sábado, 15 de janeiro de 2011

Porque margarethsiao?


Aviso aos navegantes, o texto a seguir é de teor evangélico-religioso, quem não se interessa por tais assuntos, favor passar adiante.

Em 1988, eu tinha 18 anos,entrei para a igreja evangélica, antes era católica, praticante. Eu briguei com Deus quando era católica, diante daqueles santos que eu odiava eu desenhei Deus e o rasguei em pedacinhos. Disse para ele: “Você nem consegue curar uma dor de dente minha, nem um dentista eu posso pagar e eu tenho que ficar aqui, nessa igreja, diante de coisas mortas, não quero saber de você”.

Devia ter uns 12 anos mais ou menos e eu me afastei conscientemente de Deus. E ouvi muitas vezes “vozes” do outro lado, como se quisesse que eu seguisse esse outro lado. Não vou falar sobre o outro lado, existe? Não responderei, não entra no escopo do que estou escrevendo. Escrevo de fé, fé pessoal, minha fé. Por isso alerto, se não quiserem me ouvir não leiam esse textos, tem vários outros no blog, a maioria sem nenhum teor religioso!

E em 1988, eu entrei para a igreja evangélica, por movimento, porque tinha gente bonita e não me sentiria mais sozinha. Teria o que fazer nos meus finais de semana, tinha 18 anos. E em fevereiro de 1989 fui ao retiro dessa igreja. E um grande poder desconhecido, uma força interior, uma paz, uma felicidade invadiu minha alma, nunca mais pude esquecer esse retiro. Não fui a frente, não levantei a mão, não disse que aceitava Jesus. Mas alguma coisa em mim havia mudado e no dia que eu voltei para casa, chorei copiosamente, como se tivesse morrendo, queria voltar para aquele retiro. Não pelas pessoas, mas por aquele poder que me fez feliz.
 
E eu continuei dentro da igreja, ai eu entendi, com uma música, cantada por um grupo chamado Mão no Arado, o nome da música: Quantos sonhos, vou reproduzí-la e comentá-la:
    Quantos sonhos eu tive no mundo
    Eu sai desse retiro assim, com uma música no coração, que reproduzia minha vida até os 18 anos e uma dúvida na cabeça. Até aquele momento eu era uma adolescente sonhadora, querendo ganhar o mundo com a emoção.
    Quantas desilusões me levaram para o fundo
    Mas aos dezoito anos as desilusões já tinham me levado para o fundo. Meu pai era alcóolatra, nunca estava sóbrio, dormia com cheiro de cachaça e chulé. O primeiro cara que me chamou para dançar me largou no meio da pista, porque eu não sabia dançar. O namorado que eu me apaixonei, eu stava com a mão enfaixada e ele disse que socaria a minha mão, pediu para eu duvidar, eu duvidei, ele socou! Eu fui embora, sabendo que não merecia isso, mas eu voltei, senti o chão abrindo, se eu desistisse daquele homem, nunca mais teria ninguém, então:   
    E o sofrimento assolava-me
    Eu sempre fui suicida em potencial, nunca em ato, e imaginava a cada momento quando teria forças para dar cabo de minha vida, porque o sofrimento me assolava. Nesse interim:
    Quantas vezes, eu perguntei por amor
    Depois daquele retiro eu comecei a perguntar por um amor diferente, por algo que não tinha conhecido, por algo que até os 18 não tinha vivido. Eu tinha experimentado o amor, mas não sentia ele dentro de mim. Então, mergulhei nos ensinamentos dentro da igreja para sentir aquele amor novamente, mas ele aparecia, porém, ela tão raro... tão difícil. E:
    Nos momentos de sofrimento e de dor
    Eu perguntava mais forte, onde estava esse amor, porque eu senti e não o tinha. Porque todos os meus dias eram solidão, dor, desespero. Eu perguntava, perguntava ao pastor, perguntava aos conselheiros, perguntava aos amigos:
    Mas ninguém me falava, eu só chorava!
    Toda essa lista, contavam-me mentiras, diziam que eu não tinha fé, que eu não tive um encontro, que o dia que eu fosse batizada com o Espírito Santo tudo mudaria. E eu fiz tudo o     que eles queriam, mas ninguém me falava a verdade e eu só chorava. E eu estava desesperada porque:
    Eu só queria saber quem é esse Deus
    Ele, Deus, havia se revelado a mim, eu sabia, mas eu não sabia quem era esse Deus. E eu queria sentir de novo, aquele sentimento do retiro e alguns poucos outros sentimentos ao longo da minha caminhada evangélica e:
    Eu só queria provar o seu amor
    Eu estava desesperada, querendo só provar desse amor. Acho que em 1993, não tenho certeza, um dia depois do meu aniversário, mudei de igreja. Uma igreja que parecia mais coerente, não era, nenhuma é. Mas essa igreja, me deu alguns caminhos, uma conselheira, pessoa maravilhosa, me disse que eu deveria ler a Bíblia. Disse que não lia porque era chata. Porém, no dia seguinte, eu dobrei os joelhos e li a Bíblia, pela primeira vez e:
    Eu só queria sentir
    Eu senti! Foi um milagre! Eu senti uma luz forte entrando pela mesma janela que vivi durante toda a minha vida, uma janela sem sentido e desesperadora, na qual eu olhava e perguntava e ninguém me falava, mas naquele dia, aquela luz entrou e eu senti. Místico? Totalmente, não sou mística e digo que não sou mística porque nessa aparente mística, Algo Real veio a mim. E nesse dia, como diz outra música eu percebi que eu era um milagre. Não porque fui um espermatozóide vencedor, teoriazinha tosca essa! Mas eu não entendia como alguém que nunca foi amada, recebeu aquela luz de amor que confirmou a primeira luz, naquele retiro de 1989 e em pequenas outras ocasiões posteriores. Eu me transformei em um milagre vivo, eu me senti viva, eu vi luz, onde antes só via trevas. E eu via, meus olhos, literalmente, pareciam cobertos de uma camada nublada. Deus respondeu minha oração de fé, nesse momento, passei a pertencer a ele, nesse momento, não precisei dizer para ninguém que Jesus era meu Senhor e Salvador, porque eu sabia que ele era. E eu pedi a Jesus:
    Toca Jesus em mim.
    E Jesus me tocou! E como passei a devorar a Bíblia, Jesus começou a me dizer coisas da minha vida, mas que estava igualzinha na Bíblia. Eu ficava espantada. Como, tudo o que eu tinha vivido estava na Bíblia? Eu ficava maravilhada, e Deus me deu Ezequiel 16:1-11 (vou comentar também):
1. Veio a mim a palavra do Senhor:
    No primeiro dia que me dispus a ler a Bíblia.
2. Filho do homem, faze conhecer a Jerusalém as suas abominações,
    Deus me mostrou meu passado.
3. e dize: Assim diz o Senhor Deus a Jerusalém: A tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus; teu pai era amorreu, e a tua mãe hetéia.
    Sou descendente de Árabes, meus avós são libanezes. Os cananeus eram a terra onde o povo hebreu tomou posse, antes era uma terra sem Deus. Deus converteu a terra, hoje é Jerusalém.
4. Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água, para tua purificação; nem tampouco foste esfregada com sal, nem envolta em faixas.
    Nasci com o cordão umbilical em volta do pescoço, meu pai escolheu minha mãe. Se uma tivesse que morrer, seria eu!
5. Não se compadeceu de ti olho algum, para te fazer alguma destas coisas, compadecido de ti; antes fostes lançada em pleno campo, pelo nojo de ti, no dia em que tu nasceste.
    Desde tenra infância, não fui amada pela minha família. Fui rejeitada por cada um deles, foi esnobada. Riam do meu choro e da minha dor.
6. Passando eu por ti, vi-te banhada no teu sangue, e te disse: Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, disse-te: Ainda que estás no teu sangue, vive.
    Aos 18 anos, Deus “me viu” e eu tive aquele primeiro encontro, mas ainda estava suja do meu sangue (dor), mas mesmo assim Deus disse: vive! E eu vivi!
7. Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo, e cresceste e te engrandeceste, e alcançaste grande formosura. Formaram-se os teus seios e cresceu o teu cabelo; contudo estavas nua e descoberta.
    Em 1997 mais ou menos, fiz um grupo religioso de auto-ajuda aqui em casa. Foi como um renovo do campo, eu cresci e alcancei formosura aos olhos daqueles que ajudei. Ajudei uma quantidade significativa de pessoas que sofriam tal como eu. E muitos deles, hoje, sofrem menos do que eu. Mas ainda estava nua e descoberta, não tinha chegado a plenitude ao melhor de mim.
8. Passanto eu por ti, olhei e vi que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto, e cobri a tua nudez. Dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus, e tu ficaste sendo minha.
    Isso foi agora, aos 40 anos de idade. Israel andou no deserto durante 40 anos. 40 anos é um tempo simbólico significativo em muitas situações. É um tempo simbólico também de ser mulher de verdade.
9. Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo.
    Me lavar com a água de Deus e derramar amor, amor que outras pessoas vem em mim e que se chegam, alguns para roubar. Outros para contribuir. Unção com óleo é poder, poder espiritual, poder que não se vê! Porque as coisas espirituais se discernem espiritualmente. Porque sou Margareth Sião? Porque tenho a Glória de Deus em mim, porque Deus me ungiu com óleo de Sião, me deu um novo nome e me usa, quando quer para demonstrar a Glória Dele que Existe e Vive eternamente.
10. Eu te vesti de roupas bordadas e te calcei com peles de animais marinhos, e te cingi de lino fino e te cobri de seda.
    Aos 40 sou uma mulher linda. Sou linda por fora, com enfeites, roupas, calçados, com a melhor roupa e sou uma mulher linda por dentro.
11. Eu te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e um colar no teu pescoço.
    Isso é a aliança de Deus para comigo. Os homens usam aliança no dedo esquerdo para demonstrar casamento. Deus é casado comigo há muito tempo e eu não preciso ser freira para ser casada, sou filha de sião. Sou adornada de enfeites que Deus me deu, sou chamada para pregar a palavra aos que necessitam. Ninguém me toca se Deus não permitir. Já tive exemplos de eu dar brecha. Mas não posso citar o que aconteceu com esses que passaram por cima daquela que Deus ungiu! E que Deus chamou!

Resumindo, não sou um ET, não sou diferente de ninguém... Se acharem que sou um ser transcedental, leiam os meus textos, verão que não sou. Corroboro cada texto que escrevi aqui nesse blog. E corroboro esse texto aqui. Não serei só casada com Deus, Deus vai me dar um casamento de verdade, porque Deus não criou ninguém para ser só!

E escrevi esse texto porque preciso dizer a todos, e porque estava muito triste hoje, que quando confio em Deus sou ajudada e que a Salvação do Senhor tem sido tudo em minha vida. Tem uma coisa que eu gosto muito nessa terra, pensem um pouco e descobrirão o que é! Mas não gosto mais disso do que do meu Senhor Jesus Cristo, de Deus e do Espírito Santo e Creio que Jesus voltará nas nuvens. Amém!
Margareth Sales

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Feliz Aniversário para o blog


Hoje completo um ano de blog. E para comemorar comigo, recomendo os seguintes textos: Sobre as modernas tecnologias, na realidade o texto não trata bem do que fala o título. O título foi só uma chamada para fazer notar que as modernas tecnologias influenciam de tal forma que existem pessoas que se aproveitam do seu discurso para ganhar notoriedade. O texto está postado em Janeiro. 

Outro texto que gosto muito está postado no mês de Maio e dá dicas superinteressantes de como escrever. Primeiro o texto começa pontuando que para uma boa escrita é necessário uma boa leitura de mundo. A segunda regra é aprender a comunicar-se, isto quer dizer que a capacidade de se fazer entender pode ser levada também para o mundo da escrita.
 
Em Junho vem o primeiro texto que mais amo: Fúria de Titãs, é uma pequena historinha para falar a respeito de como a língua escrita é poderosa. Texto permeado de paixões, pela língua e pelos homens. 

Como Agosto fui realmente um mês muito movimentado pessoalmente para mim. Acabei por fazer três textos muito significativos: A ida em vão; Crônica dos Tempos Finais; Uma crônica poética. O primeiro texto segue ao título, o quanto é empobrecedor alguém ir porque não soube como ficar. O segundo texto cai de pau mais uma vez em cima desse mundo evangélico corrupto. E o terceiro texto é uma linda crônica poética, totalmente visceral, praticamente não raciocinei, fui apenas escrevendo o que me vinha.
 
Continuando com o movimento do mês de Agosto, Setembro, trouxe mais dois textos fascinantes: Classificados e Cego Guiando Cego. Classificados é um texto romântico, depois de Fúria de Titãs é o segundo texto que mais gosto! E Cego Guiando Cego vai o verdadeiro desabafo contra quem se diz Cristão e é sinagoga de Satanás, foi uma vomitada necessária, eu precisava, muito!
 
Novembro apresenta meu penúltimo texto magnífico: 11 de Setembro, esse me causou um mal estar interno. Acho ele forte! E mexe comigo porque, claro, fala dos obstáculos que sempre tive que superar e dizer que o que eu gosto e faço bem é escrever!
 
E o último que também me atrai demais porque tenho visto muito disso acontecer. Principalmente no meio evangélico é o Adultério e pela polêmica do texto não poderia me imiscuir porque é tabu, sendo tabu, pessoas fingem que não vêem ou fingem que é pecado.
 
Então, caros leitores aproveite as férias para coçar o bichinho do questionamento e mandar as favas a tolice humana. Leia os textos, comente e se torne um pensador.
Margareth Sales

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011



Bem, atravessamos a primeira década do novo milênio. Foi ontem, sabemos disso. O mundo não acabou na virada, agora inventam que ele acabará em 2012. Sabemos que a realidade é outra! Mas não estou escrevendo esse texto para falar de escatologia. Escrevo-o para falar mais uma vez do que vi ao sair a rua.

Então, eu não tinha atentado mas o Ano Novo é muito mais curtido pelos solteiros, né? Quer dizer: o paqueródomo rola solto e as pessoas saem, especificamente, com essa intenção. Os compromissados observem fazem a festa em casa! 

Então aqui vai algumas dicas para os que se encontram “na pista”. Para as moças é permitido ousar, mas lembre-se só para deslumbrar alguém que já te conhece a bastante tempo. Se pretende conquistar um desconhecido, fique bonita, mas recuse o visual vestida para matar. Você poderá conseguir o que quer: por uma noite! E depois perder seu objeto de desejo.

Rapazes, visual clean sempre. Isso significa: unhas aparadas. A única pessoa no mundo que tem o direito a unha grande é o personagem Sayid, do Lost, ainda assim, porque compõe o personagem e porque não tem como dizer não para ele. Mas bastou um pouquinho de unha aparecendo para qualquer mulher sentir nojo do rapaz.

Maquiagem, cuidado com a cara de palhaço mas pode abusar. Você vai conquistar o carinha por causa disso? Nunca!!! Homem realmente odeia maquiagem, mas eles não irão reparar na noitada, eles irão olhar é para seu corpo. Agora não se atreva a colocar a mesma maquiagem de Ano Novo de dia, você corre o risco de vê-lo sentindo por você o mesmo que sentimos com um homem de unhas grandes.

O papo para os carinhas tem que fugir do senso comum e das cantadas batidas. Gaste um tempo e esforce-se para demonstrar que de toda aquela multidão de gente, você escolheu, especialmente, ela! Se não der certo, verifique as amigas, busque alguém longe do contato dela e faça a mesma coisa. Se você for convincente, com certeza, você ganha a mulher! Então, não esqueça: ela precisa sentir-se especial. Sentindo-se que é especial, você já está tocando o órgão da mulher: o cérebro. Depois, ela dá outros!

Moças, não importam o que vocês falam, geralmente, o homem vai olhar é corpo. Para conquistá-lo você precisa ter a dose certa de peito e bunda. Não quer dizer que quem não tem, ficará sozinha no Ano Novo. Mas no momento, estou escrevendo um artigo: receitas prontas e é Ano Novo para mim também, então, a seriedade volta ano que vem. Voltemos as que tem peito e bunda, rsrsrs. Combine a roupa que valorize os dois, sem decotes demais e saias de menos, isso para, supostamente, manter vivo o interesse. Se quiser só zoar: shortinho, decotão e salto alto, não passará sozinha, com certeza!

Receitas à parte, o que foi escrito é verdadeiro, só não foi colocado a excessão. São regras, funcionam. Não são receitas, receitas não funcionam, regras funcionam porque nós serem humanos somos condicionados. Então peguei um pouquinho desse condicionamento feminino e masculino e lancei aqui. Mas quero finalizar dizendo: é Ano Novo, curta! Não se preocupe com regras nem com impressionar, viva o melhor para você e não para o outro. Descontraída, cabeça leve, garanto que também é uma regra para abandonar a solteirisse! Tchim.Tchim. Feliz 2011.
Margareth Sales

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Adultério


Palavra derivada da expressão latina ad alterum torum que é na cama de outro. Com o tempo a palavra ganhou o concepção de fraudar ou falsificar, esse significado veio da palavra adulterar.

Então pretendo ir além do senso comum e declarar: não se enganem! Adúltero é aquele que mantém uma mulher em casa e vive pensando na outra, mesmo que nunca tenha a coragem de tomá-la para si.

O que pretendo falar com isso: que casamentos acabam e precisa de uma dose muito grande de coragem para asssumir que algo que tanto a sociedade quanto nossos próprios desejos pessoais desejam que dê certo: acabou!

E quem não assume isso? Covarde! Porque as pessoas não possuem a maturidade e a decência de assumir quando algo não está dando certo? Quando não mais funciona? Porque parece ser mais decente, mais santo, ficar com a mulher ou o homem se corroendo por dentro do que liberar, seguir em frente?

Quando eu falo liberar, não uso o termo moderno liberar geral. Liberar aqui, é se permitir ser quem você é e ir em busca de seus desejos. O mesmo para a mulher, liberá-la para buscar a felicidade, ter o direito de sentir-se amada, sem a sufocação de segurar uma situação que já não possui mais condições de acontecer. Ou seja: não acontece há muito tempo.

Nesse contexto, porque chamam ter um casamento e uma outra mulher de pecado? Talvez porque seja pecado? Ou não? Há várias bases e vários comportamentos. Às vezes, um casamento nem está mal, mas surge outra pessoa e mesmo sem intenção: rola. Ficar com as duas? Quem pode julgar? Quem pode prender o comportamento humano em curvas de normalidade? Os padrões religiosos, claro, que definem comportamento. E porque padrões religiosos definem comportamentos? Porque são santos, certos e conduzem só ao bem? Não! Os mais coerentes sabem, perceberam que os padrões religiosos existem apenas para moldar a massa, isto é, deixar cada coisa no seu lugar: quem têm poder continua com o poder e quem não tem (maioria) serve a minoria.

A questão do adultério, então, se encontra muito mais ligada a fraudar, adulterar, do que propriamente a ocupar a cama do outro. Porque digo isso? Porque quando se está em um casamento onde não restou mais nada, nem mesmo a dignidade, provavelmente o amor também já voou pela janela. Porque fraudar alguém, prendendo, tentando prender ou mesmo soltando. Deixando ela fazer o que quer, mas não permitindo que essa encontre um outro. Porque fraudar em você mesmo um sentimento, um orgulho de ser casado que você já não possui. Ao contrário, você sente vergonha daquela pessoa. Porque procurar sexo na rua quando não há mais sexo em casa. Óbvio é que em um relacionamento desgastado a primeira coisa a desaparecer é a relação sexual. Ninguém quer se tocado por quem odeia. E quando a relação sexual não desaparece? Já sabemos que é condicionamento sexual, faz todo o movimento, goza (talvez só o homem) e resta o vazio de se virar para o lado!

Duro? Demais, mas tem casamentos que tornaram-se apenas a vergonha de um dia ter ido ao altar, ao púpito, ao juiz com aquela pessoa. E você é obrigado a continuar nisso, né? Quem obrigou? Você se obrigou, não venha com a historinha para boi dormir de que foi a igreja, a família dela, sua família. Você se acostumou tanto a falsificar sentimentos, falsificar verdades que nem conhece mais outra vida. Quer coisa pior que isso? Aí você pensa: “Poxa, queria ter 16 anos de novo, curtir Legião Urbana com minha garota gostosa!” Sabendo-se que a garota gostosa não é sua esposa, essa pode até ser gostosa para outro homem, ser valorizada. Mas o casamento de vocês já era! Porém, é sinal de incompetência deixar que os outros saibam disso, né? Claro que não! Mas você não amadureceu para perceber essa verdade.

Por último, e pior, é a mulher que fica em maus lençóis quando vive uma situação da outra. Primeiro, existe uma pesquisa antropológica onde demonstra que as mulheres acima de 30 que não se casaram competem com outras 50 por um homem solteiro. Essa pesquisa demonstrou que existe um determinismo geográfico no estado do Rio de Janeiro. Ou seja, a mulher que desejar um homem e todas elas desejam, depois de maduras, terão que optar por um casado. Ou então, mudem-se para Minas Gerais!

Segundo, a outra não é puta e odeia o estigma. Como visto, ela tornou-se outra porque optou entre a solidão ou um relacionamento oculto. E diga-se de passagem, relacionamentos são relacionamentos, mesmo que não sigam a convenção social: quarta, sexta, sábado e domingo aqui em casa, senão: término!         Para se fazer um relacionamento é necessário, apenas, duas pessoas atuando, trocando, se falando, se vendo, esporadicamente? Talvez! Mas é um relacionamento!

E por último, o mito do tabu, tão defendido por Freud. Nesse tabu é um termo polinésico onde significa: sagrado, consagrado, misterioso, perigoso, proibido ou impuro. Olha a mistura semântica em uma só palavra. A outra vira a mulher tabú e que mulher é essa? A mulher que se tocada contamina as outras. Não se enganem, só em novela adultério é bem aceito, em nossa sociedade a Outra vira tabu. Como virou tabu ela costuma enfrentar o preconceito e tentam tocá-la ou vitimá-la pelo desvario inconsequente de homens que acham que podem. E existe muitos assim!

Concluindo, o poder masculino se estabelece na força bruta e vitima. O poder feminino se estabelece no medo que a mulher provoca na sociedade masculina. Esse medo é revertido em violência contra ela. Nem todo homem que escolhe a outra, necessariamente, é violento ou canalha, talvez covarde. Os homens que têm suas outras estão tentando ser felizes, as mulheres que estão com o cara casado estão tentando ser felizes. Nem sempre terminar um casamento tão rápido é o aconselhável, mas se se descobrirem que há sentimentos que vale a pena. Que é um relacionamento que refresca, refrigera, dá novo alento. Deixemos de ser covardes vamos assumir o outro, a outra como nosso(a) e liberar quem, supostamente, ainda se encontra em nossa cama.

REFERÊNCIAS

FREUD, Sigmund. Edição Eletrônica de Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, [s.d.]

GOLDENBERG, Miriam. A Outra: um estudo antropológico sobre a identidade da amante do homem casado. Rio de Janeiro: Record, 1997.
Margareth Sales

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Aniversário amiga!


Minha homenagem nessa data muito especial vai para a minha melhor amiga! A gente é tão amiga que pega para capar o tempo todo! Igual duas crianças: fica de mal, depois faz beicinho e pede desculpa, quantos anos a gente tem: 10? Não, muito mais de 20. Mas eu acabei descobrindo que somos duas personalidades indomáveis. Quando não queremos fazer algo, nada nos demove.

Viviane Vicente Nascimento, acho que está certo. Porque o Viviane Vicente Barreto eu lembrava mais, agora ela é casada e advinha? Muito bem casada. Com direitos a bilhetinhos: “estou morrendo de saudade, a cama não é a mesma sem você”. Não acreditam em casamento? Mudem de opinião: o deles funcionam e querem viver até o final juntos, velhinho e de bengala (se é que todo velho usa bengala, bem desenho de Maurício de Souza).

Conheci Viviane com doze, se perguntar a minha idade mando um fantasma puxar a perna de vocês rsrsrs. Ela jogava bola de gude, futebol, quem foi o idiota que disse que menina precisa de boneca? Fala sério solta cafifa (pipa - para outras regiões fica melhor).

Entrou na igreja com 13, porque eu frequentava. Mas ficava questionando: será que aquilo que dizem é verdadeiro? De certa forma até acreditava, mas compartilhava com as dúvidas dela. Fazia parte do louvor, adorava cantar, se cantava bem. Não tenho ideia, não sei nada de cantar: uma coisa posso afirmar: bem melhor que eu, com certeza. Se batizou mais ou menos aos 13, errada? Nada! Ela amou! Até hoje se sente feliz pelo fato. Batismo é muito bom, esse simbolismo de passar pelas águas e deixar para trás todo o lixo que não serve para mais nada. Se você é liberto de pecados pelo batismo? Deixo a resposta para os teólogos, só cito: tem um ladrão na cruz que não foi batizado e foi salvo!

Bem, minha amiga Viviane, inferiu, pensou, curtiu, os tempos de igreja e... foi embora! Quando ela foi embora era uma mulher linda, pensei em fazer um mosaico com as fases dela. Iriam ver o que eu falo, ela é perfeita. Saímos na rua, não sobrava um para mim... Snif. Olha, quanto homem babava quando passava. Mas ela nunca ficava sozinha, sempre tinha um namoradinho. Aliás, ficava anos com o mesmo namorado.
Quando o último namorado deu sinais de que já não era tão legal, um outro já a cercava, ela dizia: “Não vai dar certo, o cara não gosta de mim”. Eu mais velha, sabia que o cara não era ponto de ônibus, mas estava parada na dela! Mesmo sabendo que ela ainda não havia terminado o namoro, ele insistiu.

O que deu? Casamento! Estão casando há anos e felizes. Não acredita que casamento dê certo: visite-os!

Viviane galgou seu emprego, primeiro em um kiosque mínimo não dava nem ela e nem material. Pouco tempo passou para o shopping da cidade em, seguida, para o shopping da cidade vizinha, Virou gerente! Comprou seu primeiro carro, refez a casa: está linda! Chama a galera para churrascão final de semana e os dois, marido e esposa, são os melhores anfitriões que temos conhecimento. Quando vai rolar o próximo churrasco? hehe

Viviane é inquieta, até demais, o médico disse isso, ela respondeu: “prazer, meu sobrenome é ansiedade”. Queriam tacar Rivotril nela. Resposta: tá doido? Minha ansiedade é que vende os tubos. Sem entregar: ela vende pirulito para criança, ou seja, kit completo do Iphone, capinha, Bluetooth que não vem junto, quem sabe um wireless também? E o menino só foi procurar um fone de ouvido, pois o dele estava ruim.

Sua equipe, debandou quando ela pediu demissão em dezembro/janeiro. Não ficou pedra sobre pedra. Tenho pena do novo gerente. Mas ele é brasileiro, não desiste nunca! Kkkkkk.

Viviane, depois de curtir Natal, a cidade. Gastou todo o dinheiro que ralou para ganhar e conseguiu ficou dura. A empresa não deixou ela em paz. Está de volta, com alguns privilégios. Gerente competente é isso!

Atualmente, sente falta das nossas partidas de video-game que arrasamos durante as férias dela e minhas fugidas do trabalho. Um porém: ela é ótima funcionária, mas uma menina num corpo e comportamento adulto. Adora se divertir e... divertir. Meu aniversário, agora 05 de Dezembro de 2010, ela é outros amigos, com certeza, desbancariam pseudo- comediantes (tenho o filme gravado) não paramos de rir a noite toda.

Viviane é de um cinismo mordaz e nunca ofende ninguém, morremos de rir, ela, inclusive, tira risos de minha mãe sisuda! Voltando ao videogame, gosta tanto, mais tanto que é capaz de me ligar, burlando trabalho, para saber como cheguei em 97% do Shrek, se passei por muita fase legal.

Poderia escrever um livro dela, não dá, né? Mas finalizo com Parabéns, muitos 26 anos ao longo da vida (ops! entreguei a idade haha). Te amo amiga, mesmo que a gente possa ainda quebrar o pau um dia dessas. Segundo sua cantora favorita: dois bicudos não se bicam. Ainda bem que seu marido não se entromete: nem para te defender!!! huahuahuahua. Ele diz que depois a gente fica se cheirando!!! Verdade! Muitos beijos, muito “sei o que você vai fazer hoje, pois a loja só vai te liberar depois das 22h”!

Te amo, como mãe que fui (não sou mais, graças a Deus). Te amo pela mãe que você também me foi (não é mais, graças a Deus).Te amo porque somos amigas para sempre!
Margareth Sales

domingo, 19 de dezembro de 2010

Fazer 40 anos

Quando você chega aos 40 você já sabe muito bem quem você é e quem você não é! Ou seja, não adianta pseudo-conselhos dizendo: está acontecendo isso porque você fez aquilo. Relação de causalidade em comportamentos humanos até existe, mas conta com uma indecifrável incógnita chamada: contingências!
 
Isso pressupõe que aos 40 você sabe que em termos comportamentais condicionantes, determinadas atitudes levam a comportamentos pré-fixadas. Mas não sempre! 
 
Não cai a ficha exatamente, no momento, que você faz 40. Na realidade, como você se gosta sabe que fez 40, mas continua sentindo-se muito jovem, ao mesmo tempo que é uma mulher madura!
 
Aos 40 você joga muita coisa fora. Coisas que já não fazem mais parte da sua vida, não te pertencem mais. Usando a matemática, porque até nisso você melhora, percebe que na soma dos seus ganhos menos a perda de suas desilusões, o saldo foi positivo. Há poucas semanas eu joguei o meu walkman fora. Estava na hora, né? Até por uma questão bastante simples: não estava mais funcionando, se funcionasse, como ainda existem CDs ele continuaria aqui. Então, quando você chega ao auge da maturidade, você percebe bem a diferença, que muita coisa deve ser jogada fora. Mas que você não joga aquilo que é bom, o que mesmo parecendo acumulado tem um lugar especial, sempre guardado para ele, no canto de uma estante ou no canto do coração. Significa que as coisas boas não ocupam espaço e para sempre terão lugar reservado.
 
Hoje sou uma mulher muito mais camaleão que antes. Isso não quer dizer que mudo com as circunstâncias. Não aos 40 sua personalidade está formada, há crescimentos, não mudanças radicais. Mas se é camaleão para grande capacidade de adaptar-se as circunstâncias, ou seja, se é para brigar, mesmo que outros não concordem, você briga. Porém, se a briga não te levará a lugar nenhum, então, você adota a camaleoa. Ser camaleão é saber a diferença entre ter partes de sua personalidade que é frustrante, defeito mesmo, mas convive... Porque a parte que mais aparece são as cores verão do camaleão, as invernos estão ali, convivem, se manifestam, mas não desbotam o brilho das cores verão.
 
E com certeza, você é muito mais verão que inverno. Muito mais tempo aberto, mente aberta do que posturas ranzinzas com a vida. E as pessoas te perguntam, pelo herói e você já entendeu que qualquer luta você faz sozinha, nos momentos cruciais você passará sozinha, mesmo que com pessoas de qualidade ao seu lado. No entanto, há travessias que só há como ir, sem bagagem, sem lenço nem documento. Talvez, só uma coisa poderá levar: fé, em você e em seus processos que te fizeram crescer até aqui e em Deus que te sustenta.
 
Depois de se passarem 4 décadas, com certeza passam também alguns loucos pela sua vida. Então, percebe que já pode perdoar a todos. Afinal, o que seria de mim se não fosse a que se encontra aberta a loucura alheia, que deixa entrar, porque releva, isso é tolerância, mas até ela têm limites. Porque, na realidade, você aprende que quando deixa o louco entrar, ele não te acrescentou nada mesmo, tirou, é a palavra certa. Mas em nome da tolerância, da falta de preconceitos e da oportunidade, você permite: vieram para tirar? Vieram! Roubaram? Roubaram! Mas como boa camaleoa cresce de novo, o pedacinho de você que tentaram tirar.
 
Com 40 não sendo mais adolescente você se acha linda! Ainda que tenha que passar photoshop na barriga para não fazer feio! Mas você sabe que ser linda não depende de perfeição, porque até os lindos de verdade, não são perfeitos. Ser linda é estilo, combinação de saber se vestir, se portar, se gostar, se olhar todos os dias, com ou sem espelho. Porque se vê de dois ângulos: de dentro e de fora.
 
Você que já não mentia se livra até daquelas pequenas, bobas que são as emocionais, aquelas que muitas vezes você nem se deu conta. Inteira você encara que às vezes o inferno te atraiu ou te arrastou porque você não sabia dizer não. E segue em frente! Levando sua bagagem, mais vazia porque você jogou muita coisa fora. Mais leve porque você se tornou mais forte. Mais coerente porque você já aprendeu 4 décadas, já leu elas, já leu o mundo delas. E agora? Restam os outros anos reservados para mim, para eu tornar-me melhor e, cada vez, mais feliz!
Margareth Sales

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quando a morte chega

Bem, a morte é sempre um mistério, porque segundo o dito popular, ninguém voltou ainda para contar. Porém, alguns acham que há pessoas que voltam... Não estou aqui para derrubar a crença de ninguém, muito menos fazer apologia de religião dentro do meu blog, mas minha opinião pessoal é: ninguém volta! Cada um que fique com sua opinião ou então se querem ser formadores de opinião que usem das modernas tecnologias de informação e comunicação para fazê-lo, isto significa: façam seu próprio blog!

Dito isso, a discussão aqui iniciada é sobre aqueles que se vão e, realmente, não voltam mais. Como realmente lidar quando alguém vai embora para sempre? Quando de maneira nenhuma essa pessoa voltará? É isso que é o mais doloroso na morte, a ida!

Não somos acostumados a lidar com a perda, faz parte de nossa sociedade globalizada a acumulação, queremos acumular tudo: bens, amigos, relacionamentos entre tantas outras coisas. Deixar ir... é muito difícil! Porque há muitas idas, com diversos níveis de complexidade, mas a mais difícil sem dúvida é a morte! Não há palavra que preenche aquele vazio, aquela dor!

Como lidar então com essa dor? Em minha opinião de quem já viu alguns irem e que soube lidar com isso, uma ajuda, já que nada do que eu vou falar aqui vai resolver, seria: sobriedade. Já vi muitas coisas sobre a morte e comportamentos bem descompensadas, gente que observa o túmulo e a foto deste imaginando que o morto está vigiando o corpo. Sombrio? É pouco! Bastante doentio. O medo da morte existe, da nossa e dos outros, mas ela vem, de que adianta viver sobre essa premissa? Por isso, a sobriedade é meu primeiro pré-requisito, se diante de todas as pancadas da vida, envergo, mas não quebro. Sim, sou sóbrio! Se não sou sóbrio, ou seja, se me apavoro, descompenso, descabelo, grito, meu segundo pré-requisito seria: procure ajuda profissional! Digo isso com compaixão, porque tenho visto pessoas vivendo sob a premissa da morte e não da vida e não são pessoas sóbrias.

Não há como negar que a morte para o sentimento de quem fica é algo banal e sem razão. Não há sentimentos de felicidade naquele momento, mas o pior é que, via de regra, a morte não fecha um ciclo na vida de quem fica. Então, aliada a dor fica a inconclusão, a interrogação, muitas perguntas e nenhuma resposta mais. É como se de uma hora para a outra fomos obrigados a jogar fora parte fundamental da nossa vida.

O filme que vira e revira a cada minuto em nossa mente e a pergunta: o que estava errado? Nada estava errado, mas como convencer disso? A resposta está em você continuar, sozinha ou não, filhos para criar ou não. Irmãos que ainda contam com você ou não! A vida é sua, é para ser vivida por você. A morte é dura, fecha-se numa sepultura, mas a sua vida é preciosa, esse é o diferencial entre a morte como ponto final e a morte como recomeço pessoal de quem fica.

Você perdeu alguém importante e não sente isso? Claro que não! Mas não quer dizer que não seja verdade, a morte é recomeço para quem fica. Seja sóbrio, seja feliz com quem ainda não foi, jogue fora o que não presta e fique com o melhor da pessoa, quando ela for lhe restará as lembranças para continuar e criar outras, no mesmo espaço, em outro espaço. Mas a felicidade não se foi junto com a pessoa, houve dor sim, mas ainda nascerá, todos os dias o sol, para seu renascimento!

Margareth Sales