quinta-feira, 17 de junho de 2010

O que você não sabe sobre os grandes desabamentos que ocorreram no Rio de Janeiro

Todo mundo já esqueceu da grande tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro a pouco tempo atrás? Bem, a maioria esqueceu mesmo, mas nem todos, aqueles que ainda sofrem as consequências do que ocorreu não esqueceram e não esquecerão tão cedo!

Falar sobre as condições atuais da sociedade brasileira, não é novidade nenhuma para quem conhece os meus textos. Porém, novas formas de vivência, de comportamentos se apresentam ante ao meu olhar crítico. Assim, desde essa grande chuva venho observando alguns movimentos sociais diferenciados e, com isso, o desejo de compartilhar a minha visão com o meu público leitor, para tal é preciso levar em conta algumas pressuposições.

Vamos a elas: as chuvas foram de verdade um momento intensamente trágico vivido em nosso Estado, pude perceber que abalou os corações mais frios, dessa vez as pessoas puderam, realmente, se colocar no lugar do outro e isso foi feito porque não foi só o morro do Bumba que foi atingido. Isso se verifica porque a natureza não é feita da mesma substância que fomos feitos, tanto eu quanto a natureza temos por semelhança o fato de que somos seres vivos e como tal a terra é chamada de Gaia, mas mesmo assim ela não faz nenhuma distinção entre sexo, poder aquisitivo, cor ou idéia, ela é implacável e leva a todos, sem distinção.

O segundo pressuposto é o fato de que vivemos numa sociedade brasileira onde se impõe a característica de pobreza a um contigente muito grande de pessoas. E quando não se têm acesso aos bens de consumo produzido em sociedade tudo fica mais difícil, não quer dizer que é necessário agregar capitalismo selvagem em nossas vidas, mas que se saiba que é preciso adquirir sim bens de consumo que a vida fica mais difícil quando não se tem acesso a eles...

Ampliando o pressuposto anterior essas mesmas pessoas são a parte mais sofredora da sociedade, ainda que haja muito dinheiro com algumas pessoas e essas também nem sempre se encontram saltitante de alegria, com certeza é mais fácil sofrer em Paris com a enorme bagagem cultural que essa apresenta do que na Rocinha... Então, numa correlação com o todo, entre ricos e pobres, quem mais sofreu com as grandes chuvas ocorridas no estado a poucos meses atrás? É retórica, não precisamos responder...

A partir desse ponto eu começo a discorrer, em função de uma sociedade oprimida, massacrada, destituída de seus direitos mais básicos e no momento em que o ocorreu com o meu irmão do outro lado da pirâmide sócio-econômica a mesma coisa que ocorreu conosco, nesse lado (observação, não me encontro tão nesse lado assim... mas minha casa nada sofreu). O homem sentiu na pele o amor ao próximo como a si mesmo, assim ele pode se compadecer do outro de forma a se voluntariar a correr atrás de recursos para devolver um pouco de dignidade ao outro, porque a sua própria foi abalada.

Esse tipo de movimento gerou em contrapartida um outro movimento, um que não poderíamos supor, mas que na realidade faz parte de nosso referencial preconceituoso em nossa relação com alteridade. E que tipo de situação seria essa? O fato de que o preconceito que temos com o pobre, o excluído e o sem cultura veio a baila e porque será que isso ocorreu? Porque a premissa da seleção natural se fez tão forte no acontecimento dessas chuvas? Diversos ângulos podem ser analisados: o antropológico, o social, o psicológico, o espiritual, mas como só tenho espaço para uma crônica, não um livro, me deterei em alguns pontos.

Como dito anteriormente, vivemos em uma sociedade onde se o bêbado nos pára e começa a falar aquele monte de coisas sem sentido, e isso ocorre! Gela até a alma, mas é necessário observar que esses mesmos bêbados que ficamos com medo de sermos assaltados por eles, nada fazem, exceto serem muito chatos, quer dizer não são perigosos, mas a sociedade tem medo deles. Na realidade, temos medo de qualquer estranho que se nos aproxime e aí ocorre uma fato inaudito, um montão de estranhos perdem tudo o que têm, suas casas caem e eles vão para perto de nós, para nossas escolas e, num momento de grande enlevo e compaixão humana optamos por sermos voluntários para ajudar aqueles que tanto sofreram.

E aí que ocorre o embate e é desse que venho falar nessa crônica, porque apesar de não ter sido diretamente comigo, pude estar no mesmo ambiente que os desabrigados e receber todas as informações do que estava ocorrendo. Bem, me coloquei então no papel de repórter investigativa e o que eu descobri? Coisas que me gelaram os ossos muito mais do que os bêbados transeuntes que tenho encontrado ao longo de minha vida.

Colocação intensa a minha acima, né? Ai você caro leitor poderia pensar: “que exagero”, “nem se compadece dos que sofrem”. Por me compadecer é que levei muito tempo para tentar entender o que ocorreu de verdade e colocá-lo aqui, então as informações são as seguintes... Um dos grupos de desabrigados de Niterói foi para o colégio Municipal Paulo Freire, no Fonseca, nesse colégio funciona o pólo regional do CEDERJ, que é o local onde as universidades federais disponibilizaram o espaço para que estudantes da modalidade a distância realizem sua graduação.

Nesse pólo, ao ir assistir aula depois que as chuvas pararam, entrei em contato com o contigente de desabrigados por todo o prédio. Em minha visão romântica, mas bem romântica mesmo, achei legal eles reunidos a noite no pátio tocando violão, tive vontade de estar ali com eles, me mandaram ceder minha casa e trocar de lugar, como eu disse, estava numa visão muito romântica mesmo!

Ao longo do tempo que eles estiveram ali e que tivemos que ocupar o espaço fui sabendo de outras situações: ameaças para com a diretora da escola, casais sendo pégos transando no elevador, gente largando o emprego porque no abrigo tinham “tudo”, no caso, roupa, comida em horários pré-estabelecidos, casa e etc. Como havia um controle da comida, a direção da escola foi ameaçada e junto a isso a ameaça de arrombamento da cozinha onde estavam a comida para fornecer aos desabrigados. Os voluntários eram achincalhados sobre a premissa de que estavam sendo pagos para fazerem tudo pelos desabrigados... Pagos? Quem pagou, só se for o pato?!

Por isso, a escola Paulo Freire destituída de sua principal função, fornecer educação de qualidade para as séries iniciais fez um abaixo assinado onde pudessem ser removidos os desabrigados para que as aulas voltassem.

A minha pergunta: com todo esse sofrimento, toda a dor que o Rio de Janeiro passou, qual foi a lição aprendida? Para mim mais uma vez ficou nítido que é a educação que sempre leva a pior, primeiro no sentido de que tirou-se as crianças do seu lócus, depois porque colocou no lugar gente que se aculturou, que diante do imenso descaso social, o meu também, diga-se de passagem, não fornece cultura, ou seja, não modificam em nada o ambiente natural no qual se encontra, a não ser que seja para pior.

Palavras duras? Com certeza, mas com a mesma implacabilidade que a própria natureza reclamou o seu legado. Frio o texto, sim também. Mas se encontra frio para chocar, para dar o seu grito de alerta: não adianta nascer, tem que participar! Então, eu preciso me assumir como cidadão consciente e reivindicar sim a escola e não o frango da despensa que se “roubado” hoje amanhã não mais terá. Sei, obviamente, que todo esse descaso dos desabrigados com quem lhes ajudou é apenas um mecanismo de defesa, contra esses mesmos que lhe estendem a mão e lhe tiram quando podem. Mas mesmo assim não é desculpa para não desculpar, num sentido mais amplo não perdoar, a si mesmo por ter tanta raiva de um mundo opressor e injusto, ao outro por contribuir para que esse status quo continue e ao todo que parece fazer seleção natural mesmo, só os mais fortes ficam... Há que se perguntar quem de verdade são esses mais fortes?!



Margareth Sales

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sobre o dia dos namorados

Bem, tentarei escrever de uma forma diferente, sobre algo já escrito, a sedução do capitalimo, dos modismos, do siga a multidão e não seja diferente, podem te taxá-lo de maluco! O que de verdade ocorre é que sempre tem alguém dizendo o que você deve fazer, quando não, o que deve ser. Não há espaços para a reflexão pessoal, escolha pessoal. Isso está tão arraigado em nossa sociedade que criou-se uma cultura do conselho, ninguém nunca entendeu o velho ditado, que se conselho fosse bom, não se dava, vendia. E saem tascando conselhos como uma metralhadora-matraqueira e não tão bem intencionada quando poderia parecer a primeira vista. São conselhos do tipo: porque você não tem namorado ou, talvez, se já chegou a essa idade toda... Putz, não tem mais jeito para você, a velhice e a solidão te esperam na virada da esquina.

A minha primeira reflexão disso tudo se encontra relacionada a um dos mecanismos de defesas humanos mais usados em nossa sociedade, ou seja: a transferência que se encontra mascarado também pela metralhadora-matraqueira do conselho. A Transferência é então colocar na conta dos outros o que diz respeito a nós mesmos ou seja, acusamos os outros de defeitos ou mesmo comportamentos que não fazem parte do referencial dos outros, mas dos nossos. Então, o problema que impomos, que “diagnosticamos” no outro é um problema que se encontra arraigado em nosso cerne, ou em nosso inconsciente e atribuimos como advindos da alteridade, o que não se constitui em uma verdade.
Então cumpre ressaltar que os que estão tão preocupados que o seu dia dos namorados você passará na mais isolado dia de sua vida, solitário, empoeirado e com teias de aranha. Talvez quem te diga isso, na realidade, é o que se enxerga em seu interior nessa condição! Falei! Caros leitores, não se preocupem com a condição pessoal do outro, pois essa é determinante de uma escolha pessoal, isso significa que quem não comemora o dia dos namorados, na maior parte das vezes, não se importa com tal e porque, então, você se importaria? Posso responder, você se importa porque é muito mais fácil esperar que todos se enquandrem em sua condição do que supor que o que você mais desejou durante toda sua vida: ter alguém acabou se tornando um preço caro demais e, de verdade, você inveja aquele que está sozinho e sem preocupações.
Bem, a assertiva acima é apenas uma pequena visão do todo, da realidade, nem todos estão com tanta inveja assim dos solteiros, mas todos sabem de verdade que optar compartilhar a vida com o outro é complicado mesmo. Porém, faz parte do amadurecimento dividir a vida com o outro, se entregar e é isso que se configura um verdadeiro dia dos namorados, um espaço onde duas pessoas querem de verdade curtir juntas, não onde essas mesmas duas pessoas se seguram uma na outra para suprimir a falta que sentem em seu coração de si mesmos. Curtir a si mesma, seu espaço, sua casa, suas coisas quando alguns curtem um relacionamento é saudável, com certeza, tudo, realmente, tem seu tempo.
Então o que eu penso do dia dos namorados? Maravilllhhhooosssoo!!! Tanto como o Natal, Ano-Novo, Carnaval, Páscoa, Dia das Mães, etc. Isso significa, se você tem amigos, família para comemorar o Natal e o Ano-Novo, amém! Se está a milhas de distância de todos, por diversas situações, porque se angustiar? Se existe um namorado para presentear com um ovão, lindo! Se não... A vida continua e muito bem! Seria lindo fazer um jantar de dia dos namorados no sábado? Claro, mas esse ano para mim não dá, primeiro porque não há namorado, depois porque tenho 4 provas para fazer, por isso, a minha preocupação não é o namorado, mas Matemática em Educação, EJA, Língua Portuguesa na Educação 2 e Teatro e Educação, o resto é fichinha...
Quando chamo algo de fichinha é porque quero esclarecer que os que não comemorarão o dia dos namorados é porque estarão comemorando diversas outras situações tão importantes ou mais importantes que. Então nada é obrigatório, ninguém é obrigado a seguir a multidão, e tem toda liberdade em se colocar em posição contrária ao caminho que todos vão.
A única coisa que é de verdade obrigatária para quem se gosta é ser feliz e isso significa escolher as próprias escolhas, decidir os próprios caminhos e não se abalar porque todos estão fazendo e eu sou o único ser miserável nesse mundo doido, que não. Isso, obviamente, é falacioso, dia dos namorados não tem fórmulas mágicas para felicidade, essa se encontra em você, quando você se encontra com você e se ama, se paquera e não admite que nada menor do que tudo o que você merece lhe tire o chão. Diante dessa convicção ganhou-se o amor, ele é meu, eu o conheço e posso mostrar a quem eu desejar!
Margareth Sales

domingo, 23 de maio de 2010

Quando é estupro

Primeiro, estupro é uma caracteristica bem feminina, passa para o universo masculino a partir do momento em que o homem é estuprado por outro homem. Então o estupro pressupõe um pênis. O conceito de estupro no Aurélio é:
“estupro [Do lat. stupru.] Substantivo masculino. 1.Crime que consiste em constranger indivíduo, de qualquer idade ou condição, a conjunção carnal, por meio de violência ou grave ameaça; coito forçado; violação.
Segundo o Aurélio, então, o estupro arraigado em características emocionais não é estupro, mas só quando é feito por violência ou grave ameaça. Mas eu, a justiça, os novos conceitos psicológicos sabemos que estupro é quando você constrange um indivíduo, por meio de poder, por meio do conhecimento que você tem do outro em não conseguir se defender. Ou a nossa sociedade não zoa o maluco quando está passando na rua quando sabe que aquele não possui mecanismos para se defender? Haja vista que, voltando a psicologia, não é porque alguém já amadureceu que aprendeu tudo a respeito da vida, há milhares de pessoas que não sabem se defender das injúrias, há milhares de pessoas que passam por cima de si mesmos para “ajudar” os outros. E um mínimo de conhecimento emocional faria você manipular esse outro de forma a conseguir o que deseja, passando por cima dos desejos dele.

Então constrager indivíduos é estupro, porque mesmo que se haja constrangido para a pessoa tirar de seu coração a suposta bondade, ele foi constrangido a fazer o que não desejava fazer. E não me venha com a premissa de que as pessoas só fazem o que desejam, porque o que mais ouvimos é: “você não pode fazer tudo o quer quer!”, isso pressupõe que um bom contigente de pessoas fazem o que não querem.

Homens: entendam que toda vez que você abaixa a cabeça da mulher para esta fazer sexo oral e o faz com pressão, contra o próprio fato de que ela está fazendo força em contrário para subir a cabeça, isso é violência e violação.

Imaginem, uma princesinha criada pela mãe que não aprendeu a falar alto, ter que se virar para gritar com você que não quer! Isso é muito forte para ela, geralmente ela não vai conseguir fazer porque não aprendeu a gritar e porque está mostrando, pela própria posição corporal fazendo pressão contra a pressão exercidada por você, não seria bem nítido que ela não quer? Há mais você tenta porque pode fazer com que ela queira?! Mas não é mais fácil não forçar a musculatura da cabeça dela e esperar que se ela quiser, ela tome essa atitude? Ah! Mas eu tenho que forçar para ela ver que gosta, porque eu sei que gosta, pensa o homem... HOMEM você não tem que forçar a mulher a nada, mesmo que você ouça de sua boca que ela gosta de um sexo selvagem não quer dizer que ela quer esse sexo selvagem com você!

Existem algumas diferenciações fundamentais entre um homem que te vê como uma pessoa e aquele que te vê apenas como objeto de cama. O homem que ao ser apresentado a suas amigas as comem com os olhos, decididamente, te vê como objeto sim, mesmo que as assertivas dele sejam em contrário. E outra questão que os homens desconhecem quando a mulher aceita sair com você ela quer te conhecer para ver se dá para construir um relacionamento sério e não porque quer dar! Preconceitos, do tipo, não tem mulher que só sai para dar? Nenhum preconceito, que cada um siga o que desejar, mas seria bom que esse homem não se enganasse, porque mesmo você dizendo com todas as letras que não quer, eles acham que você quer. Então uma das maneiras de minimizar a questão é deixar bem claro o intuito de tal relação, se para crescimento, crescimento! Se para farra, mútuo acordo das duas partes interessadas! Acordo é concordar se você diz que não quer, não quer, ah, mas você fez, fez e disse não quer é contado para a justiça, não importa se você está tendo crises de Piti ou não, se você disse não que o homem busque outra mulher, mas o que eu quero mais deixar claro nesses escritos é, disse não é não, DISSE, o corpo dela diz sim, dane-se, é não, respeite. Não quero, é não!

Alerta para as mulheres, desde os primórdios da civilização os homens são muito mais burrinhos que as mulheres, então entenda uma coisa: quando você não quiser um homem você deve dizê-lo em alto e bom tom, porque a única cabeça deles que pensa é a de baixo, e não se engane com os que parecem muito inteligentes, continuam burrinhos de primeira. Então, não está afim diga NÃO alto, poderá até ser gritando, é a maneira deles entenderem, pois do contrário, eles interpretam qualquer coisa dita como assertiva, muito fácil, né? Intui por situações não amarradas, ou frases soltas aquilo que eles querem, não o que é real. Então, as palavras precisam ser claras e nunca dar margem a subtentendidos, sabendo-se que o idiota ainda vai achar que pode e muitas vezes força, pega a sua mão, fala para você que não tem nenhum erro e colocar a mão no pênis dele... Allllooooo, o único erro é que você não quer, não porque você é a SENHORA repressora, claro que eles não entendem que você não quer, afinal de contas, eles são muito bons, ninguém nunca reclamou do sexo deles!

Diante do pressuposto acima é que fica mais difícil a relação homem-mulher, porque na realidade a mulher é cheia de subterfúgios de dizer sem dizer, os homens se prevalecem disso ou para colocar em nossa conta coisas que não dissemos ou a nos olhar com aquela cara: “quem é essa louca!?” Tanto uma como outra situação só nós deixam mais atreladas a relacionamentos inconstantes e imaturos, solução: procurar o homem maduro e esse independe da idade, haja vista há maduros de 22 anos e imaturos de 47 e vice-versa. É questão de tato feminino não se deixar levar e maturidade emocional pessoal em identificar o que se passa no coração do outro mesmo.

E cuidado com as perguntas! Elas são maldosas porque se você falar realmente o que pensa eles atribuem a você a personalidade que eles queirem encaixar e que personalidade seria essa: a puta! O que eles não entendem é que claro, toda mulher no fundo é uma puta, mas a maior parte das vezes é puta de um homem só e as mais maduras se recusam a dar logo de início porque não estão afim, é preciso conhecimento para tal, não por preconceitos. O que estou dizendo? Para lidar com um homem você precisa ser A neurótica, e isso é um saco, porque você não é, mas para ser respeitada você tem que ser muito clara e quando você é muita clara eles se ofendem... Eita! A raça também é muito complicadada... Para viver em sociedade é preciso então fechar as roupas, nunca marcar com alguém desconhecido, nunca dar da primeira vez, não falar termos chulos ou escrever no twitter tais, porque os homens olham e te julgam!

É isso que estou dizendo? NNNNNãããoooooo, você tem todo direito de ser a puta que quer, de querer ter vários orgasmos, amar ir para a cama, mas você tem todo o direito de dizer que não quer quando não quer e ser RESPEITADA por isso! Então, minha luta aqui é: não é não, baixinho ou gritado ao pé do ouvido, excitada ou não quando te passam a mão, não é não... não é não... não é não... não é não. Esse é o meu mantra para que os idiotas do sexo oposto entendem e para que não sugiram aquilo que não é real... e como se diz no twitter #prontofalei!
Margareth Sales

Foi feita uma pesquisa, com uma pequena amostragem, por uma fã do blog, cujo resultado se encontra no gráfico a seguir:



Sobre o Twitter

O Twitter é um novo mecanismos social participante das modernas mídias sociais, nele é preciso descrever o que você está fazendo, mas hoje, quando milhões aderem a essas novas mídias o twitter já tem uma nova roupagem: as pessoas postam mais o que estão pensando que na realidade é um desdobramento do fazer, pensar na realidade é fazer movimentos de dentro para futuramente fazê-lo para fora, a psicologia baseia-se nisso, nessas mudanças de crenças estruturais que por fim, acabam mudando sua relação com o mundo.
Assim, o twitter para mim é meio de expressão, como escritora gosto de me expressar, já percebi que há algumas “falhas” no twitter que não ocorrem em outras mídias sociais, por exemplo: sem querer a gente twitta onde moramos e coisas desse sentido que são por demais invasivas, é preciso cuidado em dobro, de qualquer forma, mesmo quem me segue sabendo onde eu moro, ainda assim, acredito ser muito difícil, realmente, alguém saber de verdade onde você está e o perigo de algumas atrocidade como tanto é exposto nos jornais sobre internet, mas arriscar é preciso, por uma vida com mais qualidade! Abaixo, as primeira twittadas que eu fiz no twitter, observe que formou-se um texto sobre a minha pessoa, quem lê então meus twitters, conhece uma parte de quem eu sou!
I learned something... I do care who care of me!!! It’s very important to me! Listing old musics that remarkable in my life. Pedida de sábado: Casa do Caramguejo, Charitas - Camarão à Monte Carlo! Sábado maravilhoso!!!! Walking for solving medical’s issues... Festinha de Fê, linda! Quinze aninhos... Sábado a gente arrasa mais!!! Vamos dançar muito!!! Preciso dormir cedo! Cinco e meia da manhã fazendo AD, preciso descansar hoje!
Pra meu pai: “Já nem me lembro quanto tempo faz! Mas não me esqueço que te amei demais, pois nem mesmo o tempo conseguiu fazer esquecer vc”. Pedida de sexta à noite: Roger Pizzaria... delícia de rodízio!!! Chegando agora do niver!!! Como é bom dançar muito!!! Fazendo AD1 de Gestão!
I set it up! That’s me in the spot light. Losing my religion. Fazendo AD1 de Educação Infantil. “Saudações a quem tem coragem, ao que estão aqui para qualquer viagem”! “O outro lado da moeda da proximidade virtual é a distância virtual” (Bauman) “Atrás das coisas há ‘algo inteiramente diferente”! - Foucault. Research for my new book! Queimando a mufa! Porque esse filme evening está convertendo pra DVD de ponta cabeça?!? uhhh... Melrose Place, volta! Fala sério? Não há mais criatividade? Volte então friends! Melhor, assista Capitalism: A Love Story do Michael Moore! Inspirada!!!
Fazendo espionagem comercial... ‘Sick’. A tarde: reunião de negócios! Final de semana agitado e tranquilo... rsrsrsrs. Semana de provas... Estudando muito! Neurônios pululam!!! rsrsrs. Tá! fala sério: porque quando tenho que meter a cara nos livros o bichinho da vontade de ver gente me ataca? Canto das massas, em frente a UERJ - SG: nem passe perto! A pior massa que já comi na vida!
Refletindo sobre algumas atitudes para colocá-las no meu novo livro! Mas não posso refletir muito, tenho que estudar!!! O enfoque do meu livro: power pussy, no caso o poder feminino na sexualidade, usando referências como Focault, Freud etc.
Fiz merda no recibo do cliente!!! Putz! Aprendendo mais do que nunca a ser organizacional! Cada vez mais envolvida com a universidade e ciências políticas! Meu trabalho está assumindo uma nova roupagem... Vamos ver para onde ele vai! I’m a research of live! “Mas se você achar que eu tô derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados, porque o tempo não pára!” “It’s a a world gone crazy keeps Woman in Chains”
Noite das meninas!!!! show!!!! Final de semana, entre provas e cinema: ‘a verdade nua e crua’ e ‘os normais’. Criando... Terça produtiva: criei, corrigi 5 relatórios e ainda lavei roupa! Finalmente, vendo CSI, depois de 2 temporadas out!
Again, solving medical issues! Stopped! SUS: depósito humano! É engraçado observar... Se não penso mais igual a eles, não faça parte deles, fui excluída! Dissidente! Precisando de tempo para mim! Quanto mais eu conheço a humanidade, mas gosto do meu cachorro! Ops: não tenho cachorro!!! kakakaka. Now, I’m prepared for leaving...
O processo criativo te leva a uma luta quase inglória contra os fantasmas que te perseguem! Sexta chuvosa: papo de buteco, longe do buteco! Ops... A formiguinha dando em cima do elefantão! Kakakaka. Eu sei! O sábado tava bom para fincar em casa. Mas quando pessoas desse gabarito se reunem... Repartição e musiquinha suave, fine!
Feriado: dividindo poltrona com amigo... Muito gostoso! Errante! A roda dentada do mundo está girando: então, o mutável entra em cena, para que o imutável se estabeleça! Tá vendo a hora? Estou criando... E nem sinal de sono... Só paixão, criação e poder para brincar com as palavras e idéias! Cinco horas de trabalho intensivo de criação... Às vezes o processo de criação exige demais de você... Estou exausta! Preciso dormir, essa vida de madruga me cansa! @paulo_hillix. rsrsrsrs... vai vendo!!!
Tô saindo... Por favor, não me chamem para voltar para o msn! Please, I need rest! Meus leitores de plantão... passo final de semana na casa de vocês, quero feedback no livro! Fugindo para dizer: com tudo que estão fazendo contra a natureza o RJ virou meio estação sempre! Só nos resta curtir?! Chegando... dancei muito!!!
Visão antropológica do final de semana: os adolescentes realmente acham que sabem, o pseudo-adultos fingem que sabem e os adultos observam.
Seguindo os 12 passos: admito que sou impotente perante o REFRIGERANTE que perdi o domínio sobre minha vida! Posso ficar só no passo 1? 24 horas sem REFRIGERANTE ou sóbrio?! Passo 2: Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade. Bem, ou a sanidade ou o REFRIGERANTE?! Passo 3: Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, isto é, Deus me faça gostar de sucos! putz! Hoje tá quente! Tomaram um copo de coca-cola na minha frente, gente sem misericórdia... Comprei suco de caju – argh! Passo 4: Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos - Confesso, esperava a madrugada para acabar com todo o Refri da casa! Is it hand it to you?
Novidades no amor: mais um do filão comédia romântica, como Hollywood gosta! Gostosinho de assistir, com Caterine Zeta-Jones! Sábado meio apertado, autonomia é assim! Mas depois que atender clientes pendentes, me esperem... A farra continua! Passo 5: Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas. Era REFRI no lugar da H2O.
Descobrindo mil maneiras de filtrar as ligações que fazem para o meu fixo... Obs: não tenho bina! “Alice” não me escreve e nem me ligue! Tirei o domingo para resolver as coisas da faculdade! Não sai, mas adiantei minha vida! Eu conheço quem segue a norma da cartilha e é vazio! Eu conheço quem burla a cartilha e tem substância! Uma semana sem refrigerante! \o/
Passo 6: Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. Tomar todo o REFRI... não me pertence +. Objeto de tortura feminino: SAPATOS!!!! Como já não bastasse o objeto de tortura, ainda estou contundida: meu pé está enorme!
Passo 7: Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições, algumas coisas acumuladas pelo REFRI... rsrsrs. Final de feriado: Boteco do Manolo! Amanhã começa tudo de novo!!!
Alguém realmente importante morreu, Claude Lévi-Strauss! Pelo menos viveu bastante, 100 anos. # LUTO. Passo 8: Fiz uma relação de todas as pessoas que tenho prejudicado (EU) e me dispus a reparar os danos a elas causados! Me aguarde!!!! A tentação não mora ao lado, mora dentro... da minha geladeira! xô! Tentação!!! Eita! Shi!!!!!
Papaloka Chopperia & Creperia: ótima comida, chopp de vinho delicioso, ambiente perfeito! Recomendo, me diverti pacas!!!! Again... research! “Esse mar me seduz, mas é só para me afogar!” Passo 9: Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível [...]: Ops: my mistake! é o REFRI!!!! O que se faz em um apagão???? Nem te conto!!!!! ;D Ressaca?!
Conclusão: sei q ainda estou com o pé contundido, mas preciso voltar urgentemente a fazer aula de dança... ontem estava mto durinha! Tô viciada naquele crepe de camarão... É todo final de semana agora, hahaha!!!
Estudando muuuuuuiiiiiiitttttttooooo... Final de Semestre!!! I not belong to you. You not belong to me. Freedom! Passo 9: [parte 2], salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem... sorry... I stolen REFRI of your lovely and I liked!
Final de semana: muita prova, 2012 e papo informal permeado a ovomaltine com amigos! “Abre o olho com ela meu rapaz. Ela é quase tudo que se diz...”
Passo 10: No inventário pessoal ainda e, quando errados, admitmos prontamente (Estou errada, final de ano não é para se entupir de REFRI)!
Amigas!!!! Não resisti... voltei hoje na Saraiva para comprar o livro. Eu realmente precisava ler algo leve e divertido!!!
Passo 11: Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus # verdade absoluta, antes dos 12 passos!
Título para peça de teatro: sou um bosta, mas tenho esposa! # pronto falei! kakaka. Esse meu lado feminista! Presentes? Agência 0405, conta corrente 1725507. rsrsrs... beijinhos procês!!! Chegando, da comemoração do meu niver! Me acccaaabbbeeeiii na pista!!!! E as comemorações continuam... O bolo e a torta salgada só chegaram hoje, atrasados?!
Recaída!!!! Aniversário o final de semana todo dá nisso!!! Passo 11, parte 2: rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós... # Ou que no Natal me segure, pois REFRI faz mal!!!! Passo 11, parte 3: “e forças para realizar essa vontade”. # Preciso de forças para não me entupir de REFRI nas festas! MUITA FORÇA!!!
Formatando o PC... Em dúvidas se devo mexer no note também, colocar o XP? Os técnicos dizem que sim! Eu sou técnica, mas eu gosto do Vista!
Passo 12: Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a esses Passos, procuramos transmitir essa mensagem: REFRI engorda, vicia! Vocês não imaginam o que eu fiz ontem, nem conto!!!! rsrsrs Última parte do passo 12: praticar esses princípios em todas as nossas atividades # Manterei todos informados, mas até aqui \o/, xô REFRI.
Margareth Sales
Sobre o dia das mães
Esse texto demorou para ser feito, e foi realizado especialmente pelo pedido de uma seguidora do blog, desculpe não tê-lo feito antes, muitas provas na faculdade e muito trabalho para além do trabalho de escritor. Porém o texto demorou, mas veio!

Para quem me conhece seria difícil imaginar eu escrevendo um texto pelo dia das mães, pois pareço por demais desapegada da família, mas a realidade é que não sou. Sou independente, uma pessoa moderna até para a contemporaneidade, ainda hoje, penso além da minha própria época, e olha que estamos terminando a primeira década do novo milênio.

Então, para falar sobre mãe resolvi colocá-la dentro da relação família e falar sobre um enfoque familiar a relação com minha mãe. A primeira coisa a se pontuar é que somos duas mulheres muito obstinadas, muitas vezes teimosas mesmo e isso nos caracteriza, quando ela quer algo, nada a impede eu tenho a mesma postura, nada me detêm. Em função disso, somos duas briguentas, sempre em pé de guerra, mas essa mesma mãe que sempre se opôs a mim foi a que me ensinou a ser mulher e haja vista, foi muito bem ensinado!

Uma das primeiras coisas que lembro de ter aprendido com ela foi: “o desprezo é a arma que fere!”. Assim aprendi a ser uma mulher determinada em relação a todos os que me provocam e isso está muito ligado a relação mulher-homem, com uma postura feminina de supremacia pessoal, sou quem sou e gosto do valor atribuído a minha pessoa, como valorizo o ser humano de um modo em geral.

Lembro de um episódio muito interessante, claro que na realidade esse é um de vários, mas esse ficou bem marcado porque como dito anteriormente minha mãe me ensinou muito bem a me defender quando as pessoas passavam dos limites e não havia como um diálogo franco pudesse restabelecer a relação. Uma outra observação antes de prosseguir com a história, o diálogo franco eu aprendi sozinha, minha mãe veio da geração onde diálogo franco era motivo para uma boa surra, ou por meio da ditadura o exílio político e, com certeza, em sua cabeça associa-se diálogo franco a perda total de autonomia.

Voltando ao episódio... bem, nunca em meus 39 anos de idade namorei alguém ciumento, odeio! Mas aos 18 esbarrei, escorreguei, por assim dizer, nessa situação... Recém entrada no meio evangélico namorei um “irmãozinho” que era bem quisto em todos os restaurantes gospel e espaços assim, mas que sufocou-me enormemente, logo no primeiro dia já queria me apresentar a toda família e me apresentou mesmo, depois pirou de ciúmes, do tipo: “para quem você está olhando?”, “porque você vai conversar com o pastor?” Não lembro bem, mas acho que não durou dois dias, talvez no máximo uma semana! Mas quando começou essas gracinhas e como fiquei com um pavor tremendo desse cara planejei levá-lo direto para minha mãe e contar o que estava ocorrendo, planejei e fiz! Ali mesmo minha mãe proibiu o namoro e eu com cara de cínica: “Shii! Ela proibiu, não vai rolar, tchau e benção!” Claro que não foram essas palavras em 1988 e, obviamente, como toda boa adolescente que se preze se fosse alguém que me interessasse, com certeza, ia ter fight com minha mãe, porém é para isso que servem as mães, nos tirar do rolo e eu agradeço a Deus por ela ter me livrado daquela fria enorme que não sabia como sair. Uma lição ficou: homens não brinquem comigo pois se o fizerem apresento o leão que minha mãe é! rsrsrs.

Mais adiante ela me ensinou algo que nunca poderei esquecer e que me ajudou muito: guardar as coisas sempre no mesmo lugar. Lembro de como perdia pente, chaves etc. A partir da informação dela não tenho que ficar preocupada nem doida atrás de objetos perdidos, pois cada um tem seu lugar e é fácil achá-lo, até mesmo para dar a localização a um amigo que me pede emprestado e não estando em casa, passo-lhe as coordenadas de como pegar o objeto.

Porém, além de ensinar coisas importantes ou coisas simples e práticas, ela, minha mãe, ensinou-me algo fundamental: amor pela família e o quanto defender com garras cada um daqueles que compõem meu vínculo familiar. Essa aprendizagem fez com que, da família se desdobrasse para o amor e companheirismo com os amigos, não falem mal dos meus amigos porque os amo e os defendo sempre. Claro que isso não significa que vá, como dizia meu pai, membro da minha família, colocar “capa” nas pessoas, se alguém, tanto famílias como amigos tiverem defeito não os encubro mas quero deixar ciência de que os amo e os amarei apesar de.

Amo a minha família o sangue dela pulsa em mim, não defendo uns e detrimentos dos outros... Amo a todos de igual modo, diferenciando defeitos e qualidades, por isso, não se coloque entre quem amo porque os defenderei como leoa, minha família é parte do que eu sou e posso dizer que foram eles que construiram meu caráter, durante minha primeira infância.

Minha mãe ensinou-me a tratar primos como irmãos e com esses irmãos-primos passei várias férias na infância e posso dizer, se um dia já escrevi estórias infantis foi baseada em minhas férias que eu as escrevi.

A família da minha mãe que é a extensão da nossa família nuclear foi, também, a que me deu respaldos para atuar de forma competente no mundo. Eles são meu referencial de honestidade, amor e companheirismo, vivi e vivo mais realizada porque os tenho como suporte, distantes ou não, “problemáticos” ou “normais” são e sempre serão porto seguro nos momentos de crise, quantas vezes terminei um namoro e me refugiei na casa de minha tia!

Isso me leva a uma reflexão importante... como pode alguém gostar da gente e dizer que não quer agrada em nada alguém que seja sangue do nosso sangue. Essa pressuposição é meio excludente, porque pressupõe que essa mesma pessoa também não se importe tanto com você quanto você acha, haja vista que se ela se importasse não se colocaria nunca entre você e seus familiares.

Com isso aprendi desde cedo que eu posso quebrar o pau com a minha família, mas você que está ai de fora não... Não permito que mexam com ela, me entender é uma coisa, estar ao meu lado é outra, mas ir lá e afrontar qualquer membro da minha família em meu nome, nunca, não permito!

E essa defesa dos que eu amo foi gerada na convivência com minha mãe, aquela que defende qualquer componente da minha família cegamente, não é o meu caso. Nunca defendo ninguém cegamente, sim, falo, tal pessoa está errada, mas isso nunca deu o direito do outro ir pessoalmente para resolver a “parada”, deixe que eu me encarrego de fazer isso e sei como fazê-lo, mesmo que isso demande tempo, mas sempre faço a alteridade entender o que necessita ser entendido.

Então, apesar do texto parecer se perder entre as reflexões pontuados, na realidade não se perdeu não! Para fechar o texto e o raciocínio, o dia das mães é então aquele dia especial em que você, apesar de todas as disposições em contrário, vê que você é GENTE porque sua família te fez gente e, principalmente, sua mãe atuou diretamente, nesses últimos anos para que isso viesse a se tornar realidade.

A publicidade que tem como o seu grande veículo de consumo, o dia das mães, repete sempre o velho chavão de que ser mãe é padecer no paraíso. Na realidade, ser mãe de verdade é ter eu como filha, desde de criança questionadora, tipo: porque? porque? que coisinha mais irritante, é ter uma filha que briga com o pai para defender a mãe e que depois, no final das contas, ainda estou errada que não tinha nada que botar o bedelho onde não fui chamada. Ser mãe é ter uma filha como eu, com todas as qualidades e defeitos, porque sem mim, com certeza, ela não seria mãe, posso dizer o mesmo do meu irmão, então ser mãe é ter eu e meu irmão como filhos.

Porque realmente não posso supor o que é ser mãe no papel de mãe, não sou mãe e nunca fui, mas posso dizer o que é ser mãe no papel de filha. E é nesse papel, o de filha, que me coloco para falar sobre as mães e essa maravilhosa experiência que é ter um montão de pentelhinhos para apurrinhar o resto de suas vidas, mas se perguntar para ela se somos de verdade pentelhos... Cuidado! Vai achar um inimigo fortíssimo... nossa mãe, porque ela nunca irá admitir que somos tão sem sensos assim e ficará, sem dúvida, contra você!
Margareth Sales
Sobre escrever

Porque tantos de nós sentimentos dificuldade ao escrever? Como futura educadora posso afirmar antes de tudo que a dificuldade em escrever se encontra arraigada, na dificuldade em lê porque quem lê necessariamente sabe escrever. Porém não estou falando de leitura de símbolos gráficos, mas de letramento, ou seja, aquele que consegue compreender textos, desenhos, pinturas, uma série de TV, o mundo a sua volta, não apenas decodifica símbolos.
Viemos de uma educação tradicionalista, onde fomos alfabetizados, quer dizer, conhecemos o código escrito, mas não letrados e são esses que lêem, como citado anteriormente, e quem lê escreve.
Assim, a primeira regra para uma boa escrita é uma boa leitura e essa pressupõe uma boa leitura de mundo, como sempre citou nosso grande educador, Paulo Freire. A segundo regra para perder-se o medo do papel em branco é aprender a comunicar-se, isso faz realmente muita diferença.
Aprender a comunicar-se é um dos grandes pré-requisitos para aprender a escrever. Umas das grandes dificuldades de todas as épocas era e sempre foi a comunicação. Comunicar-se é imprescidível, mas não é um comportamento fácil de se adquirir, haja vista que vivemos numa sociedade ideologicamente opressora. E todo opressor que se preza tem por principal características calar as vozes, então, cuidado com isso, cuidado com o fato de que sistematicamente calado, você não se transforme em um “calador” compulsivo, uma pessoa que use frases como: “quem fala muito, dá bom dia a cavalo!” essa frase pressupõe uma pessoa fofoqueira e não uma crítica construtiva da realidade, o que quero dizer é que tal ditado popular não pode ser encaixado por ai, aleatoriamente, supondo-se que cada pessoa que possui uma relação de síntese pessoal com sua realidade e SAIBA dizer ela, seja necessariamente uma pessoa que fala demais, sem saber o que está dizendo.
Para comunicar-se é preciso uma critica construtiva da própria realidade e coragem para equilibrar aquilo que precisa ser dito e o que não é importante ou provocaria só estresse. Então um segundo requisito fundamental para uma boa escrita é ser um bom emissor de mensagens.
Haja vista que um bom emissor de mensagens é uma pessoa com um forte argumento pessoal a respeito de tudo o que acontece a sua volta. Esse forte argumento pessoal, pode ser chamado também de capacidade de síntese, argumento é então, um raciocínio do autor onde ele deseja provar uma hipótese e isso significa que todo argumento é válido, a partir do momento que se prove através de indícios ou de vestígios que o seu raciocínio é coerente. O que seria então capacidade de síntase? É a capacidade para observar, antropologicamente, a vida e fazer um resumo pessoal daquilo que se vê, de forma a conferir sentido ao que é visto. Quando, então, compreendo bem a realidade que me cerca consigo lê-la e consigo colocar no papel aquilo que foi lido, mas “eu” compreendo... para que o outro me compreenda é preciso acesso ao domínio do código escrito, quer dizer que se não escrevo adotando o mesmo sistema de signos que o outro possui, posso ter uma comunicação truncada por ruídos, esses que se constituem como falhas de linguagem.
Para se construir um texto é necessário definir o que se pretende com esse texto, isso seria o argumento do texto. Pode-se fazer um texto informativo ou um texto de opinião, sabendo-se que um sempre contém o outro, mas o que diferencia um do outro é, somente, a força que o texto trás: opinião ou informação. Assim, lendo o meu blog você caro leitor e futuro escritor irá perceber que trata-se sempre em textos de opiniões e baseados em fortes argumentos opinitivos, sem querer passar uma postura cientificista, mas uma postura de aconselhamento pessoal, de sente-se ao meu lado e vamos conversar sobre o assunto.
Escrever é muito gostoso e quem ainda não experimentou isso deveria fazê-lo, alguém disse que a pessoa para ser completa precisaria ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Eu digo que escrever um livro é realmente fascinante. Quando dizem que um autor “brinca” com as palavras é porque, na realidade, ele monta e desmonta um texto, atribuindo significados outros na relação gramatical que a palavra não possuía, conferindo um significado pessoal em cima de uma realidade dada e fornecendo novas informações para o mundo que nos cerca, tornando-o mais criativo e mais significativo.
O texto de opinião é exatamente isso, um desnundamento do autor, uma forma de se fazer conhecido, suas aspirações, seus anseios. Já o texto de informação, traz claro a diferenciação, ou seja, o autor não se mistura não se funde ao texto, apenas informa e não há como conhecer-lhe porque o texto não o revela. Dessa forma, quando o leitor lê o autor, convencendo-se ou não do argumento levantado pelo escritor, aconteceu o que esse queria, ou seja, provocar o leitor a uma reflexão crítica, tanto faz rechaçando o texto lido ou enaltecendo-o.
Conferir novos significados a vida tira-nos do senso comum, dá-nos novo alento, mais vivacida e alegria de vida. Para isso existem os livros e esses estão ai há tantos anos, exatamente, para ajudar em nossa relação existencial com o mundo de forma a sair da mesmice e trabalhar com várias ressignificações, ateando fogo e paixão a existência.
Isso porque ler e escrever possuem intencionalidade, ou seja, não escrevo apenas como forma de mostrar que tenho domínio sobre o código escrito, mas escrevo e falo como forma de comunicação. Por último, quando se aprende a dizer aquilo que se leu na vida, no jornal impresso, no jornal televisivo ou mesmo nas novelas, se cria um canal onde a escrita acontece. Se eu sei falar eu vou sempre saber escrever, não resta dúvidas, mas se eu só falo aquilo que eu repito do que o outro me disse, tenho uma educação tradicionalista onde, também, eu só sei escrever o que está decorado ou copiado do outro. Para adquirir conhecimento, eu preciso ter minha própria visão de mundo, a conexão entre aquilo que eu vejo e o que eu reflito do que eu vejo, dessa forma, escreverei a minha fala e saberei escrever porque é minha e porque já foi falada por mim.
A escrita vai além do escritor, ela impera, ela pede, ela demanda, não como fugir de determinados textos, eles vêm, mais cedo ou mais tarde, eles vêm... Então, agora vai meu conselho para você que deseja escrever, escrever é uma arte e como toda a arte, não há parâmetros, nem limites e a aprendizagem se faz na própria prática. Escrever dando vazão a reflexões pessoais próprias, condizentes com a percepção crítica de outros, ou não, é arte! Arte é provocação também, provocação no sentido de angustiar o expectador, leitor a tomar uma posição crítica e reflexiva diante do exposto.

Margareth Sales

sábado, 3 de abril de 2010

Sobre a Páscoa

Hoje, como em tempos passados a guerra se faz através da religião, mas religião é só uma manifestação humana de fé. Há várias manifestações de religiões, dizer que uma é certa é muita presunção do genêro humano, porque exclui a diversidade.
Eu, da mesma forma que o REM (o grupo musical) diz: Losing my religion, eu perdi minha religião, por uma série de questões filosóficos e de cunho pessoal, mas não perdi o meu Cristo, acredito hoje mais do que nunca que Jesus Cristo é Senhor e Salvador da minha vida e declaro isso para todos. Não sei o que eu seria sem ele, sei que não estou aqui para julgar religião, crença, fé de ninguém, não é o meu papel mas acredito, EU acredito em um só Deus, dividido em três, acredito na trindade, acredito no Pai, no Filho e no Espírito Santo e acredito que não sou nada sem Eles. E acredito que Jesus é Deus.
Não acredito no capitalismo e na religião capitalista, que sabemos que há muito se tornou uma religião, é das que mais tem poder de manipulação e que ganha de qualquer outra.
Mas porque falo isso, porque sabemos, Páscoa não é chocolate, ainda que seja chocólatra, mas se eu não ganhar um bombom sequer eu não terei uma Páscoa? Provavelmente, não vou ganhar bombom nenhum, não tenho namorado a muitos anos, e esses mimos vem de relacionamentos que a maior parte tem e se alegra de ganhar um Alpino, um Galack, etc. bem grandão!
Páscoa para mim não é chocolate, Pascóa é aquele momento que dividiu o calendário. O momento que os homens pediram Barrabás, na sexta ao invés de Jesus, até hoje, pedimos Barrabás, como simbolo do capitalismo, como símbolo de que a política vai mudar alguma coisa. Jesus não era Barrabás, Jesus era mais que Barrabás, Jesus fez a revolução interior, ele desplugou a humanidade da matrix, e a matrix para mim é o capitalismo, Bauman pontua em seu Amor Líquido que há pessoas que conseguem viver acima do capitalismo. Impossível? Para Bauman que não sei se conhece a Deus ou não, não é! Para mim que sou devota daquele que abriu o mar vermelho, que criou Adão e Eva (sim, eu acredito nessas histórias de “carochinha”), para mim eu sou modormo de tudo que eu tenho, nada me pertence, tudo Jesus me deu e tem dado.
Amo a Jesus mais do que tudo, mas do que a mim mesma, mais do que a minha própria vida, não sei viver sem Ele. Creio nas aspersão do sangue nas portas para que os primogênitos não fossem tocados, creio no sangue de Cristo que purifica de todo o pecado! E o pecado é o nosso desvio da vontade de Deus; “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” - Provérbios 14: 12.
Creio tudo isso porque vim de uma dor intensa de uma infância pervesa, se Freud tem razão em usarmos a religião como fuga utópica de nossa próprias misérias, ele que continue com a razão, não vou deixar de acreditar na ciência dele porque não bate com minha fé e minha fé diz que uma pessoa como Freud foi recebido nos braços de Deus, minha fé diz que uma pessoa como Renato Russo que buscava em Deus para suas misérias está ao lado de Deus, acredito que Deus salva muito mais que a gente pode imaginar, e não vou dizer quem Deus vai salvar ou não! Sei da minha salvação, sei que Jesus volta e eu gemo e tenho dores de parto (como a Bíblia diz até que isso venha a acontecer, preciso ver Jesus, Deus Pai e o Espírito Santo face a face e não tenho dúvidas que o farei.
Na minha primeira infância eu fiquei de “mal com Deus” e eu sei o quanto fui miserável por isso, cheguei na igreja evangélica em 1988, tinha 18 anos uma vida angustiante, mas Jesus foi me curando e foi me mostrando dentro da Bíblia a minha própria vida, ele disse para mim:
“A tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus, teu pai era amorreu, e a tua mãe hetéia”. - Ezequiel 16:3.
Sou descentende de Árabe, minha raiz veio da Terra dos conflitos religiosos... E Jesus continuou dizendo para mim:
“Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água, para tua purificação, nem tampouco foste esfregada com sal, nem envolta em faixas”. _Ezzequiel 16:4.
Eu nasci com o cordão umbilical envolto no pescoço e meu pai pediu pela minha mãe, ele decidiu a minha morte, ninguém olhou para mim. Continuando:
“Não se compadeceu de ti olho algum, para te fazer algumas destas coisas, compadecido de ti; antes foste lançada em pleno campo, pelo nojo de ti; no dia em que tu nasceste”. - Ezequiel 16:5. Minha infância eu passei sozinha, meu pai era o ser mais alcóolatra que conheci na vida, ele era totalmente ausente, quando ele morreu não lembrava de onde ele ficava aqui dentro da minha casa, porque ele não estava aqui, mesmo que estivesse, ele não estava. Minha mãe me esnobava nos momentos de maior solidão: “deixa eu ver a novela”, não lembro nunca de brincar com ela, não lembro nunca de eu ser criança perto dela, só lembro de tentar defendê-la das ofensas alcóolicas do meu pai, minha revolta era enorme com o destrato que ele fazia com ela, ele transmitia a ela uma visão de nada, de incompetência, nem comida ela sabia fazer e eu a defendia, passei os 32 anos que vivi com meu pai defendendo ela dele! Isso é função de uma criança?
Em 1988, quando eu estava totalmente “de mal” com Deus, e onde só havia dor em minha vida, Deus me trouxe para os braços dele:
“Passando eu por ti, vi-te banhada no teu sangue, e te disse: Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, disse-te: Ainda que estás no teu sangue, vive.” - Ezequiel 16:6.
E desse dia em diante, eu senti, pela primeira vez AMOR, não sabia o que era, Ele modificou minha vida, Ele disse que me chamou para um propósito por meio da igreja... Não acredito no que a igreja diz, e entendi de Deus, que ele me chamou desde o início para ser escritora, então, apesar da oposição (demoníaca, humana?), não fiz um blog para que pudesse ganhar um mundo e perder a Cristo, não perdi a Cristo...
Sei que Ele se encontra comigo, sei que quando o caos se instala eu ouço o grupo Logos o grupo mais deprimente evangélico, qualquer um de fora da visão de Deus que o ouve sente depressão, eu sinto paz, eu me sinto na posição...
Estou no exercícito de Deus, não tenho medo de repreender endemoniados no nome de Jesus, não tenho medo que os demônios me acusem de estar fora da igreja ou pensar indendente de Deus, realmente, penso por mim mesmo e isso é heresia para o meio evangélico, do qual não faça mais parte, sou protestante e discípula do que Lutero descobriu.
Não sou evangélica da política corrompida de São Gonçalo que para você ter acesso, precisa dar a paz do Senhor e balançar a cabeça dizendo que concorda com tudos que eles pregam e o que eles pregam: evangelho da prosperidade! A prosperidade virá para uns com batalha suor, e às vezes, com a misericórdia de Deus, mas não virá para todos, vai ter muito gente nos morros, no submundo da comida que vai pregar o evangelho de Jesus, ainda vai existir muitos missionários morrendo na janela 10x40, a região da ásia menos evangelizada e gente de Deus de verdade. Podem zoar com a igreja evangélica, eu mesmo zoo, porque há muitos falsos lobos vestidos em pele de cordeiro, e Deus só fará a separação no fina! Mas ainda a gente lá fiel e temente a Deus e gente que vai continuar pregando e salvar os que poderão ser salvos. Jesus é o Senhor e todo joelho se dobrará diante dele, não tenho dúvidas!
Estou sempre correndo para os braços de Deus, nos momentos de maior sufoco, nos momentos de maior dor, e prefiro Ele do que os meus maiores sonhos, se Jesus voltar hoje, com certeza, largo qualquer vontade de ser uma escritora famosa, não me importarei se não tiver me casado. Porque Deus é o que me satisfaz, e quando Ele não me satisfaz é que a poeira do mundo é tão grande que preciso deixar que Ele lave os meus pés para que eu entre em contato com Ele.
Tenho problemas com Deus, só Deus o sabe, perco a fé, brigo com ele como Jacob, abri o meu joelho por causa de uma luta severa com ele, mas ele sabe que sou humana e já aprendi muito de fé, mas ainda não consegui entrar nas águas de Ezequiel e deixar que ele flua por mim... Estou buscando Deus de uma forma bem pessoal, como Lutero ensinou, sem intervenção dos sacerdotes. Deus é Deus, ele diz que se não houver quem pregue as pedras clamarão. E eu acredito na Palavra de Deus Viva, não na palavra de homens limitados!

Margareth Sales