Como sempre adoto um viés feminista não de propósito, mas pelo blog ser feito através de crônicas, são as verdades da vida que me invadem no momento e que se encaixam como num quebra-cabeças e formam, praticamente, sozinhas, o texto.
Tal como a síndrome das descontroladas os homens também enlouquecem e pelos mesmos princípios que as mulheres: falta de amor de base. Esses homens vão passar pela vida sem amar uma mulher quando conhecerem alguém para amar, poderão tentar destruí-las.
Minha experiência particular demonstra que os famosos “canalhas” como gostamos de reportar são os homens histéricos. Vamos esclarecer mais uma vez um ponto já ressaltado: isso não é um texto científico, não me proporia a tal, mas uma crônica baseada em minhas próprias vivências e leituras.
E quem são os homens histéricos? Tal qual a palavra em sua asserção mais moderna são os descontrolados. Eles chegam em cima de você com muita afobação. Um exemplo bem claro, tirado do Toy History 3, o Ken chega perfeito para a Barbie, mas no fundo é só um canalha jogador. O que eu quero dizer? Que o desejo de toda mulher é que um homem venha com muita intensidade em nossa direção.
Tchramram... Finalmente, o segredo de séculos escondido a sete-chaves pela raça masculina será revelado: como identificar o homem que não serve? Ou seja, o Ken da Barbie ou o príncipe do Shrek. Como saber quem é príncipe vestido de Shrek ou Shrek vestido de príncipe?
Primeiro, procure um lugar bem confortável, de preferência com duas cadeiras, se for uma cadeira e um divã melhor ainda. Compre um caderno de anotações, sente-se de preferência atrás dele e comece a perguntar: “como foi seu relacionamento com sua mãe?”; “O que você sente por ela hoje?”; “Como são seus sonhos?”... BRINCADEIRINHA... Já que você não pode ser o Freud da sua futura pessoa real, que deve ser o que você procura e não um ser idealizado saído de algum conto de fadas ou das profundezas de seu inconsciente. Se é que existe inconsciente?
Como dito, já que você não pode ser Freud aqui vai a lista que fará você identificar o real do ideal:
Dica 1: Todos os dois homens, tanto o verdadeiro quanto o “falso” geralmente chegam com muita sede ao pote. Qual a diferença um do outro? Você! É você que vai “impedir” que o babacão chegue em você. Como? Limites, minha cara! Sabe aquela máxima ridícula do universo masculino machista: se der a primeira vez você perde? É VERDADE! Lamento! Porque é o não que impulsiona o verdadeiro a insistir, a não desistir. Por exemplo, se você dizer não para o falso, ele pode até insistir, como uma contingência da vida, mas ele vai sempre dar sinais de desistências muito fácil. Ele desiste de aparecer nos dias marcados, desiste de conhecer sua família, desiste de morar junto e vai desistindo...
Dica 2: O verdadeiro homem vai te respeitar sempre. Ok, mas você não quer ser respeitada! Tudo bem, você dará sinais e ele entenderá. Não há como fugir disso, você está enviando sinais que quer ser “desrespeitada” e ele está te respeitando: cai fora! Você está dando sinais que quer ser respeitada e ele está te desrespeitando: cai fora da mesma forma. Ah! A premissa de que eles não respeitam porque podem ser taxados de bichas é mentira inventada pelos que querem só se aproveitar. Como disse, homem identifica rapidinho quando a mulher está dando sinal verde e se ele estiver afim, ele cai dentro!
Dica 3: O seu homem não é um farsante, ou seja, ele decide algo, depois muda de opinião e diz com todas as letras que não disse aquilo. Poxa! Mas essa é tão fácil descobrir. Não é não! Querem exemplos: ele encanta você, diz “tô afim” com firmeza, você desconfia, mas cede. Ai ele vai mais fundo e diz “ainda bem que não sou fulano, que não leva ninguém a sério, quando estou num relacionamento é para valer” aí a pulga atrás da orelha já está virando pulgão. Mas ele ainda parece razoável e diz: “porque assim eu vou acabar me apaixonando” e quase derrama uma lágrima. Agora me responda: é fácil perceber a farsa? Claro que não! Então, como sair dessa sinuca de bico? Perceba se o pseudo-príncipe não se baseia em joguinhos na sua vida pessoal, no trabalho. Se ele é leal ou tenta passar a lábia em seus colegas de trabalho-chefia. Perceba se ele não é sempre amigo de alguém importante, falas do tipo: “O ex-presidente da república? Trabalhamos juntos na CUT, até hoje ele é meu amigão”. Cuidado também com o bobo-engraçado dos lugares que freqüenta, humanamente gostamos de pessoas divertidas, mas ninguém é divertido sempre. O sempre-divertido é fake, fuja dele, não há consistência.
Dica 4: O 100% sério é oposto do divertido, além de ser um chato. É claro que também não é ninguém real, não somos 100% em nada. Quem se diz muito certinho ou mente descaradamente para você ou mente descaradamente para si mesmo.O que tanto faz, pessoas que não têm o mínimo de percepção de si mesmos não tem bagagem para manter um relacionamento. Vão desistir provavelmente na primeira imperfeição, sua! Porque neles, não há imperfeições!
Dica 5: Os errantes, esse é fácil reconhecer, pois ser errante numa coisa ou noutra, faz parte da natureza humana. Mas aqueles que não tem um pouso certo num emprego, em um domicílio, em algum relacionamento no passado, também veio só para beliscar a carne e voltar a voar. Exceção: artista circense, mas esse tem pouso certo: o circo e segue com ele para onde for, se quiser ir com a caravana...
Dica 6: O que busca o lugar nostálgico, aparentemente ele é uma gracinha, lutando por uma vida melhor. Não se enganem, essa vida ficou em algum lugar do passado e você passará o resto de sua existência com um homem suspirante que não consegue realizar o maior desejo. Lembre-se que, provavelmente, o maior desejo dele nem é você! Por isso, você estará sempre em segundo plano, talvez em 10°? Porque o maior desejo dele, este não consegue.
Bem, claro que a lista é extensa e vocês caras senhoritas casadoiras, conhecem outras dicas. Mas aqui foi minha contribuição psicológica esclarecedora de alguns tópicos pouco falados sobre os homens que habitam o desejo das mulheres. E agora é ir a luta em direção a uma classe mais honesta, não só de homens, mas de pessoas verdadeiras consigo mesma.
Margareth Sales






