrega seus trabalhos, tanto faculdade quanto trabalho, no prazo. Não deixa contas atrasadas, às vezes até parece pão-duro porque assumi também suas responsabilidades financeiras. Comprometido com verdades, não finge e não falseia, assumi o que disse e o que fez, sem meandros. Esse homem maduro que assumi e é comprometido diz: “você vai sempre poder contar comigo”. E quando diz assumi e se compromete e cumpre a palavra dada.

Dica 4: Os maduros tem senso de humor. Não significa que são palhaços, bobões, mas que sabem tirar humor dos desvios da vida. Vai te zoar com carinho, sem te expor. Vai rir de si mesmo, principalmente, de suas falhas. Porque sabe que não sendo perfeito busca amadurecimento e se reconhecendo como um ser maduro, só pode rir de si mesmo quando observar que mancada enorme ele deu.

Dica 5: O homem maduro gosta de fazer sexo com você! Ele é seduzido pelas mulheres de fora, com certeza. Pode trair? Vamos ser maduras: pode! Mas muitas vezes vai escolher não fazer. Porque é impossível para ele vislumbrar a perda dessa mulher tão maravilhosa que tem ao lado dele. Então fará tudo por ela. E vai desejar sexualmente essa mulher até a morte, mesmo depois que as rugas amassarem o rosto, o peito cair, o cabelo embranquecer. Ele vai gostar de te exibir sempre, porque se sente orgulhoso de ter conquistado uma mulher tão especial e você é especial para ele, com certeza. Esse homem já descobriu seu ponto G, H, Y e vai sempre te levar as nuvens porque conhece teu corpo como ninguém, não erra o caminho.

Dica 6: O homem maduro te mima. Geralmente, fazem coisas que nem é da natureza do homem... Vão aprendendo com as mulheres mesmo como fazer. Então, como não é inato a eles saberem como realmente agradar uma mulher, esses aprendem de nós mesmas e vão repetindo. Poderão dessa forma: desenhar para você, coraçãozinho ou qualquer outra coisa bem simples que eles consigam. Poderão ir fazer aula de dança com você, mesmo sem gostar, ressalto: poderá, nem todos farão. Poderá escrever bilhetinhos de amor. São algumas dicas de que eles poderão passar por cima da própria macheza para agradar a mulher que amam, às vezes farão uma ou duas dessas pequenas dicas ou não farão nenhuma, mas descobrirão que você gosta de receber flores e mandarão... São infinitas as possibilidades de arranjo do que as mulheres gostam e do que eles poderão fazer. Esse é o cerne da dica 6, eles passarão a te mimar em cima de suas características pessoais e deixando de lado a si mesmo para conquistar todos os dias a mulher que ama!

Na realidade eu conheço mais dicas de homem maduro do que dos outros. “Os outros” me assustam e sempre quis me manter afastada dos tais. E os homens da minha vida? Só uma palhinha então: eles me levam para sair e pagam as minhas contas. Eles me dão livros de presente, pois sabem o quanto gosto. Eles me abraçam, muito... Adorooo! Eles deixam eu botar a cabeça no colo, quando estou emocionalmente cansada. Eles ficam do meu lado, quando eu estou errada, eles brigam, snif, mas ficam do meu lado. Eles deixam eu devolver carinho. Nenhum deles tem ciúme, porque sabem que não traío, não traio como amiga, como namorada, nem como familiar. São meu referencial de leitura de vida para que eu continue quando as dores vem forte demais. Amo vocês, seus lindos! Só não posso colocar a lista de nomes aqui porque seria indiscreto.
Margareth Sales

domingo, 30 de janeiro de 2011

O que é ser feminista


Fui pesquisar, mais uma vez, para escrever sobre esse tópico. Prefiro os tópicos sem pesquisa, só imaginação do escritor. Mas às vezes é necessário corroborar uma ideia, então parte-se para a pesquisa. Pesquisa feita, ideia fechada, vamos ao texto.

 Na Wikipédia se encontra: “Feminismo é um discurso intelectual, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero”. Do Aurélio: “1. Movimento daqueles que preconizam a ampliação legal dos direitos civis e políticos da mulher, ou a equiparação dos seus direitos aos do homem.  
 
Se eu tivesse um filho menino eu não daria, nunca, uma boneca para ele brincar. Estou reforçando uma cultura machista? Sim. Mas vivo nela, não posso lutar contra todas as injustiças ou brigar por tudo, escolhemos nossas brigas. Eu explicaria ao meu filho que não há nada de errado brincar de boneca, mas que convencionou-se atribuir bonecas as meninas e brinquedos agressivos aos meninos. Ajudaria ele a refletir que nada tem de errado, mas que mesmo assim, prefiro que ele brinque com “brinquedos de menino”. Então, a realidade é que eu, Margareth, sou preconceituosa também, se é isso que estão angustiados, em descobrir quem eu sou! Não deliro porque não sigo uma corrente, mas sigo aquilo que para mim é coerento. Ouço o outro e aprendo e se nessa aprendizagem decido mudar, faz parte do meu crescimento, não porque sou Maria-vai-com-as-outras e nem porque sou radical. Não creio em radicalismo, em uma única teoria que desvende o universo, em uma psicologia que desvendou quem é o homem é não espaços para o novo. Acredito na Psicanálise e na Terapia Cognitivo Comportamental, ou seja, em Freud, Becker e Skinner... E alguns psicólogos tiveram uma contração, uma dor interna... Feri seus sentimentos mais íntimos? Só posso lamentar porque não sigo uma corrente de pensamento, pelos que seguem e querem que eu siga. E estou feliz, pois sou livre, para descobrir por mim mesma, quais são as minhas verdades. 
 
Enquanto leio, reflito, se fosse me encaixar em um modelo de comportamento feminista, pelo que estou lendo agora seria mais uma pós-feminista do que uma feminista em si. Mas nem nesse modelo eu posso me encaixar, pois logo descobririam que eu não daria uma boneca para um menino e perderia qualquer credibilidade como uma feminista contemporânea. De qualquer forma, não me defino nunca numa fôrma, em um modelo pré-estabelecido de comportamento. Sou como qualquer outro ser humano e, principalmente, mulher: indecifrável, sempre!
 
Pelo que li também, há uma corrente acreditando que o feminismo está ligado a pregar o ódio contra os homens. Não faço parte da assertiva. Não prego ódio, mas compreensão. Vejam por esse ângulo, Jesus o tempo todo que esteve aqui pregou compreensão, o que os psicopatas fazem? Usam a própria Bíblia (não só os psicopatas, mas grupos usam palavras sagradas ou vamos chamar de palavras de compreensão, para pregar o ódio). Vou falar: eu, Margareth, não odeio os homens, nunca! Ao contrário se não puder viver no meio deles poderia ser insuportável para mim. Nos 21 anos que passei dentro da igreja, era o grupo dos homens que eu frenquentava, achava as mulheres tolinhas, despreparadas. Então, se eu estou dizendo isso, significa que acho as mulheres tolas? Claro que não, acho que a igreja manipulou as que eu conhecia fazendo delas submissas ao extremo.
 
Mas vamos continuar, para vocês descobrirem parte de mim, já que estão tão interessados! Por isso, repito no texto: eu, Margareth, quando falo assim é porque falo de mim mesma, da pessoa, não a escritora. O que eu escrevo, escrevo, mas o que sou, muitas vezes difere do que escrevo. Bem, eu, Margareth, acredito na família nuclear e sou contra produções independentes. Explicando: quem acha realmente que ter um filho é tão importante ao ponto de tê-lo mesmo sem um pai, eu apoio! Só não me peçam para fazer o mesmo, aliás, não quero ter filho nem com um pai. Não acho a ideia de ter filhos atraentes e aí eu me assemelho ao feminismo, claro. Mas deixo de me assemelhar pois, acredito, meu pensamento, minha ideia e gostaria aqui de respeito pelo que eu acredito. Creio então, que o chefe da família é o homem. Minha família tem que ter por chefe um homem, agora... Se há famílias que tem por chefe uma mulher, não venham me dizer que sou contra, não sou, apoio, mas não quero para mim. Então, nem dissedente do feminismo sou, comprovadamente, não sou feminista.
 
Em tempo, nunca queimaria um sutiã: preciso dele! Teriam que achar um outro simbolismo comigo para descobrir que apoio alguns princípios do feminismo e quais seriam esses? Sim, eu apoio os direitos legais das mulheres (direitos de contrato, de propriedade, e de voto). Pelo direito à mulher ao seu próprio corpo. Há descobri alguém que disse que quando você faz aborto você não está matando seu próprio corpo, mas o de uma criança. Não me mobilizou, sou a favor do aborto e poucos sabem disso. E escondi, principalmente, porque estive 21 anos dentro da igreja evangélica e seria, praticamente, excluída se revelasse meu pensamento interior.
 
Acredito ser de grande importância o movimento feminista. Sem elas, porque não me incluo, não lutei com elas e não luto, se lutasse teria que me adequar a princípios que não são os meus. Mas elas conseguiram direitos para mim, por isso, tem meu apoio. Direitos de contracepção, proteção de mulheres contra violência doméstica, assédio e estupro. Note uma verdade: não existe violência da mulher contra o homem, mas seu contrário sim! Por isso, não somos iguais, a mulher que apanha de um homem teria que no mínimo ir para uma academia, fazer uma defesa pessoal para bater. O homem não precisa, ele bate na mão mesmo, a força do braço dele é muito maior que a nossa, será que não é? Não acredito, vejo eles mais fortes fisicamente que as mulheres. Excessão? Sempre há!
 
Sobre salários iguais, porque homens teriam que ganhar mais que a mulher ocupando mesmos cargos? Não tem lógica. E nem é uma lógica feminista. É óbvio! Estudamos as mesmas coisas, fazemos as mesmas funções, porque eles tem que ganhar mais? Então, viva as feministas que conseguiram salários iguais. Agora... Lá vai mais uma polêmica, eu conserto computador, mas não gosto de carregá-los para cima e para baixo, deixo os meninos fazerem isso. Claro, já ouvi, meus amigos, homens: “Você não quer direitos iguais, então?”. Qual a questão entre ganhar a mesma coisa, por ocupar-se a mesma função de, realmente, não ter forças para abrir todas as garrafas ou latas? Não consigo entender a pergunta anterior.
 
Os papéis sociais são construídos socialmente? Claro. Vamos lembrar de novo da boneca do meu filho que eu não terei. É um papel social construído, óbvio! E eu reforço! Primeiro, nem a ciência ainda reconhece quais seriam as verdadeiras diferenças entre homens e mulheres, porque eu tenho que saber de tudo? Não sei, sei que certas coisas me incomodam. Sei que não acho legal, nem para mim, sexo por sexo. Acredito que as mulheres preferem sempre sexo com sentimento, eu prefiro! Todas são assim? Não! Muitas são assim? Também não sei. Quantas são muitas? Quem quer fazer sexo por sexo, que faça, eu, Margareth, gosto de estar envolvida, de gostar da pessoa. Mas também sei que qualquer ser humano normal, não namora sempre... Aqueles que namoraram um só e casaram, não diria tão forte que é anormal, mas tem algo que não cheira bem, não têm? Então, se nós mulheres estamos muito tempo sozinhas e queremos sexo, como fazemos? Acreditamos e apoiamos as feministas, ou seja, somos livres sexualmente e isso é bom, de uma certa forma. Bom porque podemos ter sexo e escolher quem queremos como companheiro, mas em contraposição, não podemos contar isso para os homens, somos discriminadas. E não é contra a discriminação que as feministas lutam?
 
Vamos tentar entender, abrir a mente um pouco mais! Os papéis sociais são construídos socialmente? Sim, acredito nisso. E quero como mulher ser respeitada se sou contra uma premissa ou outra. E exatamente, quero ter liberdade, sem discriminação para fazer o que acho melhor para mim. Se quisesse ser mãe, cuidar da casa e sem marido, quero ser respeitada por isso. Mas não quero isso, quero o que é de verdade importante para mim, não o que é importante para os outros ou para eu ser bem vista pelos outros. Não preciso ser bem vista, mas também não compro a postura de ser a ovelha negra, não preciso e não quero também ser um ícone de ódio e de mulher tabu, no qual não se aproximam.
 
O que é necessário? Cada vez mais uma revolução moral, ou seja, comportamentos livres de hipocrisia e sem opressões. Livres de hipocrisia porque não condeno os outros em suas verdades, não oprimo fazendo com que todos pensem como eu. Mas que também, posso chegar para alguns e falar: mas porque você sai com todos os caras, isso não faz bem para você. Ou: não transe com X, ele vai te largar, depois que conseguir o que quer, frase antiga né? Mas pode se tornar verdade, quando for verdade.
 
O que me preocupa de verdade não é machismo, nem feminismo, é o julgamento. E se alguém me julga baseado em princípios que foi incutido por uma sociedade machista, tenho que no momento ser feminista e lutar pelo direito que tenho. Eu não queria, nunca, ter nascido homem, mas sinto na pele a discriminação do homem, mas vivo em 2011, então sinto, reflito e tento crescer, mostrando que fui discriminada e tentando um caminho melhor. E não me venha dizer que mulheres não sofrem opressão que é mentira, claro que sofrem. Lutamos sempre pelo direito de não ser oprimida e encaramos o fato de que não é só chorando que resolvemos, então entramos na briga.
 
E por isso que digo, não escrevo falando de canalhas porque homem = canalha, isso é mentira. Escrevo porque o blog tem um perfil feminino e, principalmente, textos zoando homens, sendo ácida demais com eles, são engraçados. Muito! Mas acredito nos homens, gosto deles, convivo com eles. Ainda que, no momento, meu universo esteja mais cercado de mulheres do que nunca, não foi sempre assim. Não quer dizer também que sempre será, de qualquer forma, ainda escreverei um texto homenageando eles, porque merecem!
Margareth Sales

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eles estão descontrolados


Como sempre adoto um viés feminista não de propósito, mas pelo blog ser feito através de crônicas, são as verdades da vida que me invadem no momento e que se encaixam como num quebra-cabeças e formam, praticamente, sozinhas, o texto.

Tal como a síndrome das descontroladas os homens também enlouquecem e pelos mesmos princípios que as mulheres: falta de amor de base. Esses homens vão passar pela vida sem amar uma mulher quando conhecerem alguém para amar, poderão tentar destruí-las.

Minha experiência particular demonstra que os famosos “canalhas” como gostamos de reportar são os homens histéricos. Vamos esclarecer mais uma vez um ponto já ressaltado: isso não é um texto científico, não me proporia a tal, mas uma crônica baseada em minhas próprias vivências e leituras.

E quem são os homens histéricos? Tal qual a palavra em sua asserção mais moderna são os descontrolados. Eles chegam em cima de você com muita afobação. Um exemplo bem claro, tirado do Toy History 3, o Ken chega perfeito para a Barbie, mas no fundo é só um canalha jogador. O que eu quero dizer? Que o desejo de toda mulher é que um homem venha com muita intensidade em nossa direção.

Tchramram... Finalmente, o segredo de séculos escondido a sete-chaves pela raça masculina será revelado: como identificar o homem que não serve? Ou seja, o Ken da Barbie ou o príncipe do Shrek. Como saber quem é príncipe vestido de Shrek ou Shrek vestido de príncipe?

Primeiro, procure um lugar bem confortável, de preferência com duas cadeiras, se for uma cadeira e um divã melhor ainda. Compre um caderno de anotações, sente-se de preferência atrás dele e comece a perguntar: “como foi seu relacionamento com sua mãe?”; “O que você sente por ela hoje?”; “Como são seus sonhos?”... BRINCADEIRINHA... Já que você não pode ser o Freud da sua futura pessoa real, que deve ser o que você procura e não um ser idealizado saído de algum conto de fadas ou das profundezas de seu inconsciente. Se é que existe inconsciente?

Como dito, já que você não pode ser Freud aqui vai a lista que fará você identificar o real do ideal:

Dica 1: Todos os dois homens, tanto o verdadeiro quanto o “falso” geralmente chegam com muita sede ao pote. Qual a diferença um do outro? Você! É você que vai “impedir” que o babacão chegue em você. Como? Limites, minha cara! Sabe aquela máxima ridícula do universo masculino machista: se der a primeira vez você perde? É VERDADE! Lamento! Porque é o não que impulsiona o verdadeiro a insistir, a não desistir. Por exemplo, se você dizer não para o falso, ele pode até insistir, como uma contingência da vida, mas ele vai sempre dar sinais de desistências muito fácil. Ele desiste de aparecer nos dias marcados, desiste de conhecer sua família, desiste de morar junto e vai desistindo...

Dica 2: O verdadeiro homem vai te respeitar sempre. Ok, mas você não quer ser respeitada! Tudo bem, você dará sinais e ele entenderá. Não há como fugir disso, você está enviando sinais que quer ser “desrespeitada” e ele está te respeitando: cai fora! Você está dando sinais que quer ser respeitada e ele está te desrespeitando: cai fora da mesma forma. Ah! A premissa de que eles não respeitam porque podem ser taxados de bichas é mentira inventada pelos que querem só se aproveitar. Como disse, homem identifica rapidinho quando a mulher está dando sinal verde e se ele estiver afim, ele cai dentro!

Dica 3: O seu homem não é um farsante, ou seja, ele decide algo, depois muda de opinião e diz com todas as letras que não disse aquilo. Poxa! Mas essa é tão fácil descobrir. Não é não! Querem exemplos: ele encanta você, diz “tô afim” com firmeza, você desconfia, mas cede. Ai ele vai mais fundo e diz “ainda bem que não sou fulano, que não leva ninguém a sério, quando estou num relacionamento é para valer” aí a pulga atrás da orelha já está virando pulgão. Mas ele ainda parece razoável e diz: “porque assim eu vou acabar me apaixonando” e quase derrama uma lágrima. Agora me responda: é fácil perceber a farsa? Claro que não! Então, como sair dessa sinuca de bico? Perceba se o pseudo-príncipe não se baseia em joguinhos na sua vida pessoal, no trabalho. Se ele é leal ou tenta passar a lábia em seus colegas de trabalho-chefia. Perceba se ele não é sempre amigo de alguém importante, falas do tipo: “O ex-presidente da república? Trabalhamos juntos na CUT, até hoje ele é meu amigão”. Cuidado também com o bobo-engraçado dos lugares que freqüenta, humanamente gostamos de pessoas divertidas, mas ninguém é divertido sempre. O sempre-divertido é fake, fuja dele, não há consistência.

Dica 4: O 100% sério é oposto do divertido, além de ser um chato. É claro que também não é ninguém real, não somos 100% em nada. Quem se diz muito certinho ou mente descaradamente para você ou mente descaradamente para si mesmo.O que tanto faz, pessoas que não têm o mínimo de percepção de si mesmos não tem bagagem para manter um relacionamento. Vão desistir provavelmente na primeira imperfeição, sua! Porque neles, não há imperfeições!

Dica 5: Os errantes, esse é fácil reconhecer, pois ser errante numa coisa ou noutra, faz parte da natureza humana. Mas aqueles que não tem um pouso certo num emprego, em um domicílio, em algum relacionamento no passado, também veio só para beliscar a carne e voltar a voar. Exceção: artista circense, mas esse tem pouso certo: o circo e segue com ele para onde for, se quiser ir com a caravana...

Dica 6: O que busca o lugar nostálgico, aparentemente ele é uma gracinha, lutando por uma vida melhor. Não se enganem, essa vida ficou em algum lugar do passado e você passará o resto de sua existência com um homem suspirante que não consegue realizar o maior desejo. Lembre-se que, provavelmente, o maior desejo dele nem é você! Por isso, você estará sempre em segundo plano, talvez em 10°? Porque o maior desejo dele, este não consegue.

Bem, claro que a lista é extensa e vocês caras senhoritas casadoiras, conhecem outras dicas. Mas aqui foi minha contribuição psicológica esclarecedora de alguns tópicos pouco falados sobre os homens que habitam o desejo das mulheres. E agora é ir a luta em direção a uma classe mais honesta, não só de homens, mas de pessoas verdadeiras consigo mesma.
Margareth Sales

sábado, 15 de janeiro de 2011

Porque margarethsiao?


Aviso aos navegantes, o texto a seguir é de teor evangélico-religioso, quem não se interessa por tais assuntos, favor passar adiante.

Em 1988, eu tinha 18 anos,entrei para a igreja evangélica, antes era católica, praticante. Eu briguei com Deus quando era católica, diante daqueles santos que eu odiava eu desenhei Deus e o rasguei em pedacinhos. Disse para ele: “Você nem consegue curar uma dor de dente minha, nem um dentista eu posso pagar e eu tenho que ficar aqui, nessa igreja, diante de coisas mortas, não quero saber de você”.

Devia ter uns 12 anos mais ou menos e eu me afastei conscientemente de Deus. E ouvi muitas vezes “vozes” do outro lado, como se quisesse que eu seguisse esse outro lado. Não vou falar sobre o outro lado, existe? Não responderei, não entra no escopo do que estou escrevendo. Escrevo de fé, fé pessoal, minha fé. Por isso alerto, se não quiserem me ouvir não leiam esse textos, tem vários outros no blog, a maioria sem nenhum teor religioso!

E em 1988, eu entrei para a igreja evangélica, por movimento, porque tinha gente bonita e não me sentiria mais sozinha. Teria o que fazer nos meus finais de semana, tinha 18 anos. E em fevereiro de 1989 fui ao retiro dessa igreja. E um grande poder desconhecido, uma força interior, uma paz, uma felicidade invadiu minha alma, nunca mais pude esquecer esse retiro. Não fui a frente, não levantei a mão, não disse que aceitava Jesus. Mas alguma coisa em mim havia mudado e no dia que eu voltei para casa, chorei copiosamente, como se tivesse morrendo, queria voltar para aquele retiro. Não pelas pessoas, mas por aquele poder que me fez feliz.
 
E eu continuei dentro da igreja, ai eu entendi, com uma música, cantada por um grupo chamado Mão no Arado, o nome da música: Quantos sonhos, vou reproduzí-la e comentá-la:
    Quantos sonhos eu tive no mundo
    Eu sai desse retiro assim, com uma música no coração, que reproduzia minha vida até os 18 anos e uma dúvida na cabeça. Até aquele momento eu era uma adolescente sonhadora, querendo ganhar o mundo com a emoção.
    Quantas desilusões me levaram para o fundo
    Mas aos dezoito anos as desilusões já tinham me levado para o fundo. Meu pai era alcóolatra, nunca estava sóbrio, dormia com cheiro de cachaça e chulé. O primeiro cara que me chamou para dançar me largou no meio da pista, porque eu não sabia dançar. O namorado que eu me apaixonei, eu stava com a mão enfaixada e ele disse que socaria a minha mão, pediu para eu duvidar, eu duvidei, ele socou! Eu fui embora, sabendo que não merecia isso, mas eu voltei, senti o chão abrindo, se eu desistisse daquele homem, nunca mais teria ninguém, então:   
    E o sofrimento assolava-me
    Eu sempre fui suicida em potencial, nunca em ato, e imaginava a cada momento quando teria forças para dar cabo de minha vida, porque o sofrimento me assolava. Nesse interim:
    Quantas vezes, eu perguntei por amor
    Depois daquele retiro eu comecei a perguntar por um amor diferente, por algo que não tinha conhecido, por algo que até os 18 não tinha vivido. Eu tinha experimentado o amor, mas não sentia ele dentro de mim. Então, mergulhei nos ensinamentos dentro da igreja para sentir aquele amor novamente, mas ele aparecia, porém, ela tão raro... tão difícil. E:
    Nos momentos de sofrimento e de dor
    Eu perguntava mais forte, onde estava esse amor, porque eu senti e não o tinha. Porque todos os meus dias eram solidão, dor, desespero. Eu perguntava, perguntava ao pastor, perguntava aos conselheiros, perguntava aos amigos:
    Mas ninguém me falava, eu só chorava!
    Toda essa lista, contavam-me mentiras, diziam que eu não tinha fé, que eu não tive um encontro, que o dia que eu fosse batizada com o Espírito Santo tudo mudaria. E eu fiz tudo o     que eles queriam, mas ninguém me falava a verdade e eu só chorava. E eu estava desesperada porque:
    Eu só queria saber quem é esse Deus
    Ele, Deus, havia se revelado a mim, eu sabia, mas eu não sabia quem era esse Deus. E eu queria sentir de novo, aquele sentimento do retiro e alguns poucos outros sentimentos ao longo da minha caminhada evangélica e:
    Eu só queria provar o seu amor
    Eu estava desesperada, querendo só provar desse amor. Acho que em 1993, não tenho certeza, um dia depois do meu aniversário, mudei de igreja. Uma igreja que parecia mais coerente, não era, nenhuma é. Mas essa igreja, me deu alguns caminhos, uma conselheira, pessoa maravilhosa, me disse que eu deveria ler a Bíblia. Disse que não lia porque era chata. Porém, no dia seguinte, eu dobrei os joelhos e li a Bíblia, pela primeira vez e:
    Eu só queria sentir
    Eu senti! Foi um milagre! Eu senti uma luz forte entrando pela mesma janela que vivi durante toda a minha vida, uma janela sem sentido e desesperadora, na qual eu olhava e perguntava e ninguém me falava, mas naquele dia, aquela luz entrou e eu senti. Místico? Totalmente, não sou mística e digo que não sou mística porque nessa aparente mística, Algo Real veio a mim. E nesse dia, como diz outra música eu percebi que eu era um milagre. Não porque fui um espermatozóide vencedor, teoriazinha tosca essa! Mas eu não entendia como alguém que nunca foi amada, recebeu aquela luz de amor que confirmou a primeira luz, naquele retiro de 1989 e em pequenas outras ocasiões posteriores. Eu me transformei em um milagre vivo, eu me senti viva, eu vi luz, onde antes só via trevas. E eu via, meus olhos, literalmente, pareciam cobertos de uma camada nublada. Deus respondeu minha oração de fé, nesse momento, passei a pertencer a ele, nesse momento, não precisei dizer para ninguém que Jesus era meu Senhor e Salvador, porque eu sabia que ele era. E eu pedi a Jesus:
    Toca Jesus em mim.
    E Jesus me tocou! E como passei a devorar a Bíblia, Jesus começou a me dizer coisas da minha vida, mas que estava igualzinha na Bíblia. Eu ficava espantada. Como, tudo o que eu tinha vivido estava na Bíblia? Eu ficava maravilhada, e Deus me deu Ezequiel 16:1-11 (vou comentar também):
1. Veio a mim a palavra do Senhor:
    No primeiro dia que me dispus a ler a Bíblia.
2. Filho do homem, faze conhecer a Jerusalém as suas abominações,
    Deus me mostrou meu passado.
3. e dize: Assim diz o Senhor Deus a Jerusalém: A tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus; teu pai era amorreu, e a tua mãe hetéia.
    Sou descendente de Árabes, meus avós são libanezes. Os cananeus eram a terra onde o povo hebreu tomou posse, antes era uma terra sem Deus. Deus converteu a terra, hoje é Jerusalém.
4. Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água, para tua purificação; nem tampouco foste esfregada com sal, nem envolta em faixas.
    Nasci com o cordão umbilical em volta do pescoço, meu pai escolheu minha mãe. Se uma tivesse que morrer, seria eu!
5. Não se compadeceu de ti olho algum, para te fazer alguma destas coisas, compadecido de ti; antes fostes lançada em pleno campo, pelo nojo de ti, no dia em que tu nasceste.
    Desde tenra infância, não fui amada pela minha família. Fui rejeitada por cada um deles, foi esnobada. Riam do meu choro e da minha dor.
6. Passando eu por ti, vi-te banhada no teu sangue, e te disse: Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, disse-te: Ainda que estás no teu sangue, vive.
    Aos 18 anos, Deus “me viu” e eu tive aquele primeiro encontro, mas ainda estava suja do meu sangue (dor), mas mesmo assim Deus disse: vive! E eu vivi!
7. Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo, e cresceste e te engrandeceste, e alcançaste grande formosura. Formaram-se os teus seios e cresceu o teu cabelo; contudo estavas nua e descoberta.
    Em 1997 mais ou menos, fiz um grupo religioso de auto-ajuda aqui em casa. Foi como um renovo do campo, eu cresci e alcancei formosura aos olhos daqueles que ajudei. Ajudei uma quantidade significativa de pessoas que sofriam tal como eu. E muitos deles, hoje, sofrem menos do que eu. Mas ainda estava nua e descoberta, não tinha chegado a plenitude ao melhor de mim.
8. Passanto eu por ti, olhei e vi que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto, e cobri a tua nudez. Dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus, e tu ficaste sendo minha.
    Isso foi agora, aos 40 anos de idade. Israel andou no deserto durante 40 anos. 40 anos é um tempo simbólico significativo em muitas situações. É um tempo simbólico também de ser mulher de verdade.
9. Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo.
    Me lavar com a água de Deus e derramar amor, amor que outras pessoas vem em mim e que se chegam, alguns para roubar. Outros para contribuir. Unção com óleo é poder, poder espiritual, poder que não se vê! Porque as coisas espirituais se discernem espiritualmente. Porque sou Margareth Sião? Porque tenho a Glória de Deus em mim, porque Deus me ungiu com óleo de Sião, me deu um novo nome e me usa, quando quer para demonstrar a Glória Dele que Existe e Vive eternamente.
10. Eu te vesti de roupas bordadas e te calcei com peles de animais marinhos, e te cingi de lino fino e te cobri de seda.
    Aos 40 sou uma mulher linda. Sou linda por fora, com enfeites, roupas, calçados, com a melhor roupa e sou uma mulher linda por dentro.
11. Eu te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e um colar no teu pescoço.
    Isso é a aliança de Deus para comigo. Os homens usam aliança no dedo esquerdo para demonstrar casamento. Deus é casado comigo há muito tempo e eu não preciso ser freira para ser casada, sou filha de sião. Sou adornada de enfeites que Deus me deu, sou chamada para pregar a palavra aos que necessitam. Ninguém me toca se Deus não permitir. Já tive exemplos de eu dar brecha. Mas não posso citar o que aconteceu com esses que passaram por cima daquela que Deus ungiu! E que Deus chamou!

Resumindo, não sou um ET, não sou diferente de ninguém... Se acharem que sou um ser transcedental, leiam os meus textos, verão que não sou. Corroboro cada texto que escrevi aqui nesse blog. E corroboro esse texto aqui. Não serei só casada com Deus, Deus vai me dar um casamento de verdade, porque Deus não criou ninguém para ser só!

E escrevi esse texto porque preciso dizer a todos, e porque estava muito triste hoje, que quando confio em Deus sou ajudada e que a Salvação do Senhor tem sido tudo em minha vida. Tem uma coisa que eu gosto muito nessa terra, pensem um pouco e descobrirão o que é! Mas não gosto mais disso do que do meu Senhor Jesus Cristo, de Deus e do Espírito Santo e Creio que Jesus voltará nas nuvens. Amém!
Margareth Sales

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Feliz Aniversário para o blog


Hoje completo um ano de blog. E para comemorar comigo, recomendo os seguintes textos: Sobre as modernas tecnologias, na realidade o texto não trata bem do que fala o título. O título foi só uma chamada para fazer notar que as modernas tecnologias influenciam de tal forma que existem pessoas que se aproveitam do seu discurso para ganhar notoriedade. O texto está postado em Janeiro. 

Outro texto que gosto muito está postado no mês de Maio e dá dicas superinteressantes de como escrever. Primeiro o texto começa pontuando que para uma boa escrita é necessário uma boa leitura de mundo. A segunda regra é aprender a comunicar-se, isto quer dizer que a capacidade de se fazer entender pode ser levada também para o mundo da escrita.
 
Em Junho vem o primeiro texto que mais amo: Fúria de Titãs, é uma pequena historinha para falar a respeito de como a língua escrita é poderosa. Texto permeado de paixões, pela língua e pelos homens. 

Como Agosto fui realmente um mês muito movimentado pessoalmente para mim. Acabei por fazer três textos muito significativos: A ida em vão; Crônica dos Tempos Finais; Uma crônica poética. O primeiro texto segue ao título, o quanto é empobrecedor alguém ir porque não soube como ficar. O segundo texto cai de pau mais uma vez em cima desse mundo evangélico corrupto. E o terceiro texto é uma linda crônica poética, totalmente visceral, praticamente não raciocinei, fui apenas escrevendo o que me vinha.
 
Continuando com o movimento do mês de Agosto, Setembro, trouxe mais dois textos fascinantes: Classificados e Cego Guiando Cego. Classificados é um texto romântico, depois de Fúria de Titãs é o segundo texto que mais gosto! E Cego Guiando Cego vai o verdadeiro desabafo contra quem se diz Cristão e é sinagoga de Satanás, foi uma vomitada necessária, eu precisava, muito!
 
Novembro apresenta meu penúltimo texto magnífico: 11 de Setembro, esse me causou um mal estar interno. Acho ele forte! E mexe comigo porque, claro, fala dos obstáculos que sempre tive que superar e dizer que o que eu gosto e faço bem é escrever!
 
E o último que também me atrai demais porque tenho visto muito disso acontecer. Principalmente no meio evangélico é o Adultério e pela polêmica do texto não poderia me imiscuir porque é tabu, sendo tabu, pessoas fingem que não vêem ou fingem que é pecado.
 
Então, caros leitores aproveite as férias para coçar o bichinho do questionamento e mandar as favas a tolice humana. Leia os textos, comente e se torne um pensador.
Margareth Sales