domingo, 23 de maio de 2010

Quando é estupro

Primeiro, estupro é uma caracteristica bem feminina, passa para o universo masculino a partir do momento em que o homem é estuprado por outro homem. Então o estupro pressupõe um pênis. O conceito de estupro no Aurélio é:
“estupro [Do lat. stupru.] Substantivo masculino. 1.Crime que consiste em constranger indivíduo, de qualquer idade ou condição, a conjunção carnal, por meio de violência ou grave ameaça; coito forçado; violação.
Segundo o Aurélio, então, o estupro arraigado em características emocionais não é estupro, mas só quando é feito por violência ou grave ameaça. Mas eu, a justiça, os novos conceitos psicológicos sabemos que estupro é quando você constrange um indivíduo, por meio de poder, por meio do conhecimento que você tem do outro em não conseguir se defender. Ou a nossa sociedade não zoa o maluco quando está passando na rua quando sabe que aquele não possui mecanismos para se defender? Haja vista que, voltando a psicologia, não é porque alguém já amadureceu que aprendeu tudo a respeito da vida, há milhares de pessoas que não sabem se defender das injúrias, há milhares de pessoas que passam por cima de si mesmos para “ajudar” os outros. E um mínimo de conhecimento emocional faria você manipular esse outro de forma a conseguir o que deseja, passando por cima dos desejos dele.

Então constrager indivíduos é estupro, porque mesmo que se haja constrangido para a pessoa tirar de seu coração a suposta bondade, ele foi constrangido a fazer o que não desejava fazer. E não me venha com a premissa de que as pessoas só fazem o que desejam, porque o que mais ouvimos é: “você não pode fazer tudo o quer quer!”, isso pressupõe que um bom contigente de pessoas fazem o que não querem.

Homens: entendam que toda vez que você abaixa a cabeça da mulher para esta fazer sexo oral e o faz com pressão, contra o próprio fato de que ela está fazendo força em contrário para subir a cabeça, isso é violência e violação.

Imaginem, uma princesinha criada pela mãe que não aprendeu a falar alto, ter que se virar para gritar com você que não quer! Isso é muito forte para ela, geralmente ela não vai conseguir fazer porque não aprendeu a gritar e porque está mostrando, pela própria posição corporal fazendo pressão contra a pressão exercidada por você, não seria bem nítido que ela não quer? Há mais você tenta porque pode fazer com que ela queira?! Mas não é mais fácil não forçar a musculatura da cabeça dela e esperar que se ela quiser, ela tome essa atitude? Ah! Mas eu tenho que forçar para ela ver que gosta, porque eu sei que gosta, pensa o homem... HOMEM você não tem que forçar a mulher a nada, mesmo que você ouça de sua boca que ela gosta de um sexo selvagem não quer dizer que ela quer esse sexo selvagem com você!

Existem algumas diferenciações fundamentais entre um homem que te vê como uma pessoa e aquele que te vê apenas como objeto de cama. O homem que ao ser apresentado a suas amigas as comem com os olhos, decididamente, te vê como objeto sim, mesmo que as assertivas dele sejam em contrário. E outra questão que os homens desconhecem quando a mulher aceita sair com você ela quer te conhecer para ver se dá para construir um relacionamento sério e não porque quer dar! Preconceitos, do tipo, não tem mulher que só sai para dar? Nenhum preconceito, que cada um siga o que desejar, mas seria bom que esse homem não se enganasse, porque mesmo você dizendo com todas as letras que não quer, eles acham que você quer. Então uma das maneiras de minimizar a questão é deixar bem claro o intuito de tal relação, se para crescimento, crescimento! Se para farra, mútuo acordo das duas partes interessadas! Acordo é concordar se você diz que não quer, não quer, ah, mas você fez, fez e disse não quer é contado para a justiça, não importa se você está tendo crises de Piti ou não, se você disse não que o homem busque outra mulher, mas o que eu quero mais deixar claro nesses escritos é, disse não é não, DISSE, o corpo dela diz sim, dane-se, é não, respeite. Não quero, é não!

Alerta para as mulheres, desde os primórdios da civilização os homens são muito mais burrinhos que as mulheres, então entenda uma coisa: quando você não quiser um homem você deve dizê-lo em alto e bom tom, porque a única cabeça deles que pensa é a de baixo, e não se engane com os que parecem muito inteligentes, continuam burrinhos de primeira. Então, não está afim diga NÃO alto, poderá até ser gritando, é a maneira deles entenderem, pois do contrário, eles interpretam qualquer coisa dita como assertiva, muito fácil, né? Intui por situações não amarradas, ou frases soltas aquilo que eles querem, não o que é real. Então, as palavras precisam ser claras e nunca dar margem a subtentendidos, sabendo-se que o idiota ainda vai achar que pode e muitas vezes força, pega a sua mão, fala para você que não tem nenhum erro e colocar a mão no pênis dele... Allllooooo, o único erro é que você não quer, não porque você é a SENHORA repressora, claro que eles não entendem que você não quer, afinal de contas, eles são muito bons, ninguém nunca reclamou do sexo deles!

Diante do pressuposto acima é que fica mais difícil a relação homem-mulher, porque na realidade a mulher é cheia de subterfúgios de dizer sem dizer, os homens se prevalecem disso ou para colocar em nossa conta coisas que não dissemos ou a nos olhar com aquela cara: “quem é essa louca!?” Tanto uma como outra situação só nós deixam mais atreladas a relacionamentos inconstantes e imaturos, solução: procurar o homem maduro e esse independe da idade, haja vista há maduros de 22 anos e imaturos de 47 e vice-versa. É questão de tato feminino não se deixar levar e maturidade emocional pessoal em identificar o que se passa no coração do outro mesmo.

E cuidado com as perguntas! Elas são maldosas porque se você falar realmente o que pensa eles atribuem a você a personalidade que eles queirem encaixar e que personalidade seria essa: a puta! O que eles não entendem é que claro, toda mulher no fundo é uma puta, mas a maior parte das vezes é puta de um homem só e as mais maduras se recusam a dar logo de início porque não estão afim, é preciso conhecimento para tal, não por preconceitos. O que estou dizendo? Para lidar com um homem você precisa ser A neurótica, e isso é um saco, porque você não é, mas para ser respeitada você tem que ser muito clara e quando você é muita clara eles se ofendem... Eita! A raça também é muito complicadada... Para viver em sociedade é preciso então fechar as roupas, nunca marcar com alguém desconhecido, nunca dar da primeira vez, não falar termos chulos ou escrever no twitter tais, porque os homens olham e te julgam!

É isso que estou dizendo? NNNNNãããoooooo, você tem todo direito de ser a puta que quer, de querer ter vários orgasmos, amar ir para a cama, mas você tem todo o direito de dizer que não quer quando não quer e ser RESPEITADA por isso! Então, minha luta aqui é: não é não, baixinho ou gritado ao pé do ouvido, excitada ou não quando te passam a mão, não é não... não é não... não é não... não é não. Esse é o meu mantra para que os idiotas do sexo oposto entendem e para que não sugiram aquilo que não é real... e como se diz no twitter #prontofalei!
Margareth Sales

Foi feita uma pesquisa, com uma pequena amostragem, por uma fã do blog, cujo resultado se encontra no gráfico a seguir:



Sobre o Twitter

O Twitter é um novo mecanismos social participante das modernas mídias sociais, nele é preciso descrever o que você está fazendo, mas hoje, quando milhões aderem a essas novas mídias o twitter já tem uma nova roupagem: as pessoas postam mais o que estão pensando que na realidade é um desdobramento do fazer, pensar na realidade é fazer movimentos de dentro para futuramente fazê-lo para fora, a psicologia baseia-se nisso, nessas mudanças de crenças estruturais que por fim, acabam mudando sua relação com o mundo.
Assim, o twitter para mim é meio de expressão, como escritora gosto de me expressar, já percebi que há algumas “falhas” no twitter que não ocorrem em outras mídias sociais, por exemplo: sem querer a gente twitta onde moramos e coisas desse sentido que são por demais invasivas, é preciso cuidado em dobro, de qualquer forma, mesmo quem me segue sabendo onde eu moro, ainda assim, acredito ser muito difícil, realmente, alguém saber de verdade onde você está e o perigo de algumas atrocidade como tanto é exposto nos jornais sobre internet, mas arriscar é preciso, por uma vida com mais qualidade! Abaixo, as primeira twittadas que eu fiz no twitter, observe que formou-se um texto sobre a minha pessoa, quem lê então meus twitters, conhece uma parte de quem eu sou!
I learned something... I do care who care of me!!! It’s very important to me! Listing old musics that remarkable in my life. Pedida de sábado: Casa do Caramguejo, Charitas - Camarão à Monte Carlo! Sábado maravilhoso!!!! Walking for solving medical’s issues... Festinha de Fê, linda! Quinze aninhos... Sábado a gente arrasa mais!!! Vamos dançar muito!!! Preciso dormir cedo! Cinco e meia da manhã fazendo AD, preciso descansar hoje!
Pra meu pai: “Já nem me lembro quanto tempo faz! Mas não me esqueço que te amei demais, pois nem mesmo o tempo conseguiu fazer esquecer vc”. Pedida de sexta à noite: Roger Pizzaria... delícia de rodízio!!! Chegando agora do niver!!! Como é bom dançar muito!!! Fazendo AD1 de Gestão!
I set it up! That’s me in the spot light. Losing my religion. Fazendo AD1 de Educação Infantil. “Saudações a quem tem coragem, ao que estão aqui para qualquer viagem”! “O outro lado da moeda da proximidade virtual é a distância virtual” (Bauman) “Atrás das coisas há ‘algo inteiramente diferente”! - Foucault. Research for my new book! Queimando a mufa! Porque esse filme evening está convertendo pra DVD de ponta cabeça?!? uhhh... Melrose Place, volta! Fala sério? Não há mais criatividade? Volte então friends! Melhor, assista Capitalism: A Love Story do Michael Moore! Inspirada!!!
Fazendo espionagem comercial... ‘Sick’. A tarde: reunião de negócios! Final de semana agitado e tranquilo... rsrsrsrs. Semana de provas... Estudando muito! Neurônios pululam!!! rsrsrs. Tá! fala sério: porque quando tenho que meter a cara nos livros o bichinho da vontade de ver gente me ataca? Canto das massas, em frente a UERJ - SG: nem passe perto! A pior massa que já comi na vida!
Refletindo sobre algumas atitudes para colocá-las no meu novo livro! Mas não posso refletir muito, tenho que estudar!!! O enfoque do meu livro: power pussy, no caso o poder feminino na sexualidade, usando referências como Focault, Freud etc.
Fiz merda no recibo do cliente!!! Putz! Aprendendo mais do que nunca a ser organizacional! Cada vez mais envolvida com a universidade e ciências políticas! Meu trabalho está assumindo uma nova roupagem... Vamos ver para onde ele vai! I’m a research of live! “Mas se você achar que eu tô derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados, porque o tempo não pára!” “It’s a a world gone crazy keeps Woman in Chains”
Noite das meninas!!!! show!!!! Final de semana, entre provas e cinema: ‘a verdade nua e crua’ e ‘os normais’. Criando... Terça produtiva: criei, corrigi 5 relatórios e ainda lavei roupa! Finalmente, vendo CSI, depois de 2 temporadas out!
Again, solving medical issues! Stopped! SUS: depósito humano! É engraçado observar... Se não penso mais igual a eles, não faça parte deles, fui excluída! Dissidente! Precisando de tempo para mim! Quanto mais eu conheço a humanidade, mas gosto do meu cachorro! Ops: não tenho cachorro!!! kakakaka. Now, I’m prepared for leaving...
O processo criativo te leva a uma luta quase inglória contra os fantasmas que te perseguem! Sexta chuvosa: papo de buteco, longe do buteco! Ops... A formiguinha dando em cima do elefantão! Kakakaka. Eu sei! O sábado tava bom para fincar em casa. Mas quando pessoas desse gabarito se reunem... Repartição e musiquinha suave, fine!
Feriado: dividindo poltrona com amigo... Muito gostoso! Errante! A roda dentada do mundo está girando: então, o mutável entra em cena, para que o imutável se estabeleça! Tá vendo a hora? Estou criando... E nem sinal de sono... Só paixão, criação e poder para brincar com as palavras e idéias! Cinco horas de trabalho intensivo de criação... Às vezes o processo de criação exige demais de você... Estou exausta! Preciso dormir, essa vida de madruga me cansa! @paulo_hillix. rsrsrsrs... vai vendo!!!
Tô saindo... Por favor, não me chamem para voltar para o msn! Please, I need rest! Meus leitores de plantão... passo final de semana na casa de vocês, quero feedback no livro! Fugindo para dizer: com tudo que estão fazendo contra a natureza o RJ virou meio estação sempre! Só nos resta curtir?! Chegando... dancei muito!!!
Visão antropológica do final de semana: os adolescentes realmente acham que sabem, o pseudo-adultos fingem que sabem e os adultos observam.
Seguindo os 12 passos: admito que sou impotente perante o REFRIGERANTE que perdi o domínio sobre minha vida! Posso ficar só no passo 1? 24 horas sem REFRIGERANTE ou sóbrio?! Passo 2: Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade. Bem, ou a sanidade ou o REFRIGERANTE?! Passo 3: Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, isto é, Deus me faça gostar de sucos! putz! Hoje tá quente! Tomaram um copo de coca-cola na minha frente, gente sem misericórdia... Comprei suco de caju – argh! Passo 4: Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos - Confesso, esperava a madrugada para acabar com todo o Refri da casa! Is it hand it to you?
Novidades no amor: mais um do filão comédia romântica, como Hollywood gosta! Gostosinho de assistir, com Caterine Zeta-Jones! Sábado meio apertado, autonomia é assim! Mas depois que atender clientes pendentes, me esperem... A farra continua! Passo 5: Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas. Era REFRI no lugar da H2O.
Descobrindo mil maneiras de filtrar as ligações que fazem para o meu fixo... Obs: não tenho bina! “Alice” não me escreve e nem me ligue! Tirei o domingo para resolver as coisas da faculdade! Não sai, mas adiantei minha vida! Eu conheço quem segue a norma da cartilha e é vazio! Eu conheço quem burla a cartilha e tem substância! Uma semana sem refrigerante! \o/
Passo 6: Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. Tomar todo o REFRI... não me pertence +. Objeto de tortura feminino: SAPATOS!!!! Como já não bastasse o objeto de tortura, ainda estou contundida: meu pé está enorme!
Passo 7: Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições, algumas coisas acumuladas pelo REFRI... rsrsrs. Final de feriado: Boteco do Manolo! Amanhã começa tudo de novo!!!
Alguém realmente importante morreu, Claude Lévi-Strauss! Pelo menos viveu bastante, 100 anos. # LUTO. Passo 8: Fiz uma relação de todas as pessoas que tenho prejudicado (EU) e me dispus a reparar os danos a elas causados! Me aguarde!!!! A tentação não mora ao lado, mora dentro... da minha geladeira! xô! Tentação!!! Eita! Shi!!!!!
Papaloka Chopperia & Creperia: ótima comida, chopp de vinho delicioso, ambiente perfeito! Recomendo, me diverti pacas!!!! Again... research! “Esse mar me seduz, mas é só para me afogar!” Passo 9: Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível [...]: Ops: my mistake! é o REFRI!!!! O que se faz em um apagão???? Nem te conto!!!!! ;D Ressaca?!
Conclusão: sei q ainda estou com o pé contundido, mas preciso voltar urgentemente a fazer aula de dança... ontem estava mto durinha! Tô viciada naquele crepe de camarão... É todo final de semana agora, hahaha!!!
Estudando muuuuuuiiiiiiitttttttooooo... Final de Semestre!!! I not belong to you. You not belong to me. Freedom! Passo 9: [parte 2], salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem... sorry... I stolen REFRI of your lovely and I liked!
Final de semana: muita prova, 2012 e papo informal permeado a ovomaltine com amigos! “Abre o olho com ela meu rapaz. Ela é quase tudo que se diz...”
Passo 10: No inventário pessoal ainda e, quando errados, admitmos prontamente (Estou errada, final de ano não é para se entupir de REFRI)!
Amigas!!!! Não resisti... voltei hoje na Saraiva para comprar o livro. Eu realmente precisava ler algo leve e divertido!!!
Passo 11: Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus # verdade absoluta, antes dos 12 passos!
Título para peça de teatro: sou um bosta, mas tenho esposa! # pronto falei! kakaka. Esse meu lado feminista! Presentes? Agência 0405, conta corrente 1725507. rsrsrs... beijinhos procês!!! Chegando, da comemoração do meu niver! Me acccaaabbbeeeiii na pista!!!! E as comemorações continuam... O bolo e a torta salgada só chegaram hoje, atrasados?!
Recaída!!!! Aniversário o final de semana todo dá nisso!!! Passo 11, parte 2: rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós... # Ou que no Natal me segure, pois REFRI faz mal!!!! Passo 11, parte 3: “e forças para realizar essa vontade”. # Preciso de forças para não me entupir de REFRI nas festas! MUITA FORÇA!!!
Formatando o PC... Em dúvidas se devo mexer no note também, colocar o XP? Os técnicos dizem que sim! Eu sou técnica, mas eu gosto do Vista!
Passo 12: Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a esses Passos, procuramos transmitir essa mensagem: REFRI engorda, vicia! Vocês não imaginam o que eu fiz ontem, nem conto!!!! rsrsrs Última parte do passo 12: praticar esses princípios em todas as nossas atividades # Manterei todos informados, mas até aqui \o/, xô REFRI.
Margareth Sales
Sobre o dia das mães
Esse texto demorou para ser feito, e foi realizado especialmente pelo pedido de uma seguidora do blog, desculpe não tê-lo feito antes, muitas provas na faculdade e muito trabalho para além do trabalho de escritor. Porém o texto demorou, mas veio!

Para quem me conhece seria difícil imaginar eu escrevendo um texto pelo dia das mães, pois pareço por demais desapegada da família, mas a realidade é que não sou. Sou independente, uma pessoa moderna até para a contemporaneidade, ainda hoje, penso além da minha própria época, e olha que estamos terminando a primeira década do novo milênio.

Então, para falar sobre mãe resolvi colocá-la dentro da relação família e falar sobre um enfoque familiar a relação com minha mãe. A primeira coisa a se pontuar é que somos duas mulheres muito obstinadas, muitas vezes teimosas mesmo e isso nos caracteriza, quando ela quer algo, nada a impede eu tenho a mesma postura, nada me detêm. Em função disso, somos duas briguentas, sempre em pé de guerra, mas essa mesma mãe que sempre se opôs a mim foi a que me ensinou a ser mulher e haja vista, foi muito bem ensinado!

Uma das primeiras coisas que lembro de ter aprendido com ela foi: “o desprezo é a arma que fere!”. Assim aprendi a ser uma mulher determinada em relação a todos os que me provocam e isso está muito ligado a relação mulher-homem, com uma postura feminina de supremacia pessoal, sou quem sou e gosto do valor atribuído a minha pessoa, como valorizo o ser humano de um modo em geral.

Lembro de um episódio muito interessante, claro que na realidade esse é um de vários, mas esse ficou bem marcado porque como dito anteriormente minha mãe me ensinou muito bem a me defender quando as pessoas passavam dos limites e não havia como um diálogo franco pudesse restabelecer a relação. Uma outra observação antes de prosseguir com a história, o diálogo franco eu aprendi sozinha, minha mãe veio da geração onde diálogo franco era motivo para uma boa surra, ou por meio da ditadura o exílio político e, com certeza, em sua cabeça associa-se diálogo franco a perda total de autonomia.

Voltando ao episódio... bem, nunca em meus 39 anos de idade namorei alguém ciumento, odeio! Mas aos 18 esbarrei, escorreguei, por assim dizer, nessa situação... Recém entrada no meio evangélico namorei um “irmãozinho” que era bem quisto em todos os restaurantes gospel e espaços assim, mas que sufocou-me enormemente, logo no primeiro dia já queria me apresentar a toda família e me apresentou mesmo, depois pirou de ciúmes, do tipo: “para quem você está olhando?”, “porque você vai conversar com o pastor?” Não lembro bem, mas acho que não durou dois dias, talvez no máximo uma semana! Mas quando começou essas gracinhas e como fiquei com um pavor tremendo desse cara planejei levá-lo direto para minha mãe e contar o que estava ocorrendo, planejei e fiz! Ali mesmo minha mãe proibiu o namoro e eu com cara de cínica: “Shii! Ela proibiu, não vai rolar, tchau e benção!” Claro que não foram essas palavras em 1988 e, obviamente, como toda boa adolescente que se preze se fosse alguém que me interessasse, com certeza, ia ter fight com minha mãe, porém é para isso que servem as mães, nos tirar do rolo e eu agradeço a Deus por ela ter me livrado daquela fria enorme que não sabia como sair. Uma lição ficou: homens não brinquem comigo pois se o fizerem apresento o leão que minha mãe é! rsrsrs.

Mais adiante ela me ensinou algo que nunca poderei esquecer e que me ajudou muito: guardar as coisas sempre no mesmo lugar. Lembro de como perdia pente, chaves etc. A partir da informação dela não tenho que ficar preocupada nem doida atrás de objetos perdidos, pois cada um tem seu lugar e é fácil achá-lo, até mesmo para dar a localização a um amigo que me pede emprestado e não estando em casa, passo-lhe as coordenadas de como pegar o objeto.

Porém, além de ensinar coisas importantes ou coisas simples e práticas, ela, minha mãe, ensinou-me algo fundamental: amor pela família e o quanto defender com garras cada um daqueles que compõem meu vínculo familiar. Essa aprendizagem fez com que, da família se desdobrasse para o amor e companheirismo com os amigos, não falem mal dos meus amigos porque os amo e os defendo sempre. Claro que isso não significa que vá, como dizia meu pai, membro da minha família, colocar “capa” nas pessoas, se alguém, tanto famílias como amigos tiverem defeito não os encubro mas quero deixar ciência de que os amo e os amarei apesar de.

Amo a minha família o sangue dela pulsa em mim, não defendo uns e detrimentos dos outros... Amo a todos de igual modo, diferenciando defeitos e qualidades, por isso, não se coloque entre quem amo porque os defenderei como leoa, minha família é parte do que eu sou e posso dizer que foram eles que construiram meu caráter, durante minha primeira infância.

Minha mãe ensinou-me a tratar primos como irmãos e com esses irmãos-primos passei várias férias na infância e posso dizer, se um dia já escrevi estórias infantis foi baseada em minhas férias que eu as escrevi.

A família da minha mãe que é a extensão da nossa família nuclear foi, também, a que me deu respaldos para atuar de forma competente no mundo. Eles são meu referencial de honestidade, amor e companheirismo, vivi e vivo mais realizada porque os tenho como suporte, distantes ou não, “problemáticos” ou “normais” são e sempre serão porto seguro nos momentos de crise, quantas vezes terminei um namoro e me refugiei na casa de minha tia!

Isso me leva a uma reflexão importante... como pode alguém gostar da gente e dizer que não quer agrada em nada alguém que seja sangue do nosso sangue. Essa pressuposição é meio excludente, porque pressupõe que essa mesma pessoa também não se importe tanto com você quanto você acha, haja vista que se ela se importasse não se colocaria nunca entre você e seus familiares.

Com isso aprendi desde cedo que eu posso quebrar o pau com a minha família, mas você que está ai de fora não... Não permito que mexam com ela, me entender é uma coisa, estar ao meu lado é outra, mas ir lá e afrontar qualquer membro da minha família em meu nome, nunca, não permito!

E essa defesa dos que eu amo foi gerada na convivência com minha mãe, aquela que defende qualquer componente da minha família cegamente, não é o meu caso. Nunca defendo ninguém cegamente, sim, falo, tal pessoa está errada, mas isso nunca deu o direito do outro ir pessoalmente para resolver a “parada”, deixe que eu me encarrego de fazer isso e sei como fazê-lo, mesmo que isso demande tempo, mas sempre faço a alteridade entender o que necessita ser entendido.

Então, apesar do texto parecer se perder entre as reflexões pontuados, na realidade não se perdeu não! Para fechar o texto e o raciocínio, o dia das mães é então aquele dia especial em que você, apesar de todas as disposições em contrário, vê que você é GENTE porque sua família te fez gente e, principalmente, sua mãe atuou diretamente, nesses últimos anos para que isso viesse a se tornar realidade.

A publicidade que tem como o seu grande veículo de consumo, o dia das mães, repete sempre o velho chavão de que ser mãe é padecer no paraíso. Na realidade, ser mãe de verdade é ter eu como filha, desde de criança questionadora, tipo: porque? porque? que coisinha mais irritante, é ter uma filha que briga com o pai para defender a mãe e que depois, no final das contas, ainda estou errada que não tinha nada que botar o bedelho onde não fui chamada. Ser mãe é ter uma filha como eu, com todas as qualidades e defeitos, porque sem mim, com certeza, ela não seria mãe, posso dizer o mesmo do meu irmão, então ser mãe é ter eu e meu irmão como filhos.

Porque realmente não posso supor o que é ser mãe no papel de mãe, não sou mãe e nunca fui, mas posso dizer o que é ser mãe no papel de filha. E é nesse papel, o de filha, que me coloco para falar sobre as mães e essa maravilhosa experiência que é ter um montão de pentelhinhos para apurrinhar o resto de suas vidas, mas se perguntar para ela se somos de verdade pentelhos... Cuidado! Vai achar um inimigo fortíssimo... nossa mãe, porque ela nunca irá admitir que somos tão sem sensos assim e ficará, sem dúvida, contra você!
Margareth Sales
Sobre escrever

Porque tantos de nós sentimentos dificuldade ao escrever? Como futura educadora posso afirmar antes de tudo que a dificuldade em escrever se encontra arraigada, na dificuldade em lê porque quem lê necessariamente sabe escrever. Porém não estou falando de leitura de símbolos gráficos, mas de letramento, ou seja, aquele que consegue compreender textos, desenhos, pinturas, uma série de TV, o mundo a sua volta, não apenas decodifica símbolos.
Viemos de uma educação tradicionalista, onde fomos alfabetizados, quer dizer, conhecemos o código escrito, mas não letrados e são esses que lêem, como citado anteriormente, e quem lê escreve.
Assim, a primeira regra para uma boa escrita é uma boa leitura e essa pressupõe uma boa leitura de mundo, como sempre citou nosso grande educador, Paulo Freire. A segundo regra para perder-se o medo do papel em branco é aprender a comunicar-se, isso faz realmente muita diferença.
Aprender a comunicar-se é um dos grandes pré-requisitos para aprender a escrever. Umas das grandes dificuldades de todas as épocas era e sempre foi a comunicação. Comunicar-se é imprescidível, mas não é um comportamento fácil de se adquirir, haja vista que vivemos numa sociedade ideologicamente opressora. E todo opressor que se preza tem por principal características calar as vozes, então, cuidado com isso, cuidado com o fato de que sistematicamente calado, você não se transforme em um “calador” compulsivo, uma pessoa que use frases como: “quem fala muito, dá bom dia a cavalo!” essa frase pressupõe uma pessoa fofoqueira e não uma crítica construtiva da realidade, o que quero dizer é que tal ditado popular não pode ser encaixado por ai, aleatoriamente, supondo-se que cada pessoa que possui uma relação de síntese pessoal com sua realidade e SAIBA dizer ela, seja necessariamente uma pessoa que fala demais, sem saber o que está dizendo.
Para comunicar-se é preciso uma critica construtiva da própria realidade e coragem para equilibrar aquilo que precisa ser dito e o que não é importante ou provocaria só estresse. Então um segundo requisito fundamental para uma boa escrita é ser um bom emissor de mensagens.
Haja vista que um bom emissor de mensagens é uma pessoa com um forte argumento pessoal a respeito de tudo o que acontece a sua volta. Esse forte argumento pessoal, pode ser chamado também de capacidade de síntese, argumento é então, um raciocínio do autor onde ele deseja provar uma hipótese e isso significa que todo argumento é válido, a partir do momento que se prove através de indícios ou de vestígios que o seu raciocínio é coerente. O que seria então capacidade de síntase? É a capacidade para observar, antropologicamente, a vida e fazer um resumo pessoal daquilo que se vê, de forma a conferir sentido ao que é visto. Quando, então, compreendo bem a realidade que me cerca consigo lê-la e consigo colocar no papel aquilo que foi lido, mas “eu” compreendo... para que o outro me compreenda é preciso acesso ao domínio do código escrito, quer dizer que se não escrevo adotando o mesmo sistema de signos que o outro possui, posso ter uma comunicação truncada por ruídos, esses que se constituem como falhas de linguagem.
Para se construir um texto é necessário definir o que se pretende com esse texto, isso seria o argumento do texto. Pode-se fazer um texto informativo ou um texto de opinião, sabendo-se que um sempre contém o outro, mas o que diferencia um do outro é, somente, a força que o texto trás: opinião ou informação. Assim, lendo o meu blog você caro leitor e futuro escritor irá perceber que trata-se sempre em textos de opiniões e baseados em fortes argumentos opinitivos, sem querer passar uma postura cientificista, mas uma postura de aconselhamento pessoal, de sente-se ao meu lado e vamos conversar sobre o assunto.
Escrever é muito gostoso e quem ainda não experimentou isso deveria fazê-lo, alguém disse que a pessoa para ser completa precisaria ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Eu digo que escrever um livro é realmente fascinante. Quando dizem que um autor “brinca” com as palavras é porque, na realidade, ele monta e desmonta um texto, atribuindo significados outros na relação gramatical que a palavra não possuía, conferindo um significado pessoal em cima de uma realidade dada e fornecendo novas informações para o mundo que nos cerca, tornando-o mais criativo e mais significativo.
O texto de opinião é exatamente isso, um desnundamento do autor, uma forma de se fazer conhecido, suas aspirações, seus anseios. Já o texto de informação, traz claro a diferenciação, ou seja, o autor não se mistura não se funde ao texto, apenas informa e não há como conhecer-lhe porque o texto não o revela. Dessa forma, quando o leitor lê o autor, convencendo-se ou não do argumento levantado pelo escritor, aconteceu o que esse queria, ou seja, provocar o leitor a uma reflexão crítica, tanto faz rechaçando o texto lido ou enaltecendo-o.
Conferir novos significados a vida tira-nos do senso comum, dá-nos novo alento, mais vivacida e alegria de vida. Para isso existem os livros e esses estão ai há tantos anos, exatamente, para ajudar em nossa relação existencial com o mundo de forma a sair da mesmice e trabalhar com várias ressignificações, ateando fogo e paixão a existência.
Isso porque ler e escrever possuem intencionalidade, ou seja, não escrevo apenas como forma de mostrar que tenho domínio sobre o código escrito, mas escrevo e falo como forma de comunicação. Por último, quando se aprende a dizer aquilo que se leu na vida, no jornal impresso, no jornal televisivo ou mesmo nas novelas, se cria um canal onde a escrita acontece. Se eu sei falar eu vou sempre saber escrever, não resta dúvidas, mas se eu só falo aquilo que eu repito do que o outro me disse, tenho uma educação tradicionalista onde, também, eu só sei escrever o que está decorado ou copiado do outro. Para adquirir conhecimento, eu preciso ter minha própria visão de mundo, a conexão entre aquilo que eu vejo e o que eu reflito do que eu vejo, dessa forma, escreverei a minha fala e saberei escrever porque é minha e porque já foi falada por mim.
A escrita vai além do escritor, ela impera, ela pede, ela demanda, não como fugir de determinados textos, eles vêm, mais cedo ou mais tarde, eles vêm... Então, agora vai meu conselho para você que deseja escrever, escrever é uma arte e como toda a arte, não há parâmetros, nem limites e a aprendizagem se faz na própria prática. Escrever dando vazão a reflexões pessoais próprias, condizentes com a percepção crítica de outros, ou não, é arte! Arte é provocação também, provocação no sentido de angustiar o expectador, leitor a tomar uma posição crítica e reflexiva diante do exposto.

Margareth Sales

sábado, 3 de abril de 2010

Sobre a Páscoa

Hoje, como em tempos passados a guerra se faz através da religião, mas religião é só uma manifestação humana de fé. Há várias manifestações de religiões, dizer que uma é certa é muita presunção do genêro humano, porque exclui a diversidade.
Eu, da mesma forma que o REM (o grupo musical) diz: Losing my religion, eu perdi minha religião, por uma série de questões filosóficos e de cunho pessoal, mas não perdi o meu Cristo, acredito hoje mais do que nunca que Jesus Cristo é Senhor e Salvador da minha vida e declaro isso para todos. Não sei o que eu seria sem ele, sei que não estou aqui para julgar religião, crença, fé de ninguém, não é o meu papel mas acredito, EU acredito em um só Deus, dividido em três, acredito na trindade, acredito no Pai, no Filho e no Espírito Santo e acredito que não sou nada sem Eles. E acredito que Jesus é Deus.
Não acredito no capitalismo e na religião capitalista, que sabemos que há muito se tornou uma religião, é das que mais tem poder de manipulação e que ganha de qualquer outra.
Mas porque falo isso, porque sabemos, Páscoa não é chocolate, ainda que seja chocólatra, mas se eu não ganhar um bombom sequer eu não terei uma Páscoa? Provavelmente, não vou ganhar bombom nenhum, não tenho namorado a muitos anos, e esses mimos vem de relacionamentos que a maior parte tem e se alegra de ganhar um Alpino, um Galack, etc. bem grandão!
Páscoa para mim não é chocolate, Pascóa é aquele momento que dividiu o calendário. O momento que os homens pediram Barrabás, na sexta ao invés de Jesus, até hoje, pedimos Barrabás, como simbolo do capitalismo, como símbolo de que a política vai mudar alguma coisa. Jesus não era Barrabás, Jesus era mais que Barrabás, Jesus fez a revolução interior, ele desplugou a humanidade da matrix, e a matrix para mim é o capitalismo, Bauman pontua em seu Amor Líquido que há pessoas que conseguem viver acima do capitalismo. Impossível? Para Bauman que não sei se conhece a Deus ou não, não é! Para mim que sou devota daquele que abriu o mar vermelho, que criou Adão e Eva (sim, eu acredito nessas histórias de “carochinha”), para mim eu sou modormo de tudo que eu tenho, nada me pertence, tudo Jesus me deu e tem dado.
Amo a Jesus mais do que tudo, mas do que a mim mesma, mais do que a minha própria vida, não sei viver sem Ele. Creio nas aspersão do sangue nas portas para que os primogênitos não fossem tocados, creio no sangue de Cristo que purifica de todo o pecado! E o pecado é o nosso desvio da vontade de Deus; “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” - Provérbios 14: 12.
Creio tudo isso porque vim de uma dor intensa de uma infância pervesa, se Freud tem razão em usarmos a religião como fuga utópica de nossa próprias misérias, ele que continue com a razão, não vou deixar de acreditar na ciência dele porque não bate com minha fé e minha fé diz que uma pessoa como Freud foi recebido nos braços de Deus, minha fé diz que uma pessoa como Renato Russo que buscava em Deus para suas misérias está ao lado de Deus, acredito que Deus salva muito mais que a gente pode imaginar, e não vou dizer quem Deus vai salvar ou não! Sei da minha salvação, sei que Jesus volta e eu gemo e tenho dores de parto (como a Bíblia diz até que isso venha a acontecer, preciso ver Jesus, Deus Pai e o Espírito Santo face a face e não tenho dúvidas que o farei.
Na minha primeira infância eu fiquei de “mal com Deus” e eu sei o quanto fui miserável por isso, cheguei na igreja evangélica em 1988, tinha 18 anos uma vida angustiante, mas Jesus foi me curando e foi me mostrando dentro da Bíblia a minha própria vida, ele disse para mim:
“A tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus, teu pai era amorreu, e a tua mãe hetéia”. - Ezequiel 16:3.
Sou descentende de Árabe, minha raiz veio da Terra dos conflitos religiosos... E Jesus continuou dizendo para mim:
“Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água, para tua purificação, nem tampouco foste esfregada com sal, nem envolta em faixas”. _Ezzequiel 16:4.
Eu nasci com o cordão umbilical envolto no pescoço e meu pai pediu pela minha mãe, ele decidiu a minha morte, ninguém olhou para mim. Continuando:
“Não se compadeceu de ti olho algum, para te fazer algumas destas coisas, compadecido de ti; antes foste lançada em pleno campo, pelo nojo de ti; no dia em que tu nasceste”. - Ezequiel 16:5. Minha infância eu passei sozinha, meu pai era o ser mais alcóolatra que conheci na vida, ele era totalmente ausente, quando ele morreu não lembrava de onde ele ficava aqui dentro da minha casa, porque ele não estava aqui, mesmo que estivesse, ele não estava. Minha mãe me esnobava nos momentos de maior solidão: “deixa eu ver a novela”, não lembro nunca de brincar com ela, não lembro nunca de eu ser criança perto dela, só lembro de tentar defendê-la das ofensas alcóolicas do meu pai, minha revolta era enorme com o destrato que ele fazia com ela, ele transmitia a ela uma visão de nada, de incompetência, nem comida ela sabia fazer e eu a defendia, passei os 32 anos que vivi com meu pai defendendo ela dele! Isso é função de uma criança?
Em 1988, quando eu estava totalmente “de mal” com Deus, e onde só havia dor em minha vida, Deus me trouxe para os braços dele:
“Passando eu por ti, vi-te banhada no teu sangue, e te disse: Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, disse-te: Ainda que estás no teu sangue, vive.” - Ezequiel 16:6.
E desse dia em diante, eu senti, pela primeira vez AMOR, não sabia o que era, Ele modificou minha vida, Ele disse que me chamou para um propósito por meio da igreja... Não acredito no que a igreja diz, e entendi de Deus, que ele me chamou desde o início para ser escritora, então, apesar da oposição (demoníaca, humana?), não fiz um blog para que pudesse ganhar um mundo e perder a Cristo, não perdi a Cristo...
Sei que Ele se encontra comigo, sei que quando o caos se instala eu ouço o grupo Logos o grupo mais deprimente evangélico, qualquer um de fora da visão de Deus que o ouve sente depressão, eu sinto paz, eu me sinto na posição...
Estou no exercícito de Deus, não tenho medo de repreender endemoniados no nome de Jesus, não tenho medo que os demônios me acusem de estar fora da igreja ou pensar indendente de Deus, realmente, penso por mim mesmo e isso é heresia para o meio evangélico, do qual não faça mais parte, sou protestante e discípula do que Lutero descobriu.
Não sou evangélica da política corrompida de São Gonçalo que para você ter acesso, precisa dar a paz do Senhor e balançar a cabeça dizendo que concorda com tudos que eles pregam e o que eles pregam: evangelho da prosperidade! A prosperidade virá para uns com batalha suor, e às vezes, com a misericórdia de Deus, mas não virá para todos, vai ter muito gente nos morros, no submundo da comida que vai pregar o evangelho de Jesus, ainda vai existir muitos missionários morrendo na janela 10x40, a região da ásia menos evangelizada e gente de Deus de verdade. Podem zoar com a igreja evangélica, eu mesmo zoo, porque há muitos falsos lobos vestidos em pele de cordeiro, e Deus só fará a separação no fina! Mas ainda a gente lá fiel e temente a Deus e gente que vai continuar pregando e salvar os que poderão ser salvos. Jesus é o Senhor e todo joelho se dobrará diante dele, não tenho dúvidas!
Estou sempre correndo para os braços de Deus, nos momentos de maior sufoco, nos momentos de maior dor, e prefiro Ele do que os meus maiores sonhos, se Jesus voltar hoje, com certeza, largo qualquer vontade de ser uma escritora famosa, não me importarei se não tiver me casado. Porque Deus é o que me satisfaz, e quando Ele não me satisfaz é que a poeira do mundo é tão grande que preciso deixar que Ele lave os meus pés para que eu entre em contato com Ele.
Tenho problemas com Deus, só Deus o sabe, perco a fé, brigo com ele como Jacob, abri o meu joelho por causa de uma luta severa com ele, mas ele sabe que sou humana e já aprendi muito de fé, mas ainda não consegui entrar nas águas de Ezequiel e deixar que ele flua por mim... Estou buscando Deus de uma forma bem pessoal, como Lutero ensinou, sem intervenção dos sacerdotes. Deus é Deus, ele diz que se não houver quem pregue as pedras clamarão. E eu acredito na Palavra de Deus Viva, não na palavra de homens limitados!

Margareth Sales

sábado, 13 de março de 2010

Guerras

Uma nova realidade aprendida, neste momento, sobre a identidade é quando se possui amigos líquidos, fluídos e incapazes de ser amigos sólidos e confiantes. Esse tipo de amizade, doente, diga-se de passagem, só pode gerar um único sentimento, o da guerra, constante, ininterrupta e sem tréguas. Como se vive em uma guerra constante, em todos os níveis, tanto o espiritual, pessoal, financeiro e outros. Cada qual se arma da forma como consegue, às vezes a unhas e dentes. Por esse motivo que aqueles que, ainda (e talvez, nunca!) adquiriram sua identidade, tem como moeda de barganha o outro.
É nisto que constitui a diferença entre os que têm ou não tem identidade. Enquanto os que não tem se armam com a personalidade do outro, muitas vezes, não se poderia nem dizer “personalidade” mas o fenótipo do outro, quando este é mais bonito. Ou quando é mais inteligente ou possui recursos financeiros, do qual não se tem competência para adquirir.
A pessoa sem identidade então se arma da identidade de outrem, para fazer disto sua moeda de barganha. E então enfrenta o mundo assim, de “peito aberto”, como o famoso comercial televisivo: “eu tenho, você não tem!”.
Como se usando a alteridade, pudesse fazer calar os que se opõem, e geralmente, os que se opõem e os que são um risco para essa modernidade líquida, que Bauman tão bem fala, são os que têm identidade. Esses se constituem os inimigos da sociedade atual.
E estes inimigos tais quais os heróis históricos são perseguidos sem piedade, como “Joanas D'ark's” loucos por não seguirem a regra do senso comum... Loucos por não compartilharem a ética mundana e globalizadora.
A intenção daqueles que guerreiam seria destruir o objeto que adora, pois desta forma assumiria a posição da pessoa adorada. Para fazer isso, estes falsos amigos usam do poder que a palavra tem de penetrar as consciências e incutir-lhes uma não-verdade, baseadas em situações não esclarecidas e em disse-me-disse, que na realidade não prova a proposição apresentada, mas o esforço em se tornar uma inverdade em verdade absoluta e incontestável.
Demonstra também diante de tais posições pessoais uma incompetência em ser, fazendo guerras contra os que são para que possuída da essência do ser, possam se sentir menos que vil e repugnante. Mas não conseguem, porque sua fama lhe antecede e, inclua-se aí, sua credibilidade, desgastada pelos anos que apostou nesse tipo de guerra tão inglória.
Que tipo de amigo / sujeito impotente é este que precisa descarregar toda a sua fúria contra o que não se sente impotente, que aconteça o que acontecer sempre será senhor de si, ainda que pareça, por algumas momentos, perdido!
Em suma, esse sujeito não é seu amigo. Então cuidado, caros leitores, observem muito bem quem vocês carregam sob o título de amigos, muitas vezes podemos estar abrigando serpentes venenosas, prontas para o bote! Como já disse anteriormente, o verdadeiro amigo está fundado no amor e nunca guerreia com você! Fuja das guerras inglórias, sempre!

Margareth Sales
Sobre a política

Levei muito tempo para conseguir discernir o momento atual que o país vive, mas porquê? Porque estou mais cercada do senso comum do que pessoas que realmente questionam o status quo vigente, então são muitas vozes e muitas dessas vozes não possui voz alguma, talvez a única pessoa que possa ouví-las sou eu mesma. Procuro ter sempre o cuidado de não travar as vozes dos que desejam um espaço para o seu falar, isso é ótimo, é uma de minhas melhores qualidades, ouvir sem julgar, mas há um preço: às vezes ouvimos mais um bando de asneiras de situações mal refletidas ou mal vividas que você se pergunta como uma pessoa com capacidade de reflexão crítica chegou a tão despropositada idéia?
Porque em um país como o nosso nunca se privilegiou a cultura, nunca! E mais do que isso, temos um referencial histórico de opressão profunda para fazer o outro calar, de qualquer forma, mesmo que seja através da morte. Exemplo disso? Ditadura! Durante o golpe de estado, livros foram queimados, grandes pensadores foram exilados, tudo isso, para impedir que Paulo Freire falasse através da sua alfabetização de adultos, para impedir que Caetano Veloso falasse através da sua música, milhares foram calados por meio da violência física, consequentemente, a própria morte e outros foram calados através do exílio político, esses últimos pelo menos puderam voltar para fazer a parte que lhes cabia.
Mesmo assim, nossa suposta democracia não mudou... O que adiantou ser democrático, se todo uma população que viveu na época e toda uma população que não viveu, sentiu e sente seus impactos através da força opressora de tornar toda uma população muda. Parece contraditório, parece que se pode falar, mas cada um de nós, sabe que não, cada um de nós, sabe quando o olhar opressor do dominante nos manda calar e muitas vezes obedecemos?!
Posso me reportar a mim mesmo, porque vim e não sai da camada mais inferior da população, não posso nem me chamar de classe média, quem me conhece sabe, sou pobre, essa é a realidade de onde me encontro na escala de distribuição de renda... A renda desse lado aqui atrás da tela do computador é bem suada... Como estou desse lado, posso falar muito bem dele e o que tenho a falar?
Tenho a falar algumas coisas muito importantes e verdadeiras... O governo privatizou alguns órgãos públicos... o governo, aquele mesmo que nos meus 15 anos eu confiava, aquele que passou por uma luta horrível, saiu de Figueiredo, terminou a ditatura, entrou Tancredo, morreu... Entrou Sarney, depois Collor, Itamar em função do impeachmant, Fernando Henrique, todos esses para que o líder sindicalista chegasse, ele era realmente a esperança de muitos! A minha também, achava sinceramente que Lula por vir do mesmo lugar que eu faria mudanças de base no nosso país, aí ele fez... Fez algumas mudanças e eu ficava verificando se eram mudanças reais ou eram engodo, tinha sérias dúvidas, afinal não tenho mais 15 anos, passaram-se muitos anos desde essa idade até a entrada de Lula na presidência.
Mas fui amadurecendo e vendo, e estudando e tentando conhecer, não através do Jornal Nacional, esse que alguns dizem que não sei nada porque não o assisto. Bem, óbvio é que não o assisto, entre outras coisas, porque sei que é manipulado. Porém, seguindo a minha linha de raciocinio, fui observando e fui decidindo, haja vista que leva mais tempo para mim identificar um contexto político do que o que vai dentro do ser humano! Aprendi muito mais sobre psicologia do que sobre política, não que não gostasse da segunda, gosto muito porque sou um ser político, todos somos, mas me dediquei mais ao conhecimento psicológico.
Então hoje, fruto das minhas observações tenho minha posição política formada, a pessoa que tanto esperei que fosse a solução para nosso país é, e sempre foi, marionete nas mãos dos poderosos e ainda lhe fazem uma homenagem, com um filme que deixa claro que ele nunca soube o que iria fazer, foi sendo levado pela idéia dos outros. Você não vê nem no filme e nem na política real, uma decisão que veio da cabeça dele, apenas pontuações de uma acessoria que lhe serve.
Em 1985 eu pensava, caramba, Lula veio de baixo, Lula é pobre, ele vai salvar a gente, vai salvar a gente dessa miséria, com 15 anos você não pensa em cultura, você não pensa em decodificar que a grande questão de se administrar um pais ou se administrar qualquer instituição depende de conhecimento. E se você tem conhecimento você sabe onde vai meter a sua mão, onde deve meter a sua mão. Lula quando chegou em 2003, muito tempo depois do final da ditadura, não foi a solução, ele foi simplesmente fantoche na mão de um monte de gente, claro que ele foi temido no passado, ele foi temido porque ele movimentava as massas e isso é muito perigoso.
Toda política vinda das classes dominantes tem a característica de mexer sempre seus pauzinhos para que a massa não se movimente e Lula fez, exatamente, o contrário, ele movimentava as massas e a ditadura tinha medo dele, claro, só que ele movimentava as massas pelos aspecto totalmente carismático, mas ninguém tinha noção que faltava alguma coisa e o que faltava? Faltava cultura, falta conhecimento... Não é o fato de falar “errado”, porque a língua que a gente fala é a nossa língua, não há “erros” quando se fala a língua materna. Mas o fato de não conseguir usar bem a sua estrutura linguistica prova que não se buscou por todo um campo de conhecimento para decidir algo. E não podemos decidir nada em função de apenas um aspecto, tem que se decidir algo em função do todo e para isso é preciso abrir o leque de opções.
Para isso, é preciso conhecer, de sociologia a psicologia, de política a religião, porque a vida não é feita apenas de um traço, mas de vários, n circunstâncias que precisam ser vividas. Então você pega alguém que não sabe; como ele vai administrar, como vai governar? Aí, o que ele têm, acessores? Parece quando fazemos uma cola, o amigo diz: “Poxa, você não estudou não, te passo uma cola”, pronto, tá mastigadinho... Isso não é pensado, não é mudança e não causa mudança, se um acessor, uma pessoa com mais cultura como um psicólogo, um sociólogo ou algum “ólogo” qualquer ensina ao Lula, ele simplesmente passa uma situação, ele mastiga uma situação, mas ele não ensina o que é. Então não há um Estado, não há, verdadeiramente, um Estado que funcione... A realidade é que o Lula não é um grande governo, exemplo, ele não faz nada pela educação, ainda que ele dê uma bolsa família para que o aluno esteja dentro de sala de aula, os alunos vão, mas onde está a valorização do professor? Onde está uma escola de qualidade para receber esses alunos? Esses alunos, vão a escola por dinheiro, para ganhar R$ 100,00 reais por mês, eles não vão para aprender e os professores já estão desmotivados ou muda-se a educação de base ou ferra-se com a educação e a educação já está ferrada!
Assim, considero hoje a nossa política uma política de pão e circo, dá-se o mínimo e isto para a camada mais pobre, para que esta não se rebele. E olha que legal?! Ganhamos as Olimpíadas em 2016, quer dizer é muito circo e pão para o povo brasileiro não reclamar de mais nada da vida. Haja vista, que todas essas culturas de massa atraem milhares de pessoas, muitas vezes até aquelas que se encontram fora do contexto da massa, porque óbvio, num país que se paga de telefone mais de R$ 100,00, Luz em torno disso, temos água ainda, IPTU, soma-se tudo isso e se paga com o ÚNICO salário mínimo que se recebe.
Sobra o quê para o desestresse? Para curtir um pouco a vida? A Rede Globo de Televisão que já se encontra no pacote de impostos que cada cidadão paga. Por tudo isso a gente se cala, quem vem de baixo aprendeu a ficar calado diante da prepotência do dominante, temos medo do governo, temos medo de ser massacrados pela Ampla que cobra um absurdo de conta de luz, temos medo da Oi, em ultrapassar nossos limites de crédito e aparecer uma conta que não podemos pagar. E a gente tem medo porque acontece, porque todo pobre já foi vítima de alguma conta absurda que arrepia até os cabelinhos da alma (se alma tivesse cabelinhos). Ai temos que correr atrás de um advogado público numa fila imensa para conseguir processar a organização que tenta nos lesar. Assim, ocupando horas do nosso dia e tempo é dinheiro e dinheiro serve para pagar a conta que extrapolaram, e olha que todas as empresas citadas, tentam nos lesar!
Pobre é assim mesmo, bichinho acuado com medo de tudo. Mas porque na realidade quis falar sobre esse tema, afinal de contas o enfoque do meu blog é um enfoque comportamentalista, não político? Porque vou falar de sentimentos, sentimentos vividos essa semana, onde ouvi de alguém, vamos dizer, alguém maior do que eu. Porque maior? Maior num sentido estritamente social... Maior porque já trabalhou muito mais do que eu na vida, já tem a vida estabilizada, todo mês com certeza o salário da pessoa chegará certinho... Eu não, eu sou menor, amadureci tarde; fiz tudo que eu queria fazer cedo, muitos anos mais tarde, não conto com nenhum salário fixo todo o mês, mas com a força do meu trabalho.
Mas essa pessoa me humilhou ao questionar a forma como eu tento conseguir as coisas e que forma é essa? Através de indicação, eu ouvi que eu deveria ir pelos meios institucionais e eu fiquei calada, submissa, como todo pobre sabe fazer muito bem! Só vinha dentro de mim frases do tipo: “você está errada, fez tudo pelo caminho errado!” Bem, minha resposta agora, depois de dias que se passaram é: o caminho que escolhi foi o caminho que representantes da classe social da pessoa me ensinaram, nunca aprendi outro caminho...
E é esse que tem funcionado... Agora vem alguém de cima, de um dos melhores bairros do nosso país dizer que sempre optou pelos meios institucionais, porque me tratar como se eu realmente não tivesse vivido tempo suficiente dentro dessa Terra, especificamente dentro do meu município para saber o que funciona ou não?! Porque provavelmente o dentista que precisava tinha, o médico que precisava também, daí é muito fácil dizer que as coisas funcionam... Quero saber onde as coisas funcionam porque mudo para lá!
Finalizando, só o que eu lamento é que era mais pobre ainda do que sou hoje e que por isso deixo me humilharem por questões que eu nem mesma criei, já estavam aí antes de eu chegar e ainda apontam caminhos... Bem, eu trocaria de vida, se pudesse, e munido da minha estória quero ver se essa pessoa que tem uma visão tão esclarecida das coisas, ou seja, é tão certinha, queria realmente ver como ou para onde essa, levaria minha vida... Uma coisa garanto, não faria melhor do que eu fiz! A frase que termino não é que é muito fácil falar, mas que é muito fácil FAZER CALAR. Quero ver competência para ouvir e entender!
Margareth Sales